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sábado, 25 de outubro de 2014

Pinho quer a reforma do BES...

Observador:

O ex-ministro Manuel Pinho vai avançar com um processo judicial contra o Banco Espírito Santo para receber uma reforma antecipada que lhe terá sido prometida por Ricardo Salgado. Em causa está um valor superior a dois milhões de euros.
O semanário Expresso adianta neste sábado que Manuel Pinho, que deixou de ter funções executivas no BES no início do ano, reclama que lhe sejam pagos os salários a que teria direito entre uma reforma antecipada que Ricardo Salgado lhe teria garantido e o momento em que atingiria a idade legal de reforma. Segundo o jornal, Manuel Pinho tem uma carta do antigo presidente do BES a autorizar a reforma antecipada e a prometer o pagamento dos salários previstos até que Manuel Pinho, na altura com 55 anos de idade, chegasse aos 65 anos.
Quando faltavam cinco anos para Manuel Pinho, em 2013, ano de prejuízos históricos para o BES, o banco promoveu alterações no Regulamento do Regime de Pensões de Reforma dos Administradores. Aí, Manuel Pinho, que recebia um salário mensal bruto de 39 mil euros (14 meses por ano) como administrador de uma “holding” sem atividade, a BES África, questionou o banco sobre a sua situação e tentou receber o valor que faltava. De preferência, à cabeça. Mais de dois milhões de euros. O Expresso diz que Rui Silveira, antigo administrador do BES, recusou.

 O antigo ministro da Economia (!) Pinho era, segundo notícias da época, um dos génios da alta finança do BES. Trabalhava para o banco de Ricardo Salgado. Logo que foi a ministro. o BES ainda era o maior e Pinho ajudava José Sócrates na governação.
No final do ano de 2005, Pinho confirmou Mexia, que tinha sido empregado do BESI e  ministro de Santana, na EDP. É o que diz o Público do passado Domingo.
Em Fevereiro de 2006, a OPA da Sonae tropeçou em Pinho e Sócrates e estatelou-se. Salgado ficou a ganhar.
Em Abril desse ano, o BCP foi tomado de assalto pelo comendador da Bacalhôa e outras sombras. O BES emprestou dinheiro ( 280 milhões) para a investida.
Em Outubro desse ano Pinho autorizou a TAP a conprar a Poprtugália, do GES, por 140 milhões. Diz o Público que tal foi visto como "um favor do ministro ao ex-patrão".



Em Julho de 2009, o Pinho fez aquelas figuras tristes na AR e só assim foi despedido sumariamente, numa indignação postiça e jacobina que só o PS consegue apresentar como sinal de dignidade democrática.

Em 2010, o mesmíssimo Pinho arranjou um emprego novo, pago por uma EDP que ainda tinha umas shares do Estado.  Mexia mexeu-se, com grandes dúvidas de alguns sectores:

 A eléctrica portuguesa fez uma doação à School of International and Public Affairs (SIPA), num montante que pediu à Universidade nova-iorquina para não divulgar e que tem como uma das iniciativas o seminário sobre energia renováveis que vai ser leccionado pelo ex-ministro da Economia.
"Manuel Pinho será professor visitante School of International and Public Affairs (SIPA) da Universidade Columbia. A sua posição faz parte de uma série de novas iniciativas que estão a ser apoiadas pela EDP", disse ao Negócios fonte oficial da Universidade e Columbia
.

Agora que acabou a subvenção,  Pinho quer a reforma. Dourada. Dois milhões. Prometidos por carta escrita de Salgado.

"Num chega", dizia o outro colega de governo. Uma carta de conforto para assegurar uma reforma desse calibre "num chega" e Pinho vai ter que enfileirar na lista de credores reclamantes na insolvência do banco. Para a qual, aliás, poderá ter contribuído...

12 comentários:

Floribundus disse...

pode ir marrar contra o burladero

foca disse...

Como pode um indivíduo considerar que deve ser pago por funções que não existem?
Não há um pingo de moral?

Ao salário anunciado somem carro, pessoal de apoio, instalações, e tratamento de Rei.

zazie disse...

