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sábado, 28 de março de 2015

Portugal de há quarenta anos: rumo ao Leste comunista

Alguns meses após o golpe do 25 de Abril de 1974 a diplomacia portuguesa orientou-se para outros horizontes até então ignorados, como sejam os países comunistas do Leste Europeu.

Em  1975 as visitas de Estado efectuadas e documentadas mostram a nova bússola com o norte substituído pelo magnetismo do Leste comunista.

Em 20 de Junho de 1975 a revista Flama dava conta de uma vista de Estado à Roménia, o país de Ceaucescu que era apresentado na revista em tons entusiásticos e a visita como uma "lança portuguesa no Leste".


Cerca de um mês depois, em 25 de Julho de 1975, a mesma revista   mostrava um "dossier" com uma dúzia de páginas sobre...a Bulgária, outro farol do comunismo de Leste.


Nestas abordagens jornalísticas dos países comunistas do Leste europeu não se encontra a mais leve referência ao sistema político totalitário, mil vezes pior que o "fascismo" por cá denunciado pelos mesmos jornalistas. Nada de referências a polícia política, a censura, a limitação séria da liberdade de expressão e até de pensamento publicado. Nada sobre o que sucedeu nesses países para integrarem o bloco soviético, a permanente propensão para o "internacionalismo proletário",  etc etc.

Todas essas reportagensa da época assumem uma feição encomiástica e de propaganda política pura de um regime que se afigurava aos demais países europeus como de ditadura e totalitarismo semelhante ao nazi-fascista, o verdadeiro.
Tal circunstância histórica tinha sido devidamente publicitada nos media ocidentais dos países comummente chamados democráticos e por cá, em Portugal, tal informação fora sonegada dos principais meios de comunicação de massa como por exemplo a televisão.

O Portugal do Estado Novo/Social omitiu esse dever de informação que provavelmente teria mostrado à maioria das pessoas o que eram verdadeiramente os regimes comunistas nesses países que em 1975 apareciam aos jornalistas que os visitavam incluídos em comitivas ou simplesmente comissários do "partido" ou da esquerda comunista em gelra, como autênticos paraísos para os "povos" que lá viviam.

Curiosamente, mesmo depois da queda do muro de Berlim e do comunismo enquanto doutrina com futuro, o jornalismo nacional envergonhou-se da denúncia clara desses regimes, provavelmente porque muitos jornalistas que assim procederam acreditaram nessa patranha antiga e pouca informação clara e notória revelaram sobre esse autêntico período negro da História.

Os mesmos que preferem continuar a apelidar o regime de Salazar commo "o fascismo" continuam a condescender com um regime que liquidou fisicamente milhões de pessoas, mais que Hitler e que amordaçou a liberdade desses povos durante decénios e continuam a apadrinhar a natureza "democrática" de um PCP ou dos partidozecos da esquerda comunista envergonhada nos Blocos e quejandos.

Como é que isto foi possível suceder em Portugal?

Em 13 de Julho de 1974 o Século Ilustrado mostrava assim o que era  RDA, talvez um dos países em que a repressão comunista foi mais feroz e implacável para o vulgar cidadão, com uma polícia política, a STASI que deixava a PIDE/DGS na figura de autênticos escuteiros.


Por exemplo, este acervo de documentos da polícia política STASI, salvos da fúria destruidora na RDA pós queda do muro continuam a ser analisados, mas em Portugal estas imagens são miragens.



Em 1977, alguns "intelectuais" portugueses visitaram a então URSS. O que viram? Nada. É ler, aqui no Malomil...

Cerca de dez anos depois, em 1986, a editora Novosti, moscovita, lançava este vademecum para resposta às magnas questões que se colocavam ao socialismo soviético. Era com este tipo de papas que se enganavam os tolos. EM Portugal era ( e ainda deve ser) a cartilha de resposta pronta das raquéis varelas e outos bernardinos às objecções contra o comunismo de modelo soviético ou cubano...


7 comentários:

lusitânea disse...

Os campeões das "organizações" e das "cooperações e pazes" uma multidão ao serviço do socialismo científico, mas que nunca ultrapassa nas votações burguesas os 10% são os únicos que percebem da poda.Os outros andam lá para encher os bolsos...

Lura do Grilo disse...

O jornalismo (muito) perdeu a alma e ainda perde

zazie disse...

O mais impressionante é como isto dura e conseguem fazer o pleno de serem comunas e "anti-facistas".

Floribundus disse...

os dados estão viciados desde 25.iv
principalmente depois de termos sido abandonados pelo gajo do caco

esta democracia está ao nível da praticada em Cuba, Venezuela, Argentina, Bolívia

Floribundus disse...

por incultura generalizada
a maioria do zé polvinho está convencida que vive em democracia

os caciques mandam que a mentira se repita até ao infinito

noto que o psd sempre se sentiu obrigado a 'dissimular' a aceitação desta mentira

BELIAL disse...

O chico rolha era fraca-tralha.

Grasnou pouco, conspirou muito - flutuou sempre.

Marchou, marchou, até marechal

Maria disse...

Esta criatura, Costa Gomes, foi a mais cínica, dissimulada e traidora personagem que, como militar e como político, nos havia desgraçadamente de sair na rifa.

Traiu, em diferentes épocas, os dois últimos Presidentes do Conselho que nele haviam depositado toda a sua confiança. Traiu a instituição militar à qual havia jurado lealdade bem como, através dela, a defesa intransigente da Pátria. Traiu os portugueses que nele viam, como militar d'alta patente um seu defensor acérrimo e incondicional. E já como político as suas gravíssimas traições sucederam-se a um ritmo alucinante: traiu o regime, traiu o seu chefe máximo e Presidente do Conselho, traiu os seus pares militares e políticos e finalmente, revelando a maldade que lhe corria no sangue, traiu miseràvelmente o generoso, crente e bom povo português.

Este homem, um autêntico lacrau venenoso, foi um dos principais, senão mesmo o principal responsável pelo golpe d'Abril. Se observarmos com atenção o seu percurso militar e político ziguezagueante e falso, chegaremos à conclusão de que todas as decisões graves que tomou, tanto militarmente como polìticamente, foram por obediência a ordens vindas das cúpulas comunista e socialista, tendo perfeita consciência que elas se traduziriam em crimes gravíssimos de alta traição à Pátria. Não obstante para um golpista miserável e um ambicioso por estatuto e mordomias, os brutos benefícios sociais e materiais que delas extraíria faziam pender largamente a seu favor o prato mais pesado da balança. Quanto àqueles que mais tarde o viessem a acusar de traidor? Que se lixassem..., eram para esquecer.


É bom recordar que a esquerda, duma ponta à outra, que dizia mal de tudo e de todos, a começar por alguns, poucos, militares (a estes, quando era o caso, sempre o fazia com alguma prudência e bastante cautela..., era preciso muito respeitinho, precisavam deles para fazer avançar a democracia sem vacilar..., aliás aqueles eram diàriamente adulados já que sem eles não haveria golpe democrático que resistisse à vaga direitista calculada em 99% dos portugueses) e a acabar nos políticos à sua direita, era sempre a deitar abaixo, a caluniar, a difamar. Não estranhamente as esquerdas comunista e socialista maçónica jamais tocaram com uma pena esta repugnante cobra venenosa. Porque seria?... Desde há muito tempo que os portugueses têm a resposta.