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domingo, 20 de julho de 2014

Caso BES: os obituários

Vasco Pulido Valente escreve na crónica de hoje no Público uma espécie de obituário de Ricardo Salgado, do GES/BES.
"O "dono disto tudo" afinal é um cabeça de vento que sopra apenas para o lado do poder, diz VPV. E, pensando bem na parceria que manteve  com o Inenarrável primeiro-ministro que tivemos, é bem capaz de ter razão.
Lateralmente, a questão sobre a imputação de que " Salazar não roubava, deixava roubar" fica para outra ocasião porque esta noção de "roubar" é digna de análise.




Revista Sábado de 20 de Maio de 2005.

 Por outro lado, José Manuel Fernandes, no Observador, traçou um esquisso sobre o modo de funcionamento do GES/BES em que ressalta a comparticipação activa desse primeiro-ministro Inenarrável, no esquema que oritentou o grupo financeiro de Ricardo Salgado, na economia nacional desde 2005.

Um dos paradoxos quando olhamos para os activos do Grupo Espírito Santo é a desproporção entre as suas propriedades palpáveis e a fama do “dono disto tudo”. Para além do BES, e do que o BES tem na PT, por exemplo, a famosa RioForte tem em Portugal apenas a Herdade da Comporta, os negócios na área da Saúde, a cadeia de hóteis Tivoli e mais uns investimentos imobiliários e ainda a Espirito Santo Viagens. Bem sei que há mais investimentos no Brasil e Angola e que as ramificações do Banco ainda chegam a mais países, mas quando olhamos para o portfolio da holding que agrupa as participações não financeiras da família Espírito Santo surge-nos a pergunta inevitável: mas como foi que com isto se acumulou uma dívida estimada em sete mil milhões de euros? E de onde é que vinha afinal o poder do “dono disto tudo”?

Esta pergunta é crucial pois ainda há três ou quatro anos Ricardo Salgado era visto como o homem mais poderoso de Portugal. Mais poderoso do que o primeiro-ministro. Muito mais poderoso do que os empresários que aparecem na lista dos mais ricos. Muitíssimo mais poderoso do que os presidentes dos bancos concorrentes.

Para compreendermos o enorme estoiro do grupo e o maremoto de consequências que aí vem temos de tentar perceber como é que Ricardo Salgado chegou tão alto. E como caiu.

Uma parte da história do grupo nas últimas duas ou três décadas não é substancialmente diferente da história de muitas outras ascensões vertiginosas em Portugal e, sobretudo, no estrangeiro. Algumas dessas histórias acabaram muito mal quando a crise financeira se declarou, e a nossa história do GES só não acabou na mesma altura e da mesma maneira porque o poder dos Espírito Santo não era só financeiro – era também político e cultural.

Comecemos pela forma como o grupo se organizava, com participações em cascata, uma estratégia muito habitual em quem não tem capital e quer dominar grupos muito grandes. Muito esquematicamente, funciona assim: eu tenho, por hipótese, 100% de uma holding familiar, que depois tem uma minoria de controle de 25% numa holding maior, a qual por sua vez tem outra minoria de controle de 40% (por exemplo) noutra holding mais abaixo que por sua vez tem 25% de um banco e, com isso, direito a escolher o seu presidente por acordo com outros accionistas. Fazendo as contas, isto significa que posso chegar a controlar um banco que vale, por hipótese, mil milhões, a partir de um capital inicial de apenas 25 milhões. É a este esquema de participações sucessivas que se chama “participações em cascata”. Não estou a dizer que foi exactamente assim que se organizaram as participações do grupo Espírito Santo, mas o retrato real não há-de ser muito diferente.

