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terça-feira, 24 de março de 2015

Os "Liberais" do regime anterior



Os "Liberais", figura esquisita dos últimos anos do regime de Marcello Caetano foram alvo da atenção da revista Observador nos nº 129 e 130, de 3 e 10 de Agosto de 1972.

Os nomes desses "liberais" estão aí para quem quiser ler, com destaque para Balsemão e Marcello Rebelo de Sousa, "filho do ministro das Corporações" e que num encontro de grupo manifestou uma ideia curiosa que depois abandonou: disse a propósito da "democracia à inglesa" que " a esse respeito a nossa experiência é muito maior do que ditaduras". Sim, disse isto a menos de dois anos do 25 de Abril de 74.
Parece que depois mudou de opinião e nem sei se alguma vez não escreveu ou se referiu ao regime anterior, em que o pai era ministro das Corporações, como"fascista"...





Num dos artigos pergunta-se "o que querem os liberais?"

O que queriam? Está à vista: fazerem um partido que se chamaria PSD, mas poderia ser igualmente PS da actualidade e ganhar dinhei...perdão, eleições. Balsemão é o melhor exemplo destes "liberais" porque é o militante nº 1 do PSD...e é actualmente dono da Impresa que manda na SIC e outros media aparentados ao socialismo democrático que quer à viva força  que "o Costa"  seja posto no lugar do Passos.
O Balsemão e outros  "liberais" querem ganhar mais dinheiro...porque "isto não se aguenta", este "empobrecimento", esta " penúria". E repetem o mantra todos os dias, com os comentadores habituais, desde o anão e silva até à ferreira despeitada. A lourença ajuda com aquele sorriso de gioconda embriagada de poder.

11 comentários:

Floribundus disse...

Guerra Junqueiro em Velhice

« E o melro entretanto,
Honesto como um santo,
Mal vinha no oriente
A madrugada clara,
Já ele andava jovial, inquieto,
Comendo alegremente, honradamente,
Todos os parasitas da seara
Desde a formiga ao mais pequeno insecto.
E apesar disto, o rude proletário,
O bom trabalhador,
Nunca exigiu aumento de salário.»

'ó melro não cantes mais!'

conheci imensos passarões de todas as cores do espectro

Floribundus disse...

conheci muito bem o Tomás em Coimbra

morava no jardim da Parada em Lxa onde várias vezes conversámos

era uma excelente criatura.

não pertencia a este 'local mal frequentado'

Joaquim Carlos disse...

Ganhar dinheiro! Cá está o resumo destes 40 de mercenarismo político-partidário.

Joaquim Carlos disse...

Anos! 40 anos.

Joaquim Carlos disse...

Anos. 40 anos!

Floribundus disse...

parece que o ex.pgr hoje
levou nas ventinhas

Zé Luís disse...

Foi o ex-PGR em cuja época cândida não havia corrupção.

E o famoso prof AJ Morais de novo relacionado com o 44 e já constituído arguido por andar a fazer de pombo-correio...

Les bons esprits...

Floribundus disse...

recomendações de Lord Chesterfield ao filho
Chesterfield dizia ao filho que o lesse todo dia um pouco, por retratar as pessoas como elas são.
1. Acima de tudo, evite falar de si mesmo.
2. É melhor recusar um favor com classe do que garanti-lo vergonhosamente.
3. Mantenha olhos e ouvidos abertos, e boca quase sempre fechada.
4. Piadas ruins e risada alta fazem você parecer um bufão.
5. Nunca pareça mais sábio e mais inteligente do que as pessoas que estão ao seu redor.
6. Não admire nada exageradamente.
7. Faça apenas uma coisa por vez.
8. A paciência é o único meio de fazer com que coisas ruins não piorem.
9. Seja sério, mas não enfadonho.
10. Fale com frequência, mas jamais longamente.

João José Horta Nobre disse...

Dizem os democractas do cravo falido e as restantes amélias paridas pela revolução de 74, que o Estado Novo não tinha a mínima preocupação com a justiça social, que era só pobreza, pobreza e mais pobreza.

A justiça social pós-25 de Abril é a classe política andar a passear em carros de luxo e a viver à grande enquanto 50% da juventude está desempregada e foi literalmente abandonada pelo seu próprio País.

É um facto que as democracias através dos vícios que geram e perpétuam, criam as bases da sua própria destruição. Esta democracia só vai sobeviver outros 40 anos se houver um autêntico milagre divino...

As distorções da verdade produzidas pelos historiadores do actual regime, nomeadamente os pachecos, as pimenteis, os loffs e os rosas, não se sustentam mimimamente perante as fontes históricas disponíveis.

Para se constatar a dimensão da mentira abrilesca e apurar a verdade, basta consultar a imprensa da época:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2015/03/patria-e-justica-social.html

Floribundus disse...

“os homens são tão ingénuos e tão submetidos às necessidades
do momento que o enganador sempre encontrará quem se deixe enganar”
(MAQUIAVEL

muja disse...

São os vencedores de Abril.