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domingo, 22 de dezembro de 2013

João Marcelino, o decano do jornalismo tipo para quem é...bacalhau basta.

Daqui, InVerbis:

João Marcelino - Quando um tribunal político, como o Constitucional (TC), decide por unanimidade não fica qualquer margem para o jogo partidário.

O corte das pensões acima dos 600 euros dos antigos funcionários públicos é inconstitucional, ponto! - porque viola o princípio básico da confiança (dos cidadãos no Estado) e, até, da proporcionalidade.

Declarações como as de Braga de Macedo, sobre o carácter marxista na Constituição e de como ela obsta aos esforços patrióticos do Governo, são apenas delírios que ficam mal num professor e num homem com a sua experiência, mesmo que com o objetivo compreensível de defender um amigo (Passos Coelho) num momento sensível.

Esta extraordinária unanimidade do TC teve vários méritos, um dos quais, pouco realçado, é o de fazer perceber no estrangeiro, entre governos e credores, que não estamos perante uma sociedade bloqueada por "leis comunistas". Dá-se apenas a circunstância de termos no poder uma coligação pouco sensata, que escolhe com demasiada frequência caminhos impossíveis à luz dos direitos dos cidadãos. E que em prol de objetivos importantes, sim senhor, como a sustentabilidade do sistema de pensões, julga que pode subverter a qualidade de vida das pessoas e passar por cima da lei.

Os argumentos dos 13 juizes são uma enorme lição, que o Governo, acabado de sair de uma reprimenda do Tribunal de Contas sobre a ineficácia do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC), devia saber ouvir com humildade democrática.


 Este jornalista, João Marcelino, dirige agora o Diário de Notícias depois de ter saído do Correio da Manhã e de antes  ter passado pelo Record, onde se afirmou a relatar jogos por escrito. Não sei onde aprendeu a ler e escrever e que formação tem, nem isso tem importância porque um jornalista em Portugal, maxime um director de jornal que vende cada vez menos, acha-se no pleno direito de esportular opiniões sobre tudo o um par de botas. Sei por isso que agora dá lições de constitucionalismo, criminologia, sociologia, educação, defesa, justiça etc. etc. e neste etcetera vem também o desporto e outras actividades avulsas porque não há limites para a sapiência de um director de jornal, nem sequer o do ridículo que nunca o atinge por causa da carapaça de dirigir um jornal falido e não sofrer qualquer consequência por isso. Marcelino não tira a ilação de um treinador de equipa de futebol que perde sempre porque não treina- está no banco a mandar bitaites.

Esta lição que aí fica, escrita no jornal que dirige é mais uma prova da sua ampla visão intelectual. A "extraordinária unanimidade" que consegue extrair da decisão constitucional de "um tribunal político" diz tudo da sua aptidão para o cargo que lhe assenta que nem luva de pelica em mão rugosa de trabalhador das obras. O argumento que percebeu como justificador da decisão do Constitucional - porque viola o princípio básico da confiança (dos cidadãos no Estado) e, até, da proporcionalidade. - chega para dizer que este jornalismo é do género típico para quem é, bacalhau basta.
O entendimento que Marcelino expende acerca do acórdão unânime do Constitucional, aliás, é o dos demais panurgos que seguem a manada que alegremente caminha em direcção a abismo. Assim que lá chegarem, farão como o coyote que pedala no vazio...

9 comentários:

zazie disse...

Mas qual 'e a deles? o que 'e que querem que se faca?

No outro dia, lembre;me de como o Jose 'e cool e ainda consegue dialogar e tentei perceber o que querem.

Para o caso, com um colega meu que nao 'e analfabeto e com outra pessoa amiga que papagueiam o mesmo.

Consegui que eles chegassem l]a, ao ponto base de todas as crencas para estarem com todas as esperancas que sem cortes se paga.

Acabaram por confessar, com a maior displicencia, que h'a dinheiro, que nunca faltou dinheiro, que tudo isto 'e uma cabala inventada apenas para alimentar a banca.

Nao ha crise portuguesa, nem falta de dinheiro nos cofres do Estado. Apenas uns sacanas de uns neoliberais que andam 'as ordens dos banqueiros.

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vivendi disse...

Este pessoal julga que o dinheiro nasce em bananeiras.

Dudu disse...

Ate agora o "escurinho" tem passado os cheques a metade da taxa de juro do mercado secundario. Parece que a 3 bancarrota pos-25 Abril foi uma fantasia de alguem. Tambem tenho ouvido haver muito dinheiro por ai e ser preciso apenas procura-lo nos Soares dos Santos e Belmiros.

José Domingos disse...

É curioso, que nas duas ultimas bancas rotas, não ter havido qualquer inconstitucionalidade. Quer dizer, eu vou pagar mais, para os portugueses de primeira, fiquem a receber o mesmo. De facto, o estado, custa muito dinheiro ao contribuinte, é que o número de funcionários, triplicou em quarenta anos, também com a bênção do sr. silva. Os estados de direito, a caminho do socialismo, tem destas coisas. Os pravdas, cá do burgo, não compro, prefiro banda desenhada, além da tinta me irritar a pele, deve ser alguma alergia.

Dudu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zé Luís disse...

Marcelino, pan y vino...

É só mais um que fala do "princípio da confiança".

O que é?

Não se sabe.

O Joaquim, do TC, fez questão de aludir ao art. 2º da CRP.

Curiosamente, lá nada diz do "princípio", muito menos da "confiança".

Nem implicitamente.

Explicitamente só pela invenção do "amigo Joaquim". Outro. O anterior paga ao Marcelino para isto.

Floribundus disse...

'horny soit qui mal y pense'

josé disse...

Os Soares dos Santos e Belmiros não tiveram dinheiro para comprarem as edps e.

O dinheiro que têm não chega para mandar cantar um cego chamado esquerda portuguesa.