Quem é que dizia "num chega"

ehehehehe

Vivendi disse...

Mais uma vedeta parida pela democracia.

josé disse...

O "num chega" era o impagável Teixeira dos Santos a propósito dos problemas de tesouraria que o Inenarrável entendia que não tinham problema algum.

Gostaria era de saber quem o informava dessas coisas, na altura.

Vivendi disse...

Este artigo de opinião de um empresário chinês pró-Pequim, em Hong Kong, reúne o argumentário contra a democracia "ocidental". Vale a pena ler, porque os argumentos andam bem espalhados por todo o mundo, incluindo por aqui, e o autor não se auto-censurou, escreve com toda a candura. Começa pela treta do costume: "as massas" são "ignorantes" e ele, o que escreve, não é.

Eduardo Cintra Torres

http://www.scmp.com/comment/insight-opinion/article/1623021/democracy-its-last-legs?page=all

zazie disse...

ehehehehehe

Num chega

CE disse...

Do Facebook de José Pinto de Sá, Professor do IST:

«A vigarice energética

Os media e o Governo têm feito grande alarido sobre a "intransigente" posição portuguesa nas negociações europeias sobre energia e clima, sem que a maioria dos portugueses se aperceba da monumental vigarice e esbulho que isto encobre.
Concretamente, Portugal "exigiu" que os corredores eléctricos nos Pirinéus sejam alargados, para poder exportar a sua electricidade renovável, e isso não foi aceite, particularmente por França. E para que quer Portugal ter maior capacidade de exportar electricidade para lá dos Pirinéus?
Para escoar o excesso de energia eólica que já tem, e o ainda muito maior excesso que irá ter se os investimentos na mesma continuarem, como pretende o lobby eólico e os seus apaniguados na governação, já desde Sócrates (nada mudou nesta matéria).
E precisa de a escoar para lá dos Pirinéus porque Espanha também tem excesso.
Mas será que esses excedentes eólicos têm possibilidade de competir no mercado além-Pirinéus? Sim, têm, porque podem ser vendidos a preço zero, como já o são frequentemente no mercado ibérico de electricidade, o MIBEL. E contra preço zero não há concorrente que compita...
Onde está a gigantesca vigarice e esbulho aos portugueses é no facto de os tais excedentes eólicos poderem ser exportados a qualquer preço que lhes garanta a competitividade, incluindo zero, mas não custarem zero a produzir. Com efeito, os produtores eólicos recebem em Portugal sempre uma tarifa choruda fixa, muito superior ao que custa a produção de electricidade por qualquer forma convencional, e isso é pago PELOS CONSUMIDORES PORTUGUESES, na parcela CIEG da factura de electricidade! Ou vai para o défice tarifário, que é o mesmo que não pagarem agora para virem a pagar mais tarde e com juros...
É precisamente para poder continuar a receber essa tarifa, na realidade uma renda financeira, e estendê-la ainda a muitos mais aerogeradores a instalar, que o lobby eólico quer poder exportar essa energia, porque em Portugal já não há onde a pôr mas a compra pela EDP de toda a que se produzir é assegurada por Decreto! Se ela é vendida lá fora a preço zero, isso pouco importa a esses negociantes, porque cá dentro recebem sempre a mesma tarifa definida por Decreto!
Ora quem paga essa diferença entre custo de produção e preço de venda lá fora é sempre o consumidor português!
E se têm dúvidas sobre as motivações do lobby eólico, vejam só as promessas que fizeram ao Manuel Pinho, o grande campeão das renováveis socráticas: observador.pt/2014/10/25/manuel-pinho-exige-mais-de-dois-milhoes-de-euros-ao-bes/»

Dudu disse...

Assim se explica o pedido de Manuel Pinho.

josé disse...

Claro. Só que o Pinho atamancado esquece uma coisa: é descartável, não tem poder e ainda que o viesse a ter já será inútil.

Pinho foi burro, simplesmente porque o é todos os dias.

josé disse...

Como conseguiu ser professor não sei de quê, também não percebo.

Professor?!!

BELIAL disse...

O que não terá (des)feito para tantas conezias e prebendas...