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domingo, 22 de março de 2015

Rodésia de Ian Smith: alguém se lembra?

Em 1973 a revista Observador acompanhava de perto a experiência da Rodésia, um país que fora colonizado pelo Império Britânico, desde os finais do séc. XIX  e desde os anos vinte do séc. XX era formalmente autonomo desse Império.
Aliás, desde o começo que o país era uma concessão a uma companhia comercial-British South Africa Company- que o desenvolveu, extraindo-lhe os minérios. Colonialismo puro e duro.
Durante quarenta anos o país manteve-se ligado à Inglaterra, tal como os territórios que constituíam a Zâmbia e o Malawi.
Em 1963, o governo de Londres concedeu a essas regiões o direito a serem independentes e em 1965 tal veio a tornar-se realidade. Em 1970 passou a República, com problemas políticos acrescidos por causa de sanções internacionais impostas pelas Nações Unidas.

E quem é que mandava na Rodésia nos anos sessenta e setenta? Ian Smith, um branco.
Portanto, temos aqui um belo exemplo do que poderiam ter sido os desenvolvimentos ulteriores da política ultramarina, caso não tivesse ocorrido o golpe militar do 25 de Abril e a guerra no Ultramar tivesse continuado até se conseguir uma transição de poder naquelas províncias.
Supostamente seria isso que poderia acontecer uma vez que "os ventos da História" sopravam implacáveis contra o "colonialismo". Porém, nós quisemos ser originais, não  nos considerávamos colonos e achávamos que os territórios eram uma extensão natural do país, porque até eram províncias. E eram. Contudo, os ventos da História teimavam em soprar e lembrar que havia outro género de populações locais, nativas, com outra cor, costumes e meio ambiente, cercadas de terras por todos os lados com idênticas características que não eram as nossas de cá. Esses ventos sopraram nessa altura porque houve quem os criasse artificialmente e não havia meio de os combater porque eram simples ideias.
Os britânicos, porém, desviaram os ventos logo no início dos anos sessenta, quando começou a guerra nas nossas antigas províncias. Nós, isolados, continuamos a comportarmo-nos colectivamente como se nada fosse acontecer, mesmo que à volta tudo tivesse acontecido já e viria a acontecer no futuro, mesmo na África do Sul.
O neo-colonialismo britânico foi muito bem disfarçado e deu no que deu: guerrilha nos anos setenta, para apear Smith e colocar os pretos no poder porque eram a maioria esmagadora da população.

A Rodésia desde 1980 que se tornou um estado verdadeiramemte independente desse sistema  e mudou de nome: em vez da alusão a Cecil Rhodes passou a ser Zimbabue.

Quem julga que Angola e Moçambique poderiam continuar portuguesas para sempre, pode pôr aqui os olhos...e desiludir-se: os brancos eram cerca de 5% da população...e nunca se ganha uma guerra de guerrilhas. Por isso a guerra estava ganha e perdida ao mesmo tempo. Um paradoxo quântico.

Uma vez que a solução rodesiana de então dava lugar a ilusões,  a revista Observador nº 22 de 16 de Julho de 1971 e a nº 89 de 27 de Outubro de 1972 relatava o que lá se passava e que prenunciava o que nos poderia acontecer e só não sucedeu porque uns tantos traidores do MFA e do esquerdismo comunista e socialista então vigente em Portugal,  entregaram de mão beijada os territórios ultramarinos aos "movimentos de libertação".
Porém , a alternativa histórica poderia bem ser esta...






















E por causa daqueles ventos e com estas experiências à volta, o que é que fizemos então? Isto, por exemplo, e que nos conta a mesma Observador de 28 Janeiro de 1972:


121 comentários:

Terry Malloy disse...

Não querendo tornar o seu blog um "peça que passa", talvez seja ocasião de recuperar e actualizar aquela previdente e certeira história de INEM, Octapharma, Convida, Heron Castilho, consultorias no ministério da saúde, etc., etc...

josé disse...

Porquê? Há algo de novo?

Quanto a mim é só juntar dois mais dois...

Terry Malloy disse...

Há notícias de reuniões entre o "senhor engenheiro", já consultor da Octopharma, e a direcção do INEM, sob a égide do sucessor do inquilino da Rua Castilho, para "convencer" o instituto a adjudicar à empresa serviços no valor de 3.5 milhões de euros, que poderiam ser, segundo as notícias, desenvolvidos gratuitamente pelo Estado.
Noticia-se que existirá uma investigação em curso sobre esses factos.

