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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O grupo Lena já não sabe onde há-de meter-se...

Sol de hoje. Segundo a notícia, o recluso 44, na sua condição de cidadão nacional, com pretensões políticas de vulto, no ano passado,  acedeu a meter uma cunha ao vice-presidente angolano, supostamente em nome do grupo Lena ( a quem devia confessadamente  "atenções") relativamente a uma construção importante, em Angola.
Para tal, em conjunto com o recluso CSS foi a Nova Iorque para uma reunião arranjada pelo nosso embaixador local, na ONU, Álvaro Mendonça e Moura.
Tudo em nome dos "velhos tempos" de primeiro-ministro.
Parece que ninguém se importa, mas o grupo Lena já desmentiu tal reunião com algum responsável pelo grupo.
Portanto, em conclusão: a actividade do recluso 44, nessa altura não era de "diplomacia económica" de espécie alguma. Era puro e simples tráfico de influência, com interesses particulares evidentes e com actuação clandestina e em modo free-lancer. Aliás, segundo a notícia, no interrogatório judicial começou por negar tal facto. Depois, perante as evidências, lá teve que se contorcer na cadeira e fazer o esgar da praxe.

Isto só visto.

24 comentários:

zazie disse...

O encontro no Consulado de Angola em NY.

São umas put@s.

zazie disse...

Mas essa de até comprar o livros para chegar a top de edição diz o que ele é.

Anjo disse...

"Carisma"... incrível! É aquilo que ele, no seu delírio, pensa que tem. Um grande líder político, um redentor das massas ignaras, superiormente dirigidas por uma inteligência adubada na Sorbonne.

Ninguém me conseguirá convencer de que a tese foi escrita por ele. O homem tinha mais que fazer, com uma agenda de traficâncias sempre tão preenchida. Hoje em dia, como infelizmente todos sabem, também se encomendam teses e livrinhos...

O que não falta para aí são escribas (com mais ou menos talento) desempregados.

E é mais que evidente que estava em curso a construção de uma personagem, com promoção activa das suas "obras" e obtenção de graus académicos de luxo. Que patamar da fama pretenderia atingir? Um Foucault português? Um Maquiavel de Alijó?

zazie disse...

Pois é. O homem tem panca egotista e da grande.

José disse...

Este tipo é uma frade completa. Um maníaco.

José disse...

Repare-se:

foi notícia há dias que o tipo chorou perante um repórter da revista Factos quando esta publicou A vida secreta de José Sócrates, antes de o mesmo ser eleito líder do partido. Creio que chorou genuinamente porque então acreditava que se tal fosse publicado não seria líder e nunca chegaria onde chegou.

Porém, tal publicação não lhe fez mossa por aí além e a partir daí deve ter pensado que se safaria de todas.
Quando soube que poderia ser detido nem acreditou que poderia ficar preso o que revela bem aquela auto-confiança dos doidos.

Quando foi Pm fez o que bem entendeu e prertendia porque tudo lhe pareceu possível e não é para menos: lidar com milhões e milhões que ficaram ao dispor de uma decisão sua, ainda por cima legitimada pelo Executivo é fantástico. Não há poder maior a não ser em regimes totalitários.

Daqui se pode inferir a grandeza de Salazar que teve poder infinitamente maior e respeitou ainda mais os princípios e deveres morais.

Este bandido porém, fez isto que está á vista.

zazie disse...

Pois fez. Isto é patológico.

Mas a minha questão é que o apoio e que teve e ainda tem deriva disso.

zazie disse...

O que pergunto é que raio de patologia sofrem os que choram baba e ranho pelo 44 e ainda andam com moralismos na boca por causa da preventiva.

Metem nojo.

josé disse...

Se formos a ver todos os ditadores e bandidos que governaram tiveram apoios, muitas vezes maciço e popular.

É da praxe.

Veja-se o caso de Freitas do Amaral que sabe muito bem o que vale o 44.

Sabe muitissimo bem...

josé disse...

Essa gente quer é alguém que mande e lhes faça os jeitos que pretendem.

Basta isso para se servirem deste pancrácios que nem deviam existir na política.

zazie disse...

É o tal "carisma"

ahahahaha

Ficou tudo chunga, José. Agora até o carisma e assim- de capoeira.

lusitânea disse...

O nosso grande africanizador é o verdadeiro cognome porque deveria ser conhecido...

