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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sete numa camisa

“Compreendo que haja, num Estado de Direito, esta espécie de parceria entre a Justiça e a comunicação social. A parte má é que há um linchamento na praça pública, porque uma parte vai deixando sair peças ao longo do tempo de forma a criar na opinião pública um culpado e as defesas não têm os mesmos meios”, criticou.

Para o ex-adminitrador do millemium/BCP, “a mediatização do processo tem sido milimetricamente comandada pela acusação”, considerando “óbvio” que essa acusação, da responsabilidade do Ministério Público, esteja obcecada pelo primeiro-ministro, José Socrates.
"
Se este indivíduo tivesse um vislumbre sobre o que é e significa o Estado de Direito estava calado.
A "parte" que vai deixando cair peças ao longo do tempo é uma parte gaga. Vara devia lembrar o que disse um advogado de uma "parte", precisamente a que está entalada nos muros de uma cadeia, à espera dos demais, provavelmente de Vara: "isto é a ponta do iceberg e há envolvimento de "altas figuras do Estado".
Vara, segundo as fugas das partes gagas, foi quem apresentou Paiva Nunes a Godinho. Este Paiva Nunes , segundo o Sol de 12 de Março de 2010, enquanto gestor da EDP ( já despedido) é o mesmo que pediu emprestado um Merceddes 500 SL a Godinho e terá andado a experimentar o bólide durante alguns meses esquecidos. O carro,veio a descobri-se depois era...roubado! Isto nem num filme italiano, valha-nos santa engrácia.
Vara está metido nos telefonemas que o tramam. Por isso quer vê-los anulados e destruídos. Godinho não. O que veio nos jornais sobre Vara e os demais entalados pode muito bem ter vindo de qualquer sítio que de tal soubesse e não adianta andar a massacrar o ministério público, imputando-lhe propósitos turvos. Por um motivo: foi o Ministério Público quem guardou segredo de justiça até ao dia 24 de Junho de 2009. Nesse dia, alguém o quebrou e não foi o MºPº de Aveiro.
Será que Vara quer dizer quem foi, porque evidentemente o sabe? É que todos teríamos a ganhar com isso. Vara está metido numa camisa de sete. Vara, o proto-político do buzinão na ponte, em 1995, com um utilitário de empregado bancário, mudou de carro, entretanto. Veste Burberry e já mudou várias vezes de camisa simbólica. De avental, talvez. É pós-graduado do ISCTE e tem curso da Independente.
A vida de Vara dava um filme mudo e neo-realista, sobre o modo de ascender na política, em Portugal. Um filme simpático, ainda por cima, porque a personagem não cativa hostilidades.

2 comentários:

Floribundus disse...

diálogo em 'ladri biciclete'
-que queres ser quando fores grande?
-delinquente

aqui vão para o ps

Mani Pulite disse...

ESTÁ ENTALADO NUMA CAIXA DE RÓBALOS.