Apenas tenho lido as gordas.

Terry Malloy disse...

Para que não fiquem dúvidas, porque depois de lida a formulação parece-me um pouco confusa, "sucessor do inquilino da R. Castilho" é isso mesmo e não "sucessor do condómino da Rua Castilho". Esse é outro.

Estou a falar do presidente do INEM, como é evidente.

João José Horta Nobre disse...

"E nunca se ganha uma guerra de guerrilhas."

Então, se nunca se ganha uma guerra de guerrilhas, como foi que o governo da Bolívia em conjunto com os Estados Unidos, venceram a gueerrilha guevarista?...

Este documentário sobre a Rodésia é uma pérola que se o José não conhece, então vale a pena ficar a conhecer:

https://www.youtube.com/watch?v=0S2NKlMW0vc&index=1&list=WL

Divulguei:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2015/03/rodesia-de-ian-smith-alguem-se-lembra.html

josé disse...

Também li e recortei. Fica para melhor ocasião.

Interessante é a triangulçação com o presidente de outra entidade...

Floribundus disse...

lembro-me de Anselmo e Smith

'os ventos derrubaram brancos e pretos'
nada escapou

os gringos só cometem burrices e a urss aproveitou
agora é o Estado Islâmico

já foi o Vietnam, Cuba, paises Islâmicos

a série não fica por aqui

do mesmo modo que os Turcos desalojaram os gregos a seguir a IGG
os pretos enviaram os retornados para casa

depois da triste experiência do Estado da India
deviam ter preparado a independência das comunidades africanas
açores e madeira

há no ANTT uma carta do séc XVII ou seguinte
onde um Régulo de Timor se queixava ao rei que esperavam há 60 anos
pelo envio de um representante da coroa

'a vida é a arte do possível'

josé disse...

Guevara queria muitos vietnams. Não queria defender a terra onde estava. É essa a diferença que o derrotou.

Floribundus disse...

'de tu querida presencia comandante Che Guevara'

tanto quanto pude apurar na altura e posteriormente (esquerdista francês cujo nome não me ocorre)
o comandante nunca teve o apoio dos Nativos que o consideravam mais um branco colonialista
e o denunciaram

o comandante também nada conseguiu no Zaire, como se pode ler
'no ano em que não estivemos em parte nenhuma'

dragão disse...

Um amigo meu cruzou-se com o Ian Smith, em 1998, salvo erro, na África do Sul. Responsabilizava a nossa retirada abrupta de África e nem podia ouvir falar no Spínola. O episódio é absolutamente fidedigno.
Eu próprio conheci gente dos antigos SAS rodesianos que olhavam para mim como pertencendo àquele povo que os abandonara. Era gente que tinha um alta consideração pelos portugueses.
Tinha, sublinho.

josé disse...

E o indivíduo alguma vez explicou como é que não conseguiu manter o nome do seu antigo país?

josé disse...

Ou seja o que é que esperava que acontecesse conosco que não tivesse acontecido com ele?

aragonez disse...

Trabalhei muito na Rodésia antes, durante e depois de I.Smith.
Recordo quase a chorar a evolução de um país líder do desenvolvimento económico e social.
Assisti ao começo do Mugabe e ao destruir de tudo aquilo às mãos de um "bom" sanguinário como são todos os de "esquerda".
Pobre gente. Pobre terra!

Apache disse...

“Quem julga que Angola e Moçambique poderiam continuar portuguesas para sempre, pode pôr aqui os olhos...e desiludir-se: os brancos eram cerca de 5% da população...e nunca se ganha uma guerra de guerrilhas.”

Quantos eram os brancos em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Macau? Será que os territórios eram demasiado pequenos para reivindicarem a independência? Ou suficientemente pobres para não despertarem os interesses colonizadores disfarçados, das potências (EUA, URSS e agora China) do último século?
Quanto a não se ganharem guerras de guerrilha, partilho a opinião de um comentador num texto mais abaixo, é um mito e a esquerda foi-o propagando. Se as tácticas de guerrilha fossem invencíveis todos as usariam, mas constata-se que as usam aqueles que não têm meios humanos, económicos, tecnológicos para fazerem uma guerra “convencional”.

hajapachorra disse...

O império romano viveu séculos a fazer frente a guerrilhas, só que sabiamente ia limitando-lhes o espaço de actuação. O Zimbabwe como Angola é um exemplo da estupidez europeia. Não tinha que ser assim, mas não podia deixar de ser assim vistos os factos. Há um exemplo de como as coisas deviam ter corrido, desse não se fala porque correu bem. Sim, refiro-me à Zâmbia, que graças a Deus nunca é notícia.

