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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Portugal, 2013: olha aí a nossa "elite", péssoau...

O Correio da Manhã de hoje celebra o facto de ser o primeiro jornal do Portugal de 2012. Come estes números  ( O Público vai de mal a pior, mas a sua directora e equipa conjunta,continuam de pedra e cal até à derrota final):

O CM de hoje tem esta capa:

Quem é o "comendador" que levou a nossa "elite para férias de luxo"?
Um modesto despachante oficial que aproveitou a nossa entrada na então CEE para fazer fortuna nos transitários e logística de transporte. Mérito dele, sem dúvida e ainda bem que singrou- já é comendador. E joga golfe.
De maneira espectacular, deve ser hoje um milionário português que dá emprego a muita gente ( 1100 pessoas)  e cria riqueza genuína no sector dos serviços. Honra ao mérito, portanto. Além do mais, conta o jornal que pelo menos um amigo acha o mesmo "uma pessoa espectacular". Não duvido um segundo sequer.


Mas...como muitos empresários novos-ricos, o nosso Eduardo, antigo despachante, fez "contactos", amizades e afinidades electivas. Casou agora um filho e o Correio da Manhã, transformado numa espécie de nova Gente para a populaça, aproveitou o acontecimento e botou capa com o mesmo, relatando pormenores da boda que se realizou no Brasil, terra onde algum do  nosso pessoau mais evoluído foi passar o fim-de-ano. A Madeira já era...e de resto está num défice colossal. Tem má imagem.

O Correio da Manhã que vende agora perto de 120 mil exemplares ( tantos como A Bola nos bons velhos tempos) repenica o acontecimento adiantando que a boda do filho do comendador reuniu uma "elite da bola e da política".


Repare-se bem nesta "elite"que foi à boda como convidada de honra e com hotel incluído: são da bola ( Fernando Gomes, da FPF; o dono do Braga; Joaquim Oliveira, o "amigo" que anda nas lonas e já vendeu aos angolanos as jóias da coroa que arrebatou no tempo de José Eduardo Moniz e dos negócios da Olivedesportos com a RTP) e...políticos vários ( Almeida Henriques, governante, Fernando Seara, Luís Montenegro, Luís Filipe Menezes, João Soares, Luís Campos Ferreira, Marques Mendes e Marcos Perestrello, "entre outros" diz o jornal).  

Enfim, é esta uma das elites que nos resta. Falta apenas um nome na lista de convidados: Miguel Relvas.

Ah! Já me esquecia...no mesmo jornal, depois das notícias das facadas, tiros e acidentes de viação, lá vem outra notícia relevante e que não se fará retinir nas nossas tv´s: "Adivinhe quem vai jantar com Sócrates" titula Paulo Pinto Mascarenhas a propósito de uma jantarada na próxima Sexta-feira, convocada por Edite Estrela a mando do tal que anda por aí, fugido a responsabilidades e a ver se ganha espaço para mais aventuras. O artigo termina com um enigmático " agora, falta saber quem paga o jantar..."

Quem paga o jantar?! Quem paga o jantar?! Mas é preciso perguntar? Nós!

6 comentários:

cat woman disse...

Deprimente e pindérico.

lusitânea disse...

Tenho algures uma factura FEDEX em que acabei por pagar quase tanto como custou o artigo.Foi um fartar vilanagem.Mas a 1ª e última vez...

Karocha disse...

AHAHAHAHAHAHAHAH!!! José

Rui disse...

Se há jornal pelo qual ainda vale a pena dar dinheiro é mesmo o correio da manhã. pode vir com uma mistura irritante de crimes e fait divers, mas pelo menos somos informados do que se passa no país como é o caso da noticia citada que me parece relevante dado o estado geral em que vivemos...

Publico e Dn não passam de panfletos politicos que deveriam ser distribuidos gratuitamente.

Floribundus disse...

'nunca, jamais, em tempo algum' lhes chamaria 'elite' em sentido sociológico ou político,
na melhor das hipóteses atribuía-lhes a designação de 'controleiros'.

o jantar foi antecipadamente pago pelos contribuintes

há sempre uma 'estrela' disponível

Maria disse...

No anterior regime o Diário de Notícias - entre outros, como o Diário Popular que creio ter andado pela mesma tiragem - vendia diàriamente 280.000 exemplares. Duzentos e oitenta mil por dia!!! Nesse regime de 'censura e opressão' os jornais tinham categoria em todos os aspectos: na impressão; no grafismo; nos artigos saídos da pena dos jornalistas fixos e nos dos articulistas e cronistas não residentes; na escolha das notícias; na impecável ortografia; havia secções de cultura, literatura, cinema, teatro, pouco desporto; secção juvenil, etc., tudo feito com classe e mérito.

Agora estas porcarias de jornais situacionistas (salvo uma ou duas honrosíssimas excepções), os que ainda conseguem sobreviver, quantos exemplares vendem por dia? Se calhar nem 5.000... E é isto a fabulosa democracia que ia trazer a liberdade de imprensa que por sua vez iria produzir jornais e demais imprensa escrita e falada, progressista e independente do poder(HA!) e que iria originar a venda de milhões de exemplares, livres de censura, por dia... Pois ia, então não ia... O que a pseudo-liberdade de imprensa produziu efectivamente foi a maior nogeira de imprensa falada e escrita toda ela marchando a toque de caixa segundo ordens emanadas do poder ditatorial instalado, que só visto. Aliás esta democracia é cara chapada dos corruptos e mentirosos que nos andam hipòcritamente a mentir sobre a genuinidade da mesma há décadas. De facto vivemos sob uma verdadeira democracia, sim senhor, mas é a democracia dos ladrões e dos falsários que maquiavèlicamente escudados nela nos deram cabo do país e da vida.