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quinta-feira, 29 de maio de 2014

O PCP é a face política da miséria mais negra que alguém pode desejar

O PCP, cavalgando a onda de descontentamento popular face às medidas que o Governo aplicou para evitar a terceira bancarrota do país, apresenta agora uma moção de censura ao mesmo governo.

A táctica política é velha e revelha e fiados nos cerca de 12% dos cerca de 34% que votaram, ou seja em 416 425 votos, exigem rotundos mundos e fundos, com a língua de pau do costume, como dizem os franceses.
No Portugal de 2014 ainda há 400 mil pessoas que acham o PCP um partido com futuro político.

Em 1975, no auge do seu poder de influência política, o PCP teve 711 935 votos.  Tem agora cerca de metade, mas o dobro da vontade em derrubar o governo e fazer outra vez a revolução.

Afinal, o que quer mesmo o PCP? É preciso ler o que dizem publicamente, tal como na revista O Militante de Março/Abril de 2013 em que o fóssil ideológico que escreve o artigo explica tudo: " O PCP tem como objectivos supremos a construção em Portugal do socialismo e do comunismo".

Não é preciso dizer mais nada e será que as 400 mil pessoas que agora votaram sabem bem em que votam e em que programa político apostam? Duvido, mas a táctica política dos pequenos passos atrás para o grande salto em frente e que agora mais uma vez se mostra no texto da moção de censura,  é também eloquentemente mostrada neste texto fossilizado


Em 1976 Álvaro Cunhal e o PCP editaram um livro sobre "documentos políticos do PCP", chamado "A Revolução Portuguesa. O passado e o futuro".  As ideias que lá estão de há quase quarenta anos são as mesmas que estão hoje, embora mais camufladas e seguindo o escrito fossilizado, numa outra fase e etapa. Tudo se move por etapas, no PCP e agora acreditam piamente que estão a entrar novamente na etapa prè-revolucionária. O sindicalista Arménio tudo faz por tal desiderato...e o portentoso Jerónimo cerra o queixo para apelar aos jovens.


Em 1975, por força das nacionalizações impulsionadas pelo PCP, estávamos a caminho da primeira bancarrota, no ano seguinte. Porém, os seus defensores achavam que estavam no melhor dos mundos, como se pode ler por este artigo da Vida Mundial de 10 de Abril de 1975, cerca de 15 dias antes das eleições que lhes deram aquela votação expressiva de cerca de 12% dos votos de então.



Do livro de Cunhal,  de 1976, ficam estas páginas  para se compreender  o que é o PCP e o que quer para Portugal: miséria, bancarrota e totalitarismo. Outro fascismo, desta vez a sério e mais odioso que qualquer um. Ninguém o diz, porém, uma vez que tal discurso é logo apodado, precisamente de "fascista". O PCP conquistou o direito a usar a palavra com exclusividade conceptual e por isso quem a usa tem que lhe prestar a vassalagem devida sob pena de ser apodado imediatamente de reaccionário que é expressão que poucos toleram, como se fosse lepra política. A lepra do PCP essa, é sempre bem vinda e é por isso que temos uma Impresa sic e os media a prestar vassalagem ao fóssil.

O que o PCP é, está aqui muito bem explicado e não percebo por que muito pouca gente quer entender isto que é simples: o PCP é o agente político da miséria mais negra que o país pode desejar.  Na Europa já toda a gente entendeu. Aqui, demora a entender, apesar das experiências do passado.





10 comentários:

Anibal Duarte Corrécio disse...

Este é o partido que melhor explora a inveja, tirando benefício do atraso quer cultural ou económico e que defende um modelo de sociedade que já demonstrou conduzir ao terror e à mais aviltante exploração no domínio laboral.

O PCP enquanto partido que combate o regime - qualquer que ele seja e que não constitua a estrada real que conduza ao modelo que defende - não merece, no estado actual do seu desenvolvimento - encravado, estagnado - qualquer respeito.

É o único partido no chamado sistema democrático que não existem crises e em que tudo se apresenta harmonioso e fraterno.

Como se isto fosse alguma vez possível dada a natureza conflitual da natureza humana e dos grupos sociais.

Onde Alvaro Cunhal cunhou de partido com paredes de vidro deverá entender-se partido com paredes de ferro.