José disse...

A Zâmbia?

Tenho uma tia que lá viveu durante anos e anos, antes e depois de 25 de Abril de 74 e da independência do sítio.

O que ela conta mais o meu tio é igual ao que se conta aqui sobre essas entregas programadas: degradação acentuada logo que os pretos tomam o poder.

José disse...

Quanto a mim o problema surgiu com os tais "ventos da História" que nada mais são do que ideias soltas sobre a Liberdade de conceder licença a quem não tem aprendizagem de qualquer liberdade como a entendemos.

Ou será que conceder liberdade a africanos como sucedeu com as nossas antigas províncias e com a Rodésia ou a Zâmbia acabou com a exploiração, a opressão e melhorou a generalidade das populações?

A resposta é um rotundo não.

E por isso os ventos da História são apenas os marxistas. Só e apenas.

Com uma agravante: nos países marxistas não se dá qualquer valor a essa Liberdade...

José disse...

E noto que estou a ficar mais reaccionário, mas é o que dá, revisitar estas coisas e analisar os factos.

Parece-me que não há volta a dar: a Liberdade trouxe melhoria de nível de vida para europeus que já a tinham conquistado antes e conseguiram equilibrar as várias "facções" de ideias organizadas.

No chamado terceiro-mundo tal Liberdade continua uma utopia e uma quimera.

Alguma vez atingirão o estatuto de pessoas livres de escolher verdadeiramente quem precisam para os governar, ou continuarão décadas ou séculos de progresso tecnológico em atraso?

E estariam melhor ou pior se ainda vivessem sob a protecção colonial, mesmo suavizada pela participação multiracial e intervenção europeia no governo dos seus destinos?

Não sei. Quem diz que a liberdade é melhor que tudo, deve olhar para os musseques e palhotas e dizer outra vez.

muja disse...

Quanto a guerras de guerrilha, eu faço a pergunta: se ocorresse em Portugal continental um guerra de guerrilha no Minho/Trás-os-Montes ou no Algarve, com apoio logístico na Galiza ou Andaluzia respectivamente, era ou não era possível vencer-se?

Não vale a pena responder "depende". Porque só depende de uma coisa: vontade ou querer. O resto é circunstância, engenho e sorte.

E essa vontade anda de mão dada com a independência. Se houver guerra, qualquer que ela seja, em território nacional que se não considere possível vencer, então não somos um país independente.

Mais vale ajoelhar já ao rei de Espanha.

Os territórios africanos eram territórios portugueses.

O que dizem é, portanto, que as ambições de umas potências arrivistas eram mais fortes que a vontade independente portuguesa. Ou seja, que a independência portuguesa valia menos que a vontade estéril de um americano ou de um soviético.

Um absurdo que eu rejeito completamente.

Vivendi disse...

"E noto que estou a ficar mais reaccionário, mas é o que dá, revisitar estas coisas e analisar os factos."


Antes ser reaccionário que da canhestra...

"Uma história de Portugal canhestra, tresandando a bolor e marxismo
O Professor Rosas, no programa que anima na RTP-2, abordou hoje o tema dos ciclos imperiais portugueses oriental e brasileiro. Confesso que gosto de o ouvir, não pelo que diz, mas como exercício de historiologia (i.e. da história da História). Fala bem, lembrando até o saudoso Professor Saraiva, que tinha a vantagem de entender o discurso historiográfico didáctico como modalidade maior da educação para o patriotismo. Pasmei, e lamento, o discurso datado, as referências a autores e teses hoje completamente ultrapassados pela dinâmica da investigação e do conhecimento.
A divisão da história em "ciclos económicos", a teimosa amálgama sergiana na identificação da "decadência" como resultante do complexo ideológico senhorial, do "obscurantismo" religioso, do desatino da organização administrativa, da cupidez dos capitães e dos nobres, mais a expulsão dos judeus, da adopção da"política de transporte" em detrimento do "desenvolvimento"; em suma, considerações fartamente repetidas, mas que carecem de substância e são mesmo desmentidas pela historiografia contemporânea. Não faltou, pois, a exaltação do Marquês, flagelo da "nobreza ultramontana" e, como não podia deixar de ser, o ataque à "visão mítica imposta pelo Estado Novo", plasmada no Padrão dos Descobrimentos. Esta gente nunca mais acerta. Estes pregadores do desencanto contentar-se-iam certamente se Portugal tivesse sido uma Holanda rapinadora, esclavagista, pirata e carregadora de troféus, mas que não deixou cultura, língua, religião nem saudades por onde passou. É a nossa "academia", um amontoado de inverdades ao serviço do capitulacionismo."