Floribundus disse...

diz-se à boca cheia que
a Dona Cunha é a mais antiga instituição nacional

a politica de esquerda está cheia de psicopatas

juntos são piores que a 'Micas da Boa', empresa muito credenciada, situada junto do café onde estudava

lusitânea disse...

E o seu adjunto Costa anda por aí...

lusitânea disse...

Bem adjunto é fino de mais.Capataz soa melhor...

Carlos disse...

Para quando deixar de tratar como presumível inocente, o recluso 44, e começar a tratá-lo como presumível culpado? ...até prova em contrário - penso eu de que!

Terry Malloy disse...

É um "poster-boy" para o mundo moderno, o da omnipresença da "imagem".

Veja-se como em Bruxelas o desacordo do último Eurogrupo não foi sobre as centenas de milhares de milhões de euros que estão em jogo, mas sobre a inclusão ou não das palavras "ponte" e "extensão" no comunicado final.

A imagem esmagou por completo toda e qualquer substância.

Mas, for something completely different, está a dar-me uma satisfação interior quase lúbrica o aparecimento de "suspeitas" sobre o sorteio do recurso...

jkt disse...

Carlos, a presunção de inocência é dirigida ao Estado-tribunais.

Sócrates é figura pública, teve altos cargos de responsabilidade no Estado e o povo tem todo o direito de comentar e achar isto ou aquilo.

O povo não tem obrigação nenhuma de presumir inocente ou culpado, pelo menos não nestas situações.

Se ele nem for a julgamento a opinião do povo vai manter-se... aliás, até se vai agravar para "são todos iguais", "algum dia ele ia ser condenado, se fosse o pobre...".

Aconteça o que acontecer, condenado pelos tribunais ou não... Sócrates será sempre... o que todos pensamos que é.

Que nos meta a todos em tribunal!

jkt disse...

pensamos ( sabemos).

BELIAL disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
BELIAL disse...

DIZ O SOL: "Tudo começou com o telefonema ao governante angolano: depois de invocar a crise económica e a asfixia das empresas nacionais, Sócrates explicou a Manuel Vicente que o Grupo Lena ( “pessoas a quem devo atenções”, como referiu ) estava interessado num concurso público em Angola, na área da construção. Em nome do relacionamento dos tempos em que foi primeiro-ministro, pediu-lhe então para receber os patrões do grupo, tentando marcar um encontro em Luanda.

Só que Manuel Vicente estava de viagem marcada daí a dias para Nova Iorque, onde ia representar o Presidente de Angola na Assembleia-Geral da ONU, a 30 de Setembro. De imediato, Sócrates disse-lhe que também ele e os amigos tinham por lá afazeres e terminaram o telefonema combinando que acertaria a reunião através do embaixador angolano nas Nações Unidas."

ORA BEM: as atenções devidas eram as fotocópias?
E ele diz que fez o que fez por simpatia e com muito gosto.

O amigo tirava fotocópias para a tese do amigo, nas fotocopiadoras do grupo lena
Naturalmente, foram atenções que não se esquecem.
Pessoa bem formada e agradecida quis retribuir, simpaticamente - o que é naturalísimo.
Possivelmente começou a preparar a tese muito antes de ir para paris...tipo 10 anos atrás?

Muita labuta mental, muito pensamento, sempre a prever o porvir, a queimar as pestanas (a noite não tem cancelas) - resmas e resmas de fotocpias tiradas aqui e ali, por simpatia. E pelo amigalhaço?
A doutrina divide-se...

Porém, muita fotocópia deve ter recebido. Hi jasus!...

Mas há uma luz no fundo do túnel: com 10 anos de estudos (como bolseiro ou aposentado, dos serviços do ministério da justiça - digamos assim...)) pode tirar doutoramentos que garantam cátedra futura em paises palop.

Entretamntpo: bem haja!
E obrigado por ser quem é!

Floribundus disse...

ao Mº Pº está destinado o 2º trabalho de Héracles ou Heracles

vencer a 'Hidra de Le(r)na' a das múltiplas cabeças que se auto-regeneram

agora em versão Syriza

bertoal disse...

Um comentador desta caixa refere que tem dúvidas de que a tese (mémoire) foi escrita pelo injinheireiro!...

Pois, não tem razão para duvidar. O próprio confidenciou-me que a escreveu a um domingo, na língua de Camus. A tradução para a versão portuguesa foi obviamente da sua lavra.

José disse...

Eu não acredito que o livro da tal tese foi escrita pelo seu autor.

Duvido e tenho o direito de o fazer pelo que é público e notório: não sabe francês para escrever o original como deveria ser.