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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Portugal no prec comunista: "e tudo era possível".

Em 1975 Portugal caminhava para o socialismo comunista a passos largos. Isso era entendido lá fora, claramente. Lá fora quer dizer na Europa e EUA. Em artigos de revista que apareciam por cá, o panorama que nos relatavam contrastava nitidamente com o que era publicado aqui, pela imprensa da época.

O que lá fora, na Europa democrática e EUA era entendido como uma viragem política para o socialismo comunista, cá não passava da luta política de sempre e com os partidos da Esquerda e Extrema-esquerda integrados no "processo democrático".  Essa ilusão era perfeita para a generalidade das pessoas que não se apercebiam com nitidez do que estava para a acontecer e cujo processo só terminou claramente em 25 de Novembro de 1975.

A revista Time, num número de Agosto de 1975 não tinha dúvida sobre a natureza da "troika" que se preparava para entregar o país ao Bloco de Leste e à órbita de Moscovo.

Em França, a revista Le Nouvel Observateur, das bandas do socialismo democrático, ou seja da social-democracia, também não tinha grandes dúvidas, com mostra este artigo de 20 de Janeiro de 1975 e  outro de 10 de Fevereiro desse ano.







O L´Express também dedicou um número especial, em Janeiro de 1976, sobre a "tentação totalitária", a propósito da publicação de um livro de Jean-François Revel. Fica para amanhã porque são várias páginas claras e inequívocas sobre o que o PCP queria por cá.

Nessa altura, apareceram também por cá alguns "intelectuais" como Jean-Paul Sartre, acompanhado por Simone de Beauvoir e Pierre Victor, então já ex-director do Libération. Ao lado do filósofo do existencialismo esquerdista, pousavam alguns intelectuais portugueses que não consigo identificar.
Alguém saberá identificar os indígenas que em Abril de 1975 foram à conferência na Casa de Imprensa ( particularmente a senhora de óculos) , tal como publicado na Flama de 18 de Abril de 1975?



Em  1974 já cá tinha estado um cantor, Georges Moustaki, uma espécie de vagabundo anarca que falava assim, como mostra a imagem do Século Ilustrado de 3 de Agosto de 1974.


8 comentários:

Floribundus disse...

anarca sou eu, segundo o meu filho,
porque não gosto de qualquer que seja o estado
não por este em si, mas pelo que permite de 'muito péssimo'

nos versos da canção 'sans la nomer'
Moustaki menciona 'la révolution permanente' de Trosky
daqui deduzo que seguia o comunismo da 3ª internacional

por cá o kerenski do CG fez quanto pôde para ser pior que os barreirinhas.

reincidiu
e continua

também por esteve o xico da banda
que não sei se era do
pcB ou do pc do B

dizia um xuxa meu Amigo quando morreu o barreirinhas (felizmente estive fora por longos meses)

'morreu o bicho,
ficou a peçonha'

Floribundus disse...

»Je voudrais, sans la nommer,
Vous parler d'elle.
Bien-aimée ou mal aimée,
Elle est fidèle
Et si vous voulez
Que je vous la présente,
On l'appelle
Révolution Permanente !»

gosto imenso dos diários de Simone
e nunca percebi porque uma Senhora inteligente se babava por um imbecil

josé disse...

O Moustaki é dos meus artistas franceses preferidos. Tenho praticamente todas as músicas importantes que escreveu, em cd e em vinil

Em 1974 lançou Danse, um tema que ouvia no Verão de 1974 e me lembra esse tempo.

Há uns meses comprei o disco em vinil que tem essa canção.

josé disse...

Em finais da década de noventa ouvi os grandes temas de Moustaki em cd.

La carte du tendre; Joseph; La ligne droite; je suis un autre; Rien a changé; Sans la mommer, etc etc.

Moustaki tem outros êxitos evidentes como Le Méteque e até tem uma canção sobre Portugal.

Vi o seu último espectáculo na Casa da Música há poucos anos, antes de morrer.

Foi um happening.

Zé Luís disse...

Eu gostei da capa e da Troika de Lisboa. Bons tempos, sem dúvida, que tanto fazem inspirar uns certos e faziam transpirar uns centos.

BELIAL disse...

Sobre JPS e SB, tenho este curioso filme que explica muita coisa, embora de modo, algo "politicamente incorrecto"...
O melhor é verem e aguentarem;. vale a pena,

http://www.youtube.com/watch?v=556Em7Z6Nl8

João José Horta Nobre disse...

Essa gente que fez o PREC era toda lunática. E o pior é que 40 anos passados, ainda andam por aí alguns alucinados à solta a querer repetir a experiência...

Publiquei: http://www.historiamaximus.blogspot.pt/2014/02/portugal-no-prec-comunista-e-tudo-era.html

Cumpts,
João José Horta Nobre

Contacto: historiamaximus@hotmail.com

lusitânea disse...

Uns de que pouco se fala foram os sul-americanos.Para além dos cubanos os corridos pelo Pinochet...
Concluindo toda a merda do universo teve a oportunidade de deixar cá os seus ovinhos.O indigenato já paga por isso mas ainda vai no princípio...