Toda cascata de holdings estava, ao mesmo tempo, muito alavancada em dívida. Muitos dos negócios não financeiros em que entretanto a família se foi envolvendo não geravam dinheiro suficiente para controlar de forma equilibrada a dívida, pelo que se ia fazendo mais dívida para suportar a dívida existente. Foi assim que muita empresa estoirou na crise financeira: se não fosse conhecido que o GES tem actividades em vários sectores e em vários países, a queda do grupo assemelhar-se-ia ao estouro de um “esquema de Ponzi”, ou em linguagem mais portuguesa e mais popular, de um “esquema Dona Branca”. É que esta forma de funcionamento, com imprudência e acumulação de negócios ruinosos, sempre com base na crença de que um dia os resultados chegarão e se conseguirá amortizar as dívidas, só funciona se houver entrada permanente de dinheiro fresco capaz de suportar os encargos crescentes.

No caso do Grupo Espírito Santo, a única forma de manter de pé este castelo de cartas foi conseguir alguns negócios de resultados garantidos. À cabeça de todos esses negócios esteve sempre a PT, mas é bom não esquecer também a EDP. Para o conseguir Ricardo Salgado tinha de estar nas boas graças do governos – mais: tinha de ser ao mesmo tempo cúmplice e mandante dos governos. Até porque vivíamos o tempo das “golden share”. Ou seja, é preciso ser mais do que “banqueiro de todos os regimes” para ter chegado a gozar das facilidades de acesso ao poder que Ricardo Salgado tinha, e houve períodos em que isso aconteceu.

A relação de BES e de Ricardo Salgado com a PT, com os governos que também mandaram na PT e com os gestores que foram passando pela PT, é o melhor exemplo de algo que era muito mais do que o respeito do banqueiro pelo regime – era um concubinato em que uns favores pagavam outros favores, em que uma mão limpava a outra e, no fim do dia, tudo acabaria, caso Ricardo Salgado fosse um pouco mais plebeu, com uma palmada nas costas e um “porreiro, pá”.

O pináculo do poder do “dono disto tudo” coincidiu com o pináculo do poder do primeiro-ministro que levou mais longe o despudor neste tipo de relações: José Sócrates. Da tomada de poder no BCP à tentativa de compra da TVI passando pela OPA da Sonae à PT, Sócrates ajudou Salgado e Salgado ajudou Sócrates. Aqui e nas PPP ou nos negócios da energia. Ou na recíproca ajuda do BES ao Estado quando começou o aperto da dívida.

Esta teia de poder tinha muitas ramificações, nomeadamente na comunicação social. Aqui não era preciso sequer ter participações no capital, se bem que as houvesse por empresas amigas, como a Ongoing. Bastava saber que as empresas estavam todas aflitas e que anunciantes como a PT ou a EDP, para não falar do próprio BES, sempre pesaram muito nas receitas de jornais, rádios e televisões. Perdê-los podia ser a falência a prazo, e isso sabia-se em muitas redações.

Quando a crise financeira destapou o sobre-endividamento de todo o grupo, a solução foi a fuga em frente, com apoio político de um governo que estão se endividava até à estratosfera. A ruptura só chegou, nume primeira fase, com o episódio da venda da Vivo, e depois com as descidas do rating da república que deixaram os bancos encostados à parede.

Os últimos anos foram de fuga em frente e de negação da realidade. São os anos em que Ricardo Salgado deixa de ter cúmplices em São Bento e no Banco de Portugal. Os anos em que recusa a ajuda a que recorreram os outros bancos porque sabia que iria ter alguém a olhar para as suas contas por detrás do seu ombro, porventura até com secretária no lendário open space da administração no 15º andar da sede da avenida da Liberdade. Os anos que conduziriam à aflição dos últimos meses, quando para alimentar a pilha de dívida foi necessário começar a emitir papel comercial, a prazos muito curtos.

Houve um tempo em que os investidores comentavam que em Portugal ainda era mais difícil entrar do que em Angola: tudo tinha de passar por Sócrates e Salgado, como se esta aliança entre o poder político e o poder financeiro tivesse constituído uma espécie de medieval “direito de pernada” sobre a economia portuguesa. Mas engana-se quem pensar que as cumplicidades começaram e acabaram nesse tempo. Não é assim e todos nos lembramos como em alguns dos mais polémicos e discutidos negócios das duas últimas décadas apareceu demasiadas vezes alguma empresa do universo Espírito Santo. Estou a lembrar-me, por exemplo, da Escom no caso dos submarinos, ou do polémico abate de sobreiros no caso Portucale.

