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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Mário Soares, o empacotador de bancarrotas

Portugal, em 1976, escassos dois anos após o 25 de Abril estava na bancarrota. No mesmo ano em que aprovou uma Constituição que garantia o nosso caminho airoso para uma "sociedade sem classes" mas que não fez tossir demasiado os que, dois anos antes, ainda  não falavam essa linguagem. 
Sem as despesas brutas da guerra no Ultramar que passou a chamar-se de um dia para o outro, literalmente, "guerra colonial"; sem os encargos ainda vindouros do retorno dos portugueses que tinham ido para Angola e Moçambique, Portugal já devia as penas aos passarões dos nosso credores externos.




Entre o fim da loucura governativa que se sucedeu até Agosto de 1975 e ao V Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves,  militar convertido ao comunismo em meia dúzia de meses, e o primeiro governo constitucional, em Julho de 1976 e chefiado por Mário Soares e que durou até Janeiro de 1978, houve o VI Governo Provisório, chefiado por Pinheiro de Azevedo, mas recheado de personalidades de bloco central e marcadamente de esquerda moderada. Basta dizer que nesse governo o ministro das Finanças era Salgado Zenha.  E Rui Machete era o ministro dos "Assuntos Sociais". Fica tudo dito.

Portanto, desde 1975 que o destino de Portugal esteve entregue à esquerda, primeiro comunista e depois a socialista, democrática.  O resultado desta governação em tandem com um Conselho da Revolução esquerdizado e radical? A primeira bancarrota, empacotada devidamente pelo magnífico Mário Soares. Assim, como contam os "recortes" de jornais da época e que como o algodão da publicidade não deixam mentir:

Em 12 de Agosto de 1977 já estávamos com a corda na garganta e O Jornal perguntava o óbvio:



 E explicava o óbvio na página oito:

Em 26 do mesmo mês, a capa fatal já aqui mostrada:



O que faltou explicar foram as circunstâncias desta primeira bancarrota. Nas páginas interiores escrevia-se o que Mário Soares a e apaniguados agora não querem lembrar:

E como é que o Mário Soares, empacotador de bancarrotas, reagia a estas desgraças públicas? Ora...fazendo o contrário do que agora defende. Em 4 de Novembro de 1977 no O Jornal...a única solução que via era o "consenso", o acordo entre partidos do "arco governativo".  Os portugueses em geral, esses, andavam entretidos com as aventuras do coronel Jesuíno. Da telenovela Gabriela, entenda-se. Já ia no 123 episódio e era um lenitivo para estas misérias.


Não obstante estes esforços denodados para empacotar a bancarrota a verdade é que em Fevereiro de 1978 ainda não tínhams acabado o calvário. E Medina Carreira que o diga porque deve lembrar-se do que então dizia ao O Jornal de 3 de Fevereiro de 1978.


Claro, como muita gente diz, "isto agora não interessa para nada"... e de facto, pouco interessa, a quem se lembra. O problema é que há milhares e milhares e milhares que não se lembram, algumas centenas que não querem lembrar-se e outros milhares de milhares que nem sabem que foi assim.

É para esses que fica aqui o registo. Para memória futura. E para saberem quando começaram os "pacotes" que nos têm dizimado o progresso e onde começou verdadeiramente o nosso "empobrecimento".  E já agora quem foi verdadeiramente o empacotador.

7 comentários:

Anibal Duarte Corrécio disse...

«O problema é que há milhares e milhares e milhares que não se lembram, algumas centenas que não querem lembrar-se e outros milhares de milhares que nem sabem que foi assim.» : Portugal Amordaçado

JReis disse...

José,
Excelente postal.
O personagem retratado no postal voltou a permitir de novo a bancarrota em 1983 sendo que desta tenho uma recordação mais presente.
Como foi possível os Portugueses terem permitido a ascensão deste personagem é inexplicável. Merecemos bem ser humilhados !!

josé disse...

A seu tempo publico os factos da imprensa sobre a bancarrota de 83 e o que então se escrevia sobre o assunto.

Mário Soares? Sempre presente e a empacotar.

Até dói ler estas coisas e perceber como é que as pessoas se esquecem disto que é claro como água.

Vivendi disse...

E falta este carimbo ao pacote:

Socialismo.
A destruir Portugal desde 1974.


Pedro Lopes disse...


Soares é fixe.

Soares vai para o pantelhão nacional juntamente com o Zébio e a Amalha.


João José Horta Nobre disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria disse...

Soares empacotador? Sim, de facto este qualificativo está muito bem aplicado a esta encomenda. Perante as sucessivas bancarrotas a que esta criatura inominável submeteu propositadamente o país para, além de ir cumprindo as ordens da agenda mundialista, através delas locupletar-se com milhões de milhões a distribuir por ele a parte de leão e o restante pelos muitos milhares d'apaniguados (os favores pagam-se caro e é mediante brutas contrapartidas que os servidores são fàcilmente requisitados) e uma vez que esses biliões não nascem do Céu, eles têm que se ir buscar a qualquer lado e neste caso estavam mesmo à mão de semear. Que melhor maneira de os açambarcar do que enfiar Portugal à pressa e sem consultar os portugueses, na União Europeia e pouco depois trocar o fortíssimo escudo (no que diz respeito ao erário público, este já havia sido desfalcado há muito tempo e quanto à 'pesada herança', os 'bravos democratas e grandes libertadores dos povos oprimidos e explorados' chamaram-lhe um figo, dizimando-a em três tempos) pela porcaria da moeda europeia, novamente sem consulta popular, mas porque entrava no país aos muitos milhões diàriamente e era produzida pela "europa" tinha o valor do mercado e portanto servia lindamente para prosseguir o saque, uma vez que havia sido com este preciso e único objectivo que lá nos enfiaram, crime de que nem nos apercebemos e muito menos avaliámos devida e antecipadamente. Quanto à nossa Independência e Soberania perdidas, era isto mesmo que os traidores almejavam. Quanto ao mais, tratou-se de danos colaterais e estes interessam-lhes peva.

Entretando este intrujão e outros como ele, íam iludindo o povo com o aceno (ilusório, como se faz com a cenoura aos cavalos) de melhores ordenados, melhores estradas, maiores facilidades na compra de casa, melhor tudo..., para, como os portugueses com o decorrer dos anos vieram dramàticamente a testemunhar, serem-lhes cìnicamente retirados todos esses bens e regalias sem qualquer pudor nem a mínima compaixão.

Este modo velhaco e corrupto dos políticos actuarem nas democracias faz parte do seu código genético. A ladroagem permanente e o assalto aos cofres dos Estados que dirigem, são o seu procedimento costumeiro e escudando-se numa frase repetida exaustivamente, dizem eles que é para o progresso dos povos e portanto nada tem de criticável, sendo absolutamente normal esta maneira (criminosa) de governar.

Voltando ao início, o epíteto que igualmente lhe acenta que nem uma luva é "o coleccionador de bancarrotas", já que viveu toda a sua vida a coleccioná-las para 'o bem' dos portugueses - é claro!, como não? - as duas primeiras de sua inteira autoria e a terceira por interposto aldrabão, ignorante e oportunista Sócrates, mas, escusado será dizer, sob a sua batuta - ele próprio o afirmou, "convencendo-o depois de ter tido muitas conversas" com o mesmo.