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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Diz que percebe de contas, este bastonário...

Económico:

Domingues de Azevedo considera que “foi uma inconsciência” termos provocado eleições antecipadas.

António Domingues de Azevedo, actual Bastonário da Ordem dos Técnicos oficiais de Contas, diz, em entrevista ao jornal i, que "se tivéssemos seguido o PEC, talvez tivéssemos tido melhor capacidade negocial [com a troika] e a possibilidade de diluir mais no tempo a tomada de medidas do que tivemos", defendendo que "aquilo que estamos a fazer em dois anos devia ser feito em cinco ou seis anos".

E sublinha: "não sei como é que teria sido com José Sócrates, mas sei que neste momento estamos pior do que estávamos, disso não tenho dúvidas nenhumas. Nem nenhum cidadão tem dúvidas quanto a isso". Por isso, considera o bastonário, "hoje em dia, muitos portugueses já pensam 'volta Sócrates, estás perdoado' .


Aditamento: Informam os comentadores que este Bastonário foi deputado do PS durante alguns anos. Não admira que saiba tanto de contas...

7 comentários:

Carlos disse...

Isto, só revela mais uma vez, o verdadeiro cancro politico nacional.

A governança das alternâncias.

Flash Gordo disse...

O "Estroboscopismo Político" corresponde a uma visão estroboscópica em que a pessoa só vê o espaço em seu redor nos momentos que ela própria decide iluminar, tendo o cuidado de omitir, por vontade própria ou por patologia incontrolavel, tudo aquilo que não encaixa no seu modelo de percepção da realidade, apagando a luz.

Alguns factos e sintomas:
-José Sócrates disse claramente que o recurso à ajuda aconteceu porque o PEC não foi aprovado e que com o PEC Portugal tinha os seus problemas resolvidos, como fez com os PECs anteriores; não disse que com PEC haveria posterior pedido de ajuda à troika; bem pelo contrário, negou-o e negará sempre
-O bastonário não parece saber que em Dezembro de 2010 o país esteve às portas de não pagar a funcionários públicos, como foi revelado na TV por diversas pessoas
-O bastonário não consegue percepcionar o estado em que o PS deixou Portugal, ainda hoje e depois de tudo o que sabemos quando à duplicação da dívida
-Tudo isto vem agravado quando o Bastonário, representante de muita gente que paga para por ele ser representada, generaliza para o "todos", como se todos pensassem como ele, num artigo com "Bastonário" em título
- O bastonário desconhece completamente que a diferença entre o antes e o depois é que antes nem sequer se discutia o endividamento e quando alguém o tentava fazer era trado como alienígena ou "bota-abaixista" em pleno parlamento, pelo PM
-O bastonário põe a hipótese de, com Sócrates, Portugal não ter de apertar tanto o cinto: nisto tem razão-Sócrates continuaria a estourar o mais possível, a omitir o mais possível e a camuflar o mais possível, até não poder mais e inventar outra desculpa esfarrapada
-O facto de a banca ter estrangulado o Governo de Sócrates porque foi espremida até ao tutano parece nem sequer fazer parte da análise, o que para pessoas de números e contabilidade é particularmente curioso
-O bastonário associa o problema de Portugal à percepção dos cidadãos através do subsídio de férias, como se o problema não estivesse mais atrás no tempo; podia ter aproveitado e, na altura, informado onde nos levaria a duplicação da nossa dívida histórica acumulada, em apenas 6 anos.
-Um bastonário, principalmente se ex-deputado do PS, deve evitar pronunciar-se como "bastonário", tal como consta do título do artigo.

jcd disse...

Convém acrescentar que Domingues de Azevedo foi deputado do PS por muitos anos.

http://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/Biografia.aspx?BID=151

Lamas disse...

Mude o nome para BESTONÁRIO e fica tudo esclarecido.

Flash Gordo disse...

Do Krugman que o PS tanto cita:
"Prémio Nobel da Economia aproveita estudo que sustenta que Portugal e Grécia estavam, já antes da crise, numa rota insustentável, para voltar a bater numa velha tecla: austeridade nestes casos seria inevitável, mas é um erro tremendo aplicá-la a toda a Europa."

Portanto, outro tarado dos que teimam em perseguir e manchar a imagem de Sócrates e seus acólitos.

Pável Rodrigues disse...

Este não espanta que tenha saudades.
Quem lhe deu os louros do cargo que exerce ? Sem menosprezo para alguns contabilistas com incontestável valor técnico-profissional, a organização que ele encabeça tem a projecção que tem apenas pelo número de inscritos, e que por isso mesmo teve facilidade em obter contrapartidas que ao poder politico interessava conceder.
A projecção que lhe vem sendo dada pelos orgãos de comunicação é também ela a contrapartida de favores e pagamentos, pois só assim se compreende como ele surge, às vezes de modo completamente abusivo, a comentar matérias que exigem preparação adequada, comentários que ele produz publicamente sem quaisquer pruridos, por via de banalidades que envergonhariam quem se preza de ter vergonha.
Ainda o havemos de ver "doutor" ou "engenheiro" ou qualquer outra coisa, "de papel passado" (como diz o brasileiro) ou "honoris-causa", ou sacado por linhas travessas como fez o outro de quem ele confessa ter saudade.
É preciso ter lata, como se dizia antigamente.
Muita pena tenho é que ele venha beneficiando de alguma colaboração e conivência de economistas que têm estado encaixados nessa máquina de satisfação de clientelas, sob a capa de técnicos de elite em órgãos consultivos, cobrando volumosos honorários, prestando-se depois a tristes papéis.

É mais um trauliteiro travestido de bastonário, à semelhança do que se passa com a ordem dos advogados, médicos e etc,etc.

ZéBonéOaparvalhado disse...

É opinião do Revisor de Contas - é minha e de muitos portugueses - O País melhorou? não, agrava-se cada dia que passa

O País é governado por garotos.


O Soares dos Santos deu uma "bofetada" a esta garotada, essa, é que é essa.

Estou preocupado com andar da "carruagem"- o investimento estranjeiro - foi-se a Nissan, Estaleiros Navais - não se sabe, foi-se o "magalhães" - há muita competitividade de mão obra e,
ao preço da chuva.


Quem prometia - o sol na eira e água no nabal - quem prometia andar em transportes públicos, outros, andavam de trotinete, outros, eram blotineiros, outros, andavam sem gravata, outros, de galochas, enfim... era poupar, diziam eles.

Já é altura do Dr. Anibal, de assumir as suas responsabilidades - nunca assumiu, é certo, ao menos, uma vez, derrube o armário - agora que têm, uma maioria no Governo e na AR - o que é que pode fazer pelo País? dar aulas?