É por tudo isto que se olha para o que se passou e não se consegue saber se estamos apenas perante o caso da queda de mais um banqueiro, uma queda fragorosa porque era o “dono disto tudo” e, de repente, olha em volta e vê faltarem-lhe os amigos, ou se é mais do que isso, se é o sinal do fim de um regime e dos seus hábitos promíscuos, o fim de um regime fechado, não concorrencial, onde se protegem amigos e os amigos nos protegem a nós, um regime onde se obedece aos poderes instalados

Era bom que fosse o fim desse Portugal, mas não sei. Não sei mesmo.


O caso, se for tal como JMF conta, e tudo indica que assim será,  é de índole criminal e carece de investigação a sério, porque ainda não se fez tal coisa nesta dimensão.

Há um crime de catálogo que é preciso investigar e que pode responder às perguntas que VPV fazia na semana passada sobre os nomes desta rosa murcha e corrupta. O crime é exactamente esse: corrupção, neste caso do mais alto nível e que carece de investigação judiciosa, cirúrgica, pontual, dedutiva, indutiva, já nem sequer abductiva, com foco em fenómenos do tipo quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vêm.
O rasto dos dinheiros, neste caso muito dinheiro, milhões e milhões, é essencial. As ligações que parecem espúrias podem não ser e os factos conhecidos até agora, nos vários processos já existentes no DCIAP julgo que serão suficientes porque estará lá tudo, se tudo for escalpelizado e analisado.

Mãos à obra! É essencial para o saneamente do país descobrir quem foram os ladrões que saquearam a economia nacional de um modo inaudito, nos últimos anos. O BPN ao pé disto é uma brincadeira de crianças mimadas e nutridas a laranjada.
Ah! Não é o Rosário Teixeira quem pode investigar esta coisa gigantesta e ao mesmo tempo singular e simples. Não pode porque já demonstrou que não consegue fazer tal coisa. 

23 comentários:

mujahedin مجاهدين disse...

VPV não é sério. É desonesto e é mentiroso.

Isto é uma frase que o reflecte bem:

"E, durante a Ditadura, se, como é óbvio, Salazar não roubava, deixava roubar."

Nem afirma, nem deixa de afirmar: "se". Mas diz que é óbvio. Pois. Para mim é óbvio que ele mente, é rancoroso e é cobarde.

Um democrata dos nossos, em suma. Nem pior nem melhor. Igual. Execrável.

José disse...

Não é tanto assim. VPV enfileira com a seita jacobina que assim o disse, apenas.

Valerá apena desmenti-lo com factos ou com apelos à reflexão serena?

Nem sei. Burro velho não toma andadura e se toma pouco dura.

Porém, para os novos talvez valha a pena.

José disse...

O Expresso vai publicar a biografia de Salazar de Ribeiro de Menezes que já tenho.

Se não tivesse comprava.

José disse...

Meneses com "s".

mujahedin مجاهدين disse...

Também a tenho. Li umas páginas e pu-la de lado. Começa logo a desculpar-se e fazer profissão de fé. Não tenho paciência para isso.

Tenho a do Franco Nogueira que hei-de começar a ler em breve.

mujahedin مجاهدين disse...

Olhe, a propósito desta tirada de VPV:

6) a informação casual [incidente] tendenciosa, transmitida sem importância, durante a transmissão de outra informação sobre um assunto diferente;

http://ultramar.github.io/a-subversao.html#maneira-de-agir-propria-dos-mass-media

VPV dá um "textbook example" de subversão...

José disse...

O problema da História é a tendência para a opinião de quem a escreve, mesmo nas entrelinhas.

