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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

João Araújo apanhado a aldrabar na tv

O advogado João Araújo, cuja notoriedade recente advém de ser defensor do arguido que se encontra recluso, com o nº44, está a "conceder" mais uma entrevista a uma televisão. Já falou pelos cotovelos e modo avulso em várias ocasiões, já tinha "concedido" outra entrevista de fundo ao jornal i, onde esportulou enormidades e ignomínias e agora volta ao registo ignominioso, contra os magistrados.

A Ordem dos Advogados nisto? Faz como o macaquinho que não ouve, não vê e não fala. A bastonária marinho e pinto cala-se perante este atentado ao estatuto da ordem. Cobardemente ou em modo cúmplice. João Araújo fala abertamente sobre os factos do processo em modo de defesa do seu cliente, numa flagrante ilegalidade que só tem paralelo na violação de segredo de justiça, tão vituperada pelo mesmo quando lhe convém.

O fantasioso João Araújo acabou de enumerar alguns acontecimentos estranhos relacionados com o recurso que interpôs da decisão sobre a medida de coacção do seu cliente: foi a notícia sobre a distribuição do recurso a um juiz "corajoso", foi o modo rocambolesco como ocorreu e foi a notícia que envolveu o presidente da Relação de Lisboa.
A este propósito o advogado João Araújo acabou de dizer mais uma enormidade, envolta em má-fé: afirmou que a investigação que incide agora sobre o presidente da Relação de Lisboa Vaz das Neves "teve origem" no juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre.
Não teve e João Araújo tem que saber isto muito bem e não mentir descaradamente, aldrabando o espectador e pelos vistos o próprio entrevistador que percebe tanto disto como de porcas prenhas.

A certidão para investigação do tal juiz Vaz das Neves ( relacionado com a investigação de um dos suspeitos nos vistos Gold) não foi extraída nem teve origem no juiz de instrução pelo simples motivo que quem dirige a investigação é o Ministério Público e o papel do juiz  de instrução, neste caso, limita-se a acompanhar o que é requerido pelo MºPº designadamente no que se refere ao seu campo de intervenção, como por exemplo as escutas telefónicas. Tão só. Ao imputar ao juiz de instrução uma actuação que o mesmo não teve nem podia ter, o advogado Araújo difama. Abertamente porque o faz com um sentido inequívoco: diminuir o juiz e o seu poder legítimo de intervenção enquanto tal.

Sobre isto o que dirá a OA? Nada, provavelmente. A bastonária marinho e pinto fará mais uma vez de macaquinha.
E o advogado Araújo fala, fala e fala sobre o processo que sabe perfeitamente ter um dever estrito de reserva e de não falar, mas fala sem receio algum de processo algum na OA... porque está manifestamente nas tintas para tal instituição que manifestamente também não se dá ao respeito institucional.
Alguém falou em crise na Justiça? Aí está um dos seus exemplos mais flagrantes, em modo de escândalo.

De resto, João Araújo anda a fazer a mesma figura que o advogado Sá Fernandes fez aquando do processo Casa Pia...

7 comentários:

lusitânea disse...

O gajo disse que Sócrates era o melhor 1º desde o marquêz...ganda monhé!

contra-baixo disse...

Sobre a questão das violações do segredo de justiça tenho sempre as minhas dúvidas de quem viola o quê, primeiro. Isto a partir de uma certa altura, em que já ninguém respeita nada, perde-se o controle.
Acho no entanto que já temos uma justiça madura e indiferente a recados e a tiradas mediáticas, foi assim no processo Casa Pia ( não foram as fitas do advogado Sá Fernandes que impediram a condenação do seu cliente, apesar da aposta clara que este fez na defesa e manipulação mediática).
Aprendamos a ser indiferentes ao espetáculo e esperemos calmamente que os agentes façam o seu trabalho de forma competente, eu por isso, passo ao lado de tudo o que são entrevistas, notícias e diatribes jurídicas.

Floribundus disse...

a defesa 'deu em droga' como diz Camilo no Eusébio Macário

a desordem dos advogados é uma corporação de origem fascista

o submundo quer tornar-se Adamastor

Rui disse...

Mas não é possível a qualquer cidadão fazer queixa da atuação da deste advogado à ordem de forma a obrigar o conselho de ética e deeontologia (ou algo equivalente na OA...) a pronunciar-se sobre a atuaçao deste seu membro?

josé disse...

Sim...mas a bastonária marinho e pinto pode chutar para o canto das irrelevâncias.

Rui disse...

Obvimente que pode mas é diferente. Aí já teria de tomar uma posição ativa em relação ao assunto e comprometer-se.
Em conjunto com uma dica ao CM de que tinha sido submetida uma queixa na ordem dos advogados contra a atuação do advogado João Araújo acho que pelo menos se alertava o advogado e a ordem para o facto de o seu comportamento inadequado e indigno compromete não só de forma individual mas também a sua classe profissional.

josé disse...

Pois, mas o antigo ministro da Justiça, Vera Jardim já disse que o recluso tem o direito de se defender na praça pública. E quem representa o recluso é o patusco Araújo...