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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A honra perdida de Ricardo Salgado

Foto tirada de Tabu/Sol 27.6.2014





Económico:

Este é o homem que liderou a mais prestigiada dinastia financeira em Portugal. O homem que estava ao leme do banco que, com estrondo, faliu. O homem que é suspeito de ter sido responsável por práticas ilegais que ocultaram perdas, perdas que cresceram quase dois mil milhões de euros quando já estava de saída da administração. O homem que foi detido em público, e sobre cuja cabeça pende a responsabilidade - a apurar nos tribunais - de ter gerado milhões de euros de perdas aos accionistas e outros investidores. O homem que, bajulado e temido durante décadas, é agora apontado como um criminoso.
Sobre tudo isto, Ricardo Salgado remete quaisquer declarações para depois de serem conhecidas as conclusões do relatório da auditoria forense às contas do BES, que está a ser feita pela PwC e pelo Banco de Portugal. Mas é visível uma determinação que se traduz na frase: "Vou lutar pela honra e dignidade, minha e da minha família".


É sempre digno ver alguém a dizer que vai lutar pela honra. No caso de Salgado a luta vai ser a maior da sua vida e já parte derrotado.
Tem que explicar o que se passou na OPA da Sonae sobre a PT e rebater o que Belmiro de Azevedo não diz mas já insinuou publicamente, por diversas ocasiões
Tem que explicar como foi o conúbio com os governos de José Sócrates, o Inenarrável que Ricardo Salgado elogiou profusa e publicamente como um grande político...e a quem incentivou gastos faraónicos, em nome do Estado, numa arremedo keynesiano que lhe interessava particularmente e acabou por perdê-lo.

Se Portugal se afundar num segundo resgato ( que é uma hipótese plausível mas talvez evitável porque desta vez temos a "Europa conosco")  Salgado será um dos responsáveis directos. Tal significará uma revolta nacional de proporções inimagináveis e não ficará pedra sobre pedra do actual sistema político. Nessa altura, as pessoas descobrirão, tal como em 1926, que não temos remédio democrático e aceitarão um ditador como na Hungria. E sem resistência de maior. Nessa altura nem a rata sábia da SIC se oporá a tal desígnio porque o patrão também estará de acordo.

Aqueles que figuram na foto acima, simbolicamente reunidos num conclave miserável que nos afundou, serão mostrados como são verdadeiramente  e não como nos têm mostrado sempre.

Temos este Verão para perceber se aí chegaremos e o resto do ano para entender como sairemos do buraco social em que esta gente nos meteu, por causa do vil metal.

2 comentários:

Floribundus disse...

da Net

De tudo ficam três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando
A certeza de que é preciso continuar
E a certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminarmos.
Devemos fazer da interrupção um caminho novo,
Da queda uma dança
Do medo uma escada
Do sonho uma ponte
Da procura um encontro"
Fernando Sabino

lusitânea disse...

Ah ah ah a "rata da Sic"...