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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O mundo de alice dos nossos patrícios


Sapo:

Segundo o jornal Correio da Manhã, que avança com a notícia, o dinheiro em causa está bloqueado desde que Isaltino Morais começou a ser investigado por ter escondido contas na Suíça e na Bélgica, um processo que acabou por levar a uma condenação de dois anos de prisão.

Enquanto Ministro das Cidades e Presidente da Câmara de Oeiras, as declarações de rendimentos de Isaltino no Tribunal Constitucional revelam detalhadamente estas aplicações na UBS.

Quando, em 2003, cessou funções enquanto Ministro das Cidades, Isaltino declarou ter uma participação num fundo da UBS no valor de 47 869 francos suíços, cerca de 32 mil euros. Nessa mesma declaração, o autarca afirmava que esta conta não tinha sido mencionada no ano anterior, quando iniciou funções neste cargo, por lapso.

Em 2005, quando iniciou funções como Presidente da Câmara de Oeiras, as aplicações na UBS dispararam para os 369 284 euros. Em 2007, 2008 e 2009, segundo as declarações apresentadas no Tribunal de Constitucional, o montante das poupanças manteve inalterado.

Este dinheiro, bloqueado pelas autoridades judiciais, só poderá voltar a ser movimentado quando o processo, que tem sido alvo de vários recursos por parte de Isaltino Morais, estiver resolvido.

Segundo o Correio da Manhã, Isaltino que foi ministro das Cidades até Abril de 2003, acumulou uma pequena fortuna, de mais de um milhão de euros que depois dividiu com o sobrinho ( taxista). A maior parte desse dinheiro guardado nos cofres helvéticos, foi aforrada por Isaltino entre 1993 e 2002.

A acusação de corrupção a Isaltino não se comprovou no tribunal da Relação de Lisboa, depois de se ter provado na primeira instância de Oeiras. Isaltino acabou condenado por uma mera fraude fiscal, a uma pena de prisão de dois anos que tudo indica não irá cumprir.

O dinheiro que Isaltino tem na Suiça é dele e dele continuará a ser. Só não lhe tilinta no bolso porque o processo ainda não acabou, mas em breve acabará.

A Justiça, neste caso, teve um desfecho de Alice e a crise da Justiça, neste caso tem uma face patrícia.


1 comentário:

Floribundus disse...

nunca se fala das contas do emigrante de Paris