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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Portugal, anos cinquenta, O Mundo Ilustrado.

Em Junho de 1953 apareceu em Portugal "uma revista para todos" chamada O Mundo Ilustrado.
Primeiro a preto ( ou castanho desmaiado) e branco e mais tarde com incursões tímidas na cor das capas.

No primeiro número a capa era um retrato a óleo da "senhora de Paulo Cunha", um professor muito do regime, então ministro dos Negócios Estrangeiros de Salazar.

À falta de um Norman Rockwell americano tínhamos um Henrique Medina. Nada mau. À falta de uma Saturday Evening Post semanal tínhamos este mensário. Nada mau.

Era assim o número um.

Com um sumário destes:

No número 11 de Maio de 1953 tinha esta publicidade:



No número de Natal de 1952 estas duas páginas mostravam  as obras na "alta de Coimbra" que reconfiguraram os edifícios da velha universidade, juntando-lhe outros mais novos,  até hoje.


14 comentários:

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
zazie disse...

O José ainda tem o Mundo Ilustado?

ehehe

Floribundus disse...

o lixo humano que atribuiu a si próprio
o título de intelectual

achou que para isso devia ser de esquerda como era moda em FRANÇA DONDE VINHAM OS MENINOS ANTES DE TERMOS FABRICO PRÓPRIO,

know-how que depois se perdeu por razões de egoismo

lembro de fazermos filhós e outros manjares de Natal, de irmos à Missa do Galo, dos cantos religiosos

o rectângulo perdeu a sua identidade e dificilmente encontrará alguma

os católicos ainda vão necessitar de autorização para ir à missa

comprei essa revista, mas perdeu-se
como dizia o judeu George Steiner 'tenho pernas em vez de raízes'

josé disse...

Peço desculpa por alterar o postal, mas acrescentei outro mais consentâneo com a quadra.

Estes Mundos Ilustrados foram-me arranjados pela minha filha mais velha, num alfarrabista de Coimbra.

Nem sabia bem o que tinham e no outro dia folheei. Ainda bem.

josé disse...

Se reparar no sumário tem lá o Fernando Namora e um conto de Edgar Poe. Noutros números tem José Régio.
Isto era o mais aproximado que havia à Saturday Evening Post

zazie disse...

Pois era. Ainda tenho por cá alguns do meu avô.

zazie disse...

Também tem por lá o Juan Gris

http://next.liberation.fr/arts/2014/05/26/le-paris-noir-de-juan-gris_1027393

Eu sempre o achei mil vezes melhor que o Picasso mas isso são coisas que não se pode dizer publicamente.

José disse...

Juan Gris...boa ideia. Agora é a minha filha mais nova que gosta dessas coisas. Passa mais tempo nos museus do que eu.

zazie disse...

ehehe

E desenha como o pai?

José disse...

Acho que vai ser melhor...eu não sou de elogios e por isso não os faço.
Só dou umas dicas de incentivo.

Aprendi com o meu pai: nada de elogios desnecessários...mas sempre atento.

José disse...

Aliás já está nas Belas Artes no sítio em que se ensinam bem.E aproveita.

Até sinto uma ponta de nostalgia invejosa por não ter ido para lá.

Mas não me arrependo.

zazie disse...

Que bom para ela.

Portuga disse...

Estou fascinado pelo arquivo do José. Parabéns José.

CM disse...

O Paulo Cunha era um professor muito do regime e era um grande professor de direito
Ainda há tempos alguém que esteve preso por motivos políticos quando era aluno de Paulo Cunha o considerava o seu professor preferido.
E o autor deste comentário, muitos anos depois, já no post 25de Abril estudou os direitos de personalidade pelas lições daquele professor.