Há quem prefira a opinião favorável e apologética e quem se contente com a opinião crítica. Prefiro esta se souber qual a posição de quem critica.

Sobre os Rosas&Teixeira nem vale a pena perder tempo porque nem criticam nem têm opinião: têm dogmas e isso não preciso.

Para dogmas bastam-me os da religião.

mujahedin مجاهدين disse...

É por causa dos novos, pois então.

Para que diz ele aquilo? Se omitisse aquela frase, o texto não perdia nada.

José disse...

O Meneses é crítico qb e isso me basta.

José disse...

Claro que é a subversão jacobina em andamento. Sempre foi assim e não consegue distanciar-se do Salazar sem dizer que era um crápula.

José disse...

Têm sempre que vir o "condicionalismo industrial" como justificativo do "atraso".

Se lhes falam no crescimento exponencial e superior ao europeu desvalorizam logo com o analfabetismo, como se este agora, não fosse relativamente maior.

José disse...

Estes jacobinos não são apenas isso. São masoquistas.

lusitânea disse...

O Salazar não podia ter um país pluricontinental e pluriracial e desatar com discriminações positivas como diriam agora os democratas.A lei era igual para todos.Havia ricos em todo o lado, havia analfabetos em todo o lado e havia regras em todo o lado.
Os democratas diziam que não era possível o desenvolvimento com o ultramar e daí terem aceite as ordens do salve-se quem puder.Mas depois de 40 anos os gajos do tudo e do seu contrário já cá têm mais pretos do que brancos havia em África e por nossa conta e lá em África não lhes vem nada a não ser despesa...e prejuízos...
O BESA com 3000 milhões a voar...
Andamos mas na UE mas eles só querem África e CPLP´s e acima de tudo ditadores...
Este regime já deu tudo o que tinha a dar e roubou muito mais que os outros regimes...

lusitânea disse...

Os 3 PSP´s das falsas rusgas roubavam mas foram logo presos.A rapaziada da PT e o Salgado roubaram à descarada(sabiam que a massa não ia retornar) e nada ainda aconteceu...

mujahedin مجاهدين disse...

Mas porquê? Eu não percebo isso. Qual é a razão de não ser capaz de escrever o que escreveu sem mandar o bitaite? Ainda por cima nem consegue afirmar frontalmente. Diz que é óbvio, mas põe lá o "se".

Porquê, e para quê?

O ele ser jacobino não me esclarece. Se calhar não sei bem o que é ser jacobino como ele o será, mas não percebo.

josé disse...

Ser jacobino é contestar a validade do que se fazia no passado e minar os fundamentos desse passado, com alguns dos seus valores, para os trocar por outros, "republicanos" ou o raio que os parta.

josé disse...

Acusar o salazarismo de ser um regime de rapina, como hoje, é sinal dessa desorientação atávica que vem sempre com o jacobinismo.

mujahedin مجاهدين disse...

Então mas aqui não se percebe: quais são os valores dele?

Não me convence. Para mim, o Salazar está lá para não cair a teoriazeca dele logo por terra: a de que não houve exemplo desde não sei quando.

Ora, houve. Houve Salazar. Que no que toca a dinheiros, principalmente públicos, não só é exemplo, como é o exemplo.

Como não pode dizer que, como os outros todos, Salazar roubava; diz que deixava roubar... E arruma assim a questão, esperando que ninguém note e fiando-se no evangelho democrata anti-salazarista para ainda ganhar uns pontitos democráticos com a referência.

Qual jacobino qual carapuça! Até pode sê-lo e não duvido. Mas aqui é somente desonesto. E nada desorientado, antes pelo contrário...

Execrável.

Maria disse...

