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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Censurar o Correio da Manhã? Porque não?

Correio da Manhã de 20.10.2014:




 "Duas pessoas morreram, incluindo uma menor, e outra ficou ferida com gravidade na sequência de um ataque com arma branca por um homem, durante a madrugada deste domingo em Soure, Coimbra, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.

Segundo a fonte, a agressão teve início no interior de uma habitação na Urbanização Encosta do Sol, e envolveu um homem de 49 anos, a sua mulher de 47 anos, e duas filhas de 16 e 13 anos.

A mulher e filha de 16 anos morreram no local, na sequência dos ferimentos causados por arma branca. Já a filha de 13 anos recebeu assistência no local e foi transportada para o Hospital Pediátrico de Coimbra em estado grave.

"Recebemos às 01h35 uma chamada que dava conta de uma agressão, a qual foi confirmada no local", afirmou à agência Lusa a fonte da Proteção Civil.
"

 Os comentários a esta notícia vão em forma de pergunta:

Se se descobrisse que estas notícias assim mostradas em primeira página e por vezes com fotos ilustrativas dos factos mais crus, eram em si mesmas criminógenas, ou seja, factores objectivos de aparecimento deste género de crimes, deveriam os jornais que isto publicam ser censurados ou apenas deixados ao alto critério das suas direcções cujo interesse é vender o mais que puderem?

Para já fica a censura moral de quem acha que este tipo de notícias assim mostradas mais não pretende do que acicatar um voyeurismo de uma boa parte das pessoas que passam, olham, lêem e não preferem ignorar, por razões obscuras e psicologicamente difíceis de determinar. Nos acidentes de estrada há sempre quem fique a mirar o acontecimento, para além da simples curiosidade passante e nestes casos, o cheiro a sangue ainda há-de ser inventado pelos jornais para atrair esta clientela ávida de sensações.

O jornal Correio da Manhã tem esse público e pelos vistos tem muita chieira nisso... porque é o que lhes dá de comer. Literalmente.

5 comentários:

Floribundus disse...

o rectângulo nunca será um país será cada vez mais um local muito mal frequentado

há uns anos (atrás porque à frente é futuro) disse um general Comandante da absolutamente necessária GNR
´-civismo em Portugal só existe com um polícia em cada esquina´

título dum jornal sensacionalista do séc xix na 1ª pg em tipo de caixa alta
'tiro no Conde Barão, facadas no Príncipe Real'

muito me admira nesta republiqueta social-fascista os barreirinhas e boxexas na terem alterado os nomes para
largo estaline
praça lenine

Floribundus disse...

ao ler o anúncio do lançamento editorial do livro
'a retirada dos 10 mil'

pensei que eram políticos e comentadores de esquerda que se retiravam do 'passivo'

infelizmente não passa do regresso do gregos à sua terra


calcula-se que os fundos gerados no rectângulo pela prostituição, principal fonte de emprego
representa 6% do pib

el Pibe é o Maradona

muja disse...

civismo em Portugal só existe com um polícia em cada esquina

Quando, porém, há uns anos atrás havia civismo, e havia mesmo só um em cada esquina (e seriam menos do que agora) também havia quem se queixasse que eram demais...



BELIAL disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
BELIAL disse...

Poça, antes engenheiros que doutores.

Sempre são mais engenhosos a engenhocar.

Se ouvirem o ruído de engrenagens, quais roldanas e rodas dentadas a saírem da mente de um cidadão - é um engenheiro a matutar crimes.

Chamem um polícia.
Ou melhor, dois.
Porque um pode ser mouco.