Miguel Castelo Branco

muja disse...

Outra coisa que é preciso dizer-se:

Parece existir uma confusão fundamental sobre o papel dos portugueses na guerra. Uma guerra de guerrilha é, tudo o mais abstraído, normalmente favorável à parte que defende.

Ora quem se defendia eram os portugueses. E tal é evidente, quanto mais não seja, pela mera observação das zonas de operação militar no mapa: sempre fronteiriças.

Portanto, os portugueses defendiam o seu território da invasão de forças estrangeiras que pretendiam penetrá-lo e ocupá-lo. Se aquelas operavam em guerrilha também nós à nossa maneira nos adaptámos a fazê-lo.

Portanto, se a guerra fosse impossível de ganhar, era-o para as duas partes. Porém, mesmo as guerras impossíveis de ganhar, se podem perder. Ou seja, até por aqui se vê que o factor determinante era a vontade: a vontade de não perder.

Floribundus disse...

os romanos da monarquia, republica e império conquistaram
parte da Europa, Ásia e África em guerras convencionais
em que os inimigos se conhecem e se encontram frente a frente

alguns dos seus generais foram surpreendidos por emboscadas sobretudo na Germânia, não por guerrilha

o Danúbio era a sua melhor defesa contra os germanos
mesmo no verão ainda actualmente é dificil de atravessar

Napoleão teve grandes dificuldades quando invadiu a Áustria
o fdp de jean lannes morreu por ali
e por lá ficaram 800 portugueses da Legião do marquês de Fronteira

César esmagou em Alésia um exército muito menor por isso pode dizer
'vini, vidi, vinci'

zazie disse...

As guerras de guerrilha independentista, dentro de culturas idênticas e sem tradição de subjugação por escravidão, resolvem-se politicamente, mesmo com exércitos à IRA ou ETA.

Como é óbvio isto em nada se compara ao Black Power africano e consequências dos movimentos "anti-coloniais".

A selva de Trás-os-Montes ou o capim minhoto não proporcionariam investidas e grandes esconderijos desconhecidos do turismo.

":OP

Carlos disse...

"E noto que estou a ficar mais reaccionário, mas é o que dá..."

Está a ficar? ou, a reforçar a tendência?

Já restam poucos, mas ainda por aí se arranjam alfaiates.

zazie disse...

É, tu ao menos não consegues tornar-te mais imbecil do que já és.

José disse...

O Carlos, imbecil?

Eu diria mais...bacoco.

Tenho pena mas é o que merece pelo comentário supra.

zazie disse...

tolinho todos os dias

":O)

José disse...

Deve ser do cacimbo.

Ricciardi disse...

José, VC afirma q os africanos não podem ter liberdade porque a não sabem usar em seu próprio beneficio. Penso q foi isto q disse.
.
Ora bem, isto quer dizer que se a soubessem usar já poderia ser-lhes concedida possibilidade de escolha.
.
Eu concordo com isso. Concordo q para consultar o povo este deve ser esclarecido para poder escolher convenientemente. E q a eventual transição deve ser feita com tempo, depois de preparar as pessoas e afastar propagandistas de ocasião q podem aproveitar uma boa ideia para satisfazer aapenas as suas ânsias de poder.
.
Em todo caso, a Zâmbia está bem e recomenda+se. A Namíbia também. O botswana cada vez melhor. Mas noutros países, dada a riqueza q tem, e porq passaram por longas guerras civis, torna-se difícil avançar mais depressa. Aos poucos vão avançando, e até já ha uma classe media que nunca existiu. Uma classe q já tem estudos universitários.
.
Os países africanos foram colonizados. Durante seculos apenas serviram para extrair recursos. Nunca houve investimento na educação das populações locais, nem comparacao se pode faxer com a metrople, nem os mesmos alguma vez foram considerados portugueses como os da metropole. Salazar até terá sido o único a dar alguma educação a uma pequena elite. Foi essa elite, porque pensava, q germinou a ideia de independência.
.
A ideia em si é boa. Cada povo merece ser escutado. Caberia ao regime fazer das tripas coração para lhes mostrar q estavam bem connosco. Propaganda se quiser. Ao nao faze-lo estragamos tudo.
.
Rb

Ricciardi disse...