Eu gostava de ler VPV, mas se ele tem o descaramento de mentir ou duvidar da honestidade política e pessoal de Salazar, independentemente dos defeitos que pudesse ter tido, então estamos perante alguém que, como afirmou Mujahedin e muito bem, além de ser desonesto, não é patriota e é um grande mentiroso. Mas também não é d'admirar, quem é que tendo pertencido ou que ainda faça parte dos governos desta excelsa democracia que por um motivo ou outro, sendo talvez o principal por puro oportunismo e ganância de dinheiro fácil, não tenha querido agradar ao poder corrupto e debochado que nos tem desgraçado como País e Povo? É que o poder, este poder, compensa e de que maneira quem jura submeter-se aos seus ditames por mais degradantes que sejam. A farsa de regime que meia dúzia de ladrões e criminosos conseguiu introduzir em Portugal, teve essa específica finalidade, o que lhes permitiu alcançar num ápice as outras malfadadas todas, não sendo a menos importante o roubo monumental aos bens do Estado, bens esses (dos portugueses e não deles) que não apenas lhes possibilitaram enriquecer obscenamente e levar vidas de luxo, como permitiu que o mesmo acontecesse aos seus colaboradores próximos e demais apaniguados, sem esquecer os vira-casacas, alargando-se o leque de benesses e regalias aos amigos e familiares, tanto chegados como afastados.

Quanto mais se agradar a um poder consabidamente corrupto e ladrão, mais tachos serão passíveis de lhe ir parar às mãos. Quando alguém se entrega sem reservas a um poder que sabe estar viciado desde o seu início por alta corrupção e ladroagem em larga escala, significa que o ponto de degradação de personalidade e de traição ao seu País atingiram o zénite. Significa ainda que a verticalidade, a honra, a honestidade, a lealdade, a dignidade, valores maiores do ser humano, haviam sido há muito atirados às urtigas, deixado d'existir.

Será que VPV está a ficar senil?

majoMo disse...

> "Se não tivesse comprava."

Não gaste o dinheiro... Por alguma razão é tão publicitado, nunca o tendo sido - o de Franco Nogueira - o bem estruturado, de uma escrita de excepção, de pensamento articulado, e donde se extrai "sumo" de pensamento rico e descrição soberba dos factos que sempre elucidam o que está na origem do desnorte. Tal como o seu livro de 1971 "As Crises e os Homens" - livro verdadeiramente notável e sempre olvidado pelos intelectuais de serviço.

No que concerne à vertida afirmação "deixava roubar" - muito apreciada pelos bem-pensantes predominantes, só comprova a diferença de carácter e de honestidade intelectual que o distancia da humilde e superior figura do Prof. António José Saraiva.

Anibal Duarte Corrécio disse...

Não esquecer que Franco Nogueira foi o último ministro dos Negócios Estrangeiros de Salazar e um dos seus delfins.

Na luta pelo poder que se seguiu à morte do ditador, o vencedor foi, como se sabe, o seu rival, Marcelo Caetano.

mujahedin مجاهدين disse...

Que importa lá que fosse delfim? E isso que quer dizer, concretamente?

Que era o seu preferido para lhe suceder? Talvez fosse. Mas muitas dúvidas tenho eu que ele pensasse em designar sucessor. Primeiro porque, a fazer, tê-lo-ia feito e saber-se-ia. E depois isso ia completamente contra o sistema do qual ele próprio supervisionou a construção.

Era ao PR, e ao PR exclusivamente, que competia nomear o Presidente do Conselho. Foi o que aconteceu. Tudo ser passou na mais completa ordem constitucional. Não percebo para que vêm com essa história de delfins e não sei que mais...

Se Franco Nogueira teria sido melhor PC ninguém sabe. Sabemos que era firme na integração do Ultramar e nesse aspecto penso que tinha uma visão mais ampla e alargada que a de Caetano. Conhecia bem os meandros diplomáticos e sabia bem quais eram as ventoinhas por detrás dos "ventos da história"...

Mas que políticas seguiria quando lhe pesasse a responsabilidade e que consequências trariam, sabe-se lá...






Anibal Duarte Corrécio disse...

Franco Nogueira em comparação com Marcello era um excelente tribuno.

Porêm em experiência de governação, Marcello era muito superior.

Provavelmente foi este aspecto que prevaleceu na escolha.