JC disse...

No texto que fundamenta a moção de censura, diz-se, a certa ocasião:

"A mais grave situação nacional desde os tempos do fascismo torna indesmentível o retrocesso económico e social a que conduziu a política de direita executada nos últimos 37 anos por sucessivos governos..."

Nos últimos 37 anos? I.e., de 1977 para cá é que começou a haver retrocesso?
Então entre 1974 e 1977 - período em que se estralhaçou com a economia, com as nacionalizações, os saneamentos, a reforma agrária - houve evolução?

Quem os ouve e não os conhece nem conhece a história deve ficar a pensar que a seguir ao 25/4 foram 3 anos de pujante crescimento e evolução...

Porra, porque raio ninguém os questiona sobre estas afirmações dogmáticas?

Porque não perguntam ao metalúrgico Jerónimo: "ouça, lá, porque é que na moção de censura dizem que o retrocesso começou há 37 anos? O que é que aconteceu nessa ocasião para a partir daí termos começado a regredir?
Qual é o marco que têm em mente? Explique lá isso, se faz favor"

Custa assim tanto questioná-los?

Lura do Grilo disse...

Nenhum jovem conhece o comunismo nem sequer ouviu falar das maiores chacinas que estes camaradas executaram com gosto.

Espanta-me ainda o tremendo poderio económico do PCP que fez uma grande propaganda nesta campanha: outdoors, cartazes renovados duas vezes, bandeirolas, autocolantes, etc

zazie disse...

Aquele texto do congresso de 2013 não se acredita.

Acho que devia ser publicado nos jornais assim mesmo. Sem comentários.

lusitânea disse...

Mas têm uma milícia africana quando for necessário.Se eram amigos deles lá fora porque não cá dentro?

josé disse...

"Custa assim tanto questioná-los?"

Ninguém o faz. A questão deve ser colocada aos jornalistas.

Floribundus disse...

consta que amanhã funciona a roleta russa política dos rattons

toca a flauta de Hamelin
num luzido 'conserto'

'o mar bate na rocha,
mas que se aleija são os contribuintes'

João José Horta Nobre disse...

O PCP é um partido em que os militantes e eleitores ou são ingénuos que não percebem como o Mundo funciona ou então são lunáticos varridos.

Mais nojento ainda é ver como há quem ainda diga que esse é um partido "fundamental para a democracia portuguesa". LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL

O PCP nunca foi, nem será "fundamental" e muito menos "democrático"...

Publiquei:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2014/05/o-pcp-e-face-politica-da-miseria-mais.html

zumba na caneca disse...

ESTE NOBRE POVO CÃO COM ORGULHO E GERAÇÃO RASCA NO OASIS DE MERDA SE FOSSE COMO DEVIA SER ...JÁ À MUITO QUE SE DEVIA TER SUICIDADO EM VEZ DE APOIAR O FAXISMO ...ESTAMOS HA 40 ANOS NESTE PING-PONG PS,PSD...QUEM DEFENDE ESTES MAMÔES PARASITAS DAS DUAS UMA ...OU É FILHO DA PUTA OU COME POR TRÁZ ...QUAL É O PARTIDO QUE APRESENTA PROPOSTAS DE LEI BENÉFICAS PARA QUEM TRABALHA SEM DIREITOS ??? QUEM ??? O PCP CLARO E QUEM AS REJEITA ??? O PS E PSD CLARO ... DEPOIS O PCP É QUE É O PAPÃO ...O LOBO MAU ... FILHOS DA PUTA !!!

zumba na caneca disse...

NÃO SEI DO QUE ESSAS MAIORIAS TEM TANTO MEDO ...CAMBADA ...SE O PCP É ASSIM TÃO INSIGNIFICANTE ... E JÁ VAMOS NO 3° FMI ... E OS XUXALISTAS TRAIDORES AINDA LADRAM ... O PSD JA SE SABE QUE SEMPRE DEFENDEU OS RICOS AGORA O PS SEMPRE ALDRABOU O PESSOAL TODO ...RICOS E POBRES DIZENDO SE DE ESQUERDA E ROUBANDO À DIREITA ...TRAIDORES DA PÁTRIA ,CHULOS DA HUMANIDADE ! ! !