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sábado, 22 de novembro de 2014

O Monteiro do Expresso acha que isto já é demais...

O grande jornalista Monteiro, célebre pela sua perspicácia,  notou que a justiça em Portugal, se calhar está a mudar. E escreveu o a croniqueta na edição online do jornal que se identifica com o regime, incluindo a facção maçónica que continua em alta e de que o referido Monteiro é numerário reconhecido.


Há algo na Justiça a mudar - vejam-se as prisões de altos dirigentes do Estado ou as condenações de Maria de Lurdes Rodrigues ou Armando Vara - mas temo que haja alguém que na Justiça ande a exagerar - a condenação da ex-ministra da Educação parece-me manifestamente exagerada. Digo isto com as naturais reservas de não ser jurista. 

Politicamente, no entanto, a detenção de Sócrates é complexa para uma parte do PS que se revia no seu estilo truculento. Do meu ponto de vista, um estilo que rompia com a melhor tradição socialista, mas que foi deixando apaniguados e seguidores. É também um enorme desafio à Justiça. Um erro cometido com Sócrates não é igual a um erro cometido com um cidadão qualquer. Tendo sido primeiro-ministro, a sua detenção é a esta hora notícia em quase todos os jornais internacionais e o seu processo vai ser seguido com atenção redobrada.

Pois realmente parece uma chatice, esta de condenar uma antiga ministra socialista, da facção mais correcta, em pena de prisão efectiva. Os crimes que terá praticado são graves? Pois, mas mesmo assim é demais. Prisão efectiva? Isso é para os pés descalços, que agora são os pequenos traficantes de droga e coisas assim. Traficar com dinheiros públicos, com favores a amigos, isso nem parece crime.  Será?! Lá fora é, claro que é . E as penas são a doer. Mas aqui? Nesta terra de brandos costumes, condenar em prisão efectiva esta gente que ainda há pouco tempo convidávamos para almoçar nos pabes ou noutros sítios para nos darem notícias? Isto faz-se? Não se faz, é um exagero, claro que é.
Mas afinal, lá pensará o Monteiro com os seus botões nos momentos mais lúcidos do dia , não fomos nós que andamos a escrevinhar que a justiça não funcionava e que só apanhava os tais pés decalços que o resto ninguém ia preso neste país que vergonha que lá fora não é assim ? Pois foi, mas foram logo apanhar os nossos amigos de jornal, carago! Isso é demais! Não podiam ter começado pelos outros, os do bpn e loureiros e afins que são responsáveis pelo buraco no pib? E até os salgados que gozam vidinha doce sem chatices de maior...mas que grande falta de respeito  pela nossa gente. Isto não é nada porreiro, pá!

Este Monteiro é mesmo um ponto pequeno. Que grande cretinice.

7 comentários:

JC disse...

"...na sua conta no Facebook, João Soares escreve: “Excepto por crime de sangue, em flagrante delito, não aceito a prisão (que 'pudicamente' designam por detenção) de um ex-primeiro-ministro como José Sócrates."

Para este, só o Sócrates em cima de um cadáver e com uma faca na mão justificava a sua "prisão"...

E mesmo assim, só se o cadáver fosse de um "democrata", digo eu...

josé disse...

O João Soares consegue ser pateta quando quer muito.

foca disse...

José
Este Henrique assume que é do grupo do avental. Pelo diz diz ao que vem.

Lamas disse...

Pior que a do Monteiro é a da escitora frustrada Clara F Alves.
Se o detido fosse alguém da "direita" já estava condenado no tribunal do Eixo do Mal.
Basta ler o que a senhora escreve hoje no Expresso sobre o Miguel Macedo.

Luis disse...

Parafraseando um político conhecido condenado, cada um é cada qual e a sua circunstância. Pois é, Sócrates é ele próprio e a sua circunstância e esta já não é a dos altos cargos da justiça que encobriam todas as vigarices que se comentavam.
Também parafraseando uma ministra, o tempo da impunidade terminou. Queira Deus que sim. Foram alguns dos agora indiciados, e infelizmente, muitos outros, que com as suas escolhas e decisões, nenhuma no interesse público ou nacional, nos conduziram a este estado de chacota e de pilantrice aos olhos da comunidade internacional.
O receio de alguns sujeitos do tipo “João Soares” (e à irmandade do avental) é o que possa acontecer relativamente a muitos actos praticados quando se julgavam impunes.
Recordo um debate para as presidenciais o que um político da área do CDS e que agora navega na do PS disse ao outro candidato quando este, numa jogada e antecipação, a respeito da história do fax de Macau e de um tal ex-governador desta região, disse ser impoluto. O outro (agora autarca) respondeu: sim, mas os seus amigos não o são.
É que nisto da política (suja) até os políticos que se presumem sérios têm muitos amigos na política que o não são. Mas se todos fossem sérios onde os partidos obteriam os milhões para as campanhas e para pagar aos seus apaniguados?
Todos criticam a justiça porque apesar de tantas suspeitas sobre tanta gente conhecida não haver investigações. Mas, quando estas se tornam públicas, logo aparecem tantos que com um complexo de Estocolmo gritam que eles são vítimas de perseguição. Vá lá o prior entender tal freguesia.

Zé Luís disse...

Sócretinice, jose, só cretinice...

BELIAL disse...

Aquela música dos ena pá 2000: Mariluuuu, deixa-me ir-te ao...mariluuu...

Bahh, soa mal.
E rima pior, pfff que nojooooo....