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domingo, 15 de junho de 2014

A Direita néon segundo a Esquerda lusco-fusca

Hoje no Público, um artigo de Paulo Moura repesca a velha questão nacional sobre a existência de uma Direita em Portugal.
O artigo repete os chavões habituais e replicados de outras versões do mesmo ideograma: dois ou três nomes, sempre os mesmos, para definir um conceito e mai-lo sempiterno Salazar para demarcar com ferrete o território proibido e atribuído à  mítica direita nacional.  Marcello Caetano? Nunca existiu.
Estes artigos escritos pela Esquerda,  há décadas que não saem do mesmo estereótipo consagrado pelo mesmo paradigma gasto e sem utilidade prática a não ser para continuar a afirmar o que supõe: a hegemonia de uma Esquerda velha e relha que não desaparece do panorama nacional e tende a perdurar na perenidade ideológica corrente, impedindo de facto o exercício democrátio do aparecimento de uma Direita verdadeira. Convém-lhes assim publicitar este ersatz de uma Direita, apresentada em néon.

No Portugal de 2014 a mítica direita, qual unicórnio sem hastes, encarna-se num João Pereira Coutinho ( santo Deus!) ou num Henrique Raposo ( o jornalista que escreve no Expresso e  considera que foi contratado pelo jornal por ser " bom", e portanto por mérito próprio, considerando-se abertamente de "direita") ou ainda num Jaime Nogueira Pinto, figura incontornável nestas andanças, por ter sido nacionalista em 1974, seja lá isso o que for. A propósito de Jaime Nogueira Pinto ando a ler o seu livro sobre "Os anos do fim" que recomendo e num futuro próximo comentarei.

Aqui fica o artigo do Público sobre a mítica direita portuguesa apresentada como uma nova espécie de ornitorrinco que a esquerda reconhece e recomenda. Uma Direita néon que não suporta Salazar ou o "fascismo". Uma Direita que se reclama de determinados valores etéreos e tão míticos como os da esquerda velha e relha . Uma Direita que se define pelo conservadorismo em lata e o idealismo recauchutado. Até lá vem escrito que o novel Observador é um assunto de Direita...enfim.

Este tipo de artigos é a continuação dos mesmo tipo de artigos que já tinham sido publicados nos anos oitenta, escassos dez anos depois de 25 de Abril de 1974. Por exemplo, este, no Expresso de 16 de Julho de 1983.

O que é que esta Direita em  trajo de luzes néon que considera Salazar culpado da ausência da Direita em Portugal ao mesmo tempo que assegura que a Direita era Salazar, tem a ver, por exemplo, com isto, tirado do livro  IV ano de actividade do Governo de Marcello Caetano e publicado em 1973 pelos serviços da então Direcção Geral de Informação?:


O que é esta Esquerda jacobina, que não passa sem o comunismo, enquanto o mesmo se mantiver dentro dos 12% e o considera" essencial à democracia" apenas dentro desses parâmetros?  

3 comentários:

zazie disse...

Muito bom.

Mal li aquela treta pensei logo que o José lhes tratava da saúde.

Floribundus disse...

esta direita precisa 'ir ao e
endireita' porque anda com 'a espinhela caída' e tem 'almorroidas'

cerca das 21 temos o 'entertainer'

'quando Sisifo não vai à montanha esta vem comer à sua mão ... direita'

está com o 'pousadouro assentadinho' à direita ... da esquerda

zazie disse...

Mas o palerma do Raposo diz que é bom.

É bom como o milho, então não é

aahhahahaha

Acho que foi à conta de uma parvoeira que esse escreveu que inventei a expressão "direita ornitorrinca"

":O))))))))