José, VC afirma q os africanos não podem ter liberdade porque a não sabem usar em seu próprio beneficio. Penso q foi isto q disse.
.
Ora bem, isto quer dizer que se a soubessem usar já poderia ser-lhes concedida possibilidade de escolha.
.
Eu concordo com isso. Concordo q para consultar o povo este deve ser esclarecido para poder escolher convenientemente. E q a eventual transição deve ser feita com tempo, depois de preparar as pessoas e afastar propagandistas de ocasião q podem aproveitar uma boa ideia para satisfazer aapenas as suas ânsias de poder.
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Em todo caso, a Zâmbia está bem e recomenda+se. A Namíbia também. O botswana cada vez melhor. Mas noutros países, dada a riqueza q tem, e porq passaram por longas guerras civis, torna-se difícil avançar mais depressa. Aos poucos vão avançando, e até já ha uma classe media que nunca existiu. Uma classe q já tem estudos universitários.
.
Os países africanos foram colonizados. Durante seculos apenas serviram para extrair recursos. Nunca houve investimento na educação das populações locais, nem comparacao se pode faxer com a metrople, nem os mesmos alguma vez foram considerados portugueses como os da metropole. Salazar até terá sido o único a dar alguma educação a uma pequena elite. Foi essa elite, porque pensava, q germinou a ideia de independência.
.
A ideia em si é boa. Cada povo merece ser escutado. Caberia ao regime fazer das tripas coração para lhes mostrar q estavam bem connosco. Propaganda se quiser. Ao nao faze-lo estragamos tudo.
.
Rb

Carlos disse...

"É, tu ao menos não consegues tornar-te mais imbecil do que já és."

Será que o fisco está atento a esta assessoria? ou é imbecilidade e serviçal pró-bono?

jkt disse...

Um offtopic, que estava a ler umas indignações sobre o JS e que tal.

Estava desocupado, passei pela dgsi. http://www.dgsi.pt/jtre.nsf?OpenDatabase
Pelos acórdãos mais recentes do TRE.
Veja o de 03-03 (presunções judiciais, dados pessoais, facebook) [1], veja também o da mesma data (furto, prova pericial, audiência de julgamento) [2]
[1]
I - A prova por meio de presunção judicial não implica a imposição de uma verdade processual, independentemente, e, se necessário, em detrimento da verdade material, mas antes constitui um meio de chegar à verdade material, diferente da prova direta.
II - O uso desse meio de prova em processo penal, mesmo para demonstrar factos desfavoráveis ao arguido, não é irreconciliável com o postulado da presunção de inocência e, de um modo mais geral, com o ordenamento jurídico próprio de um Estado de direito.


Nestes dois acórdãos que coloquei supra, no primeiro o arguido foi condenado a uma pena, com base em prova indirecta. No segundo, foi condenado (assim por alto), com base numa impressão digital, sem mais qualquer tipo de prova (directa).
I - Embora não faça prova direta da participação do sujeito no facto criminoso, a impressão digital deve ser encarada como um indício que, conjugado com outros indícios, pode fundamentar uma decisão condenatória.
II - A prova documental tida em consideração para a convicção do tribunal, nomeadamente o exame lofoscópico e o auto de reconhecimento de objetos, já constava do processo e o arguido tinha conhecimento da mesma, pelo que nada obstava a que fosse tida em conta para a formação da convicção do tribunal, ainda que não tenha sido lida ou examinada em audiência de discussão e julgamento.


Veja-se também, noutro, todos da primeira página do TRE, em que um arguido é condenado por falsidade de testemunho, em sede de inquérito e audiência em Julgamento. Esse testemunho, serviu, provavelmente, noutro processo, para fundamentar uma prisão preventiva, embora tal tenha sido dado como “não provado”.
Numa janela está uma impressão digital de um sujeito. Esse sujeito é condenado por furto. Somente assim.
Outro é condenado porque foi feito acesso ao facebook (e praticados factos ilícitos típicos) a partir de um router que está (somente) em seu nome, sem mais.
Outro fica em prisão preventiva (provavelmente) com base em declarações do tipo “eu vendia 200 gramas de droga para ele”; Declarações essas que foram contrariadas por duas vezes (não vendi nada e depois vendi só um bocadinho).
Segundo a lógica dos apoiantes de Sócrates tudo isto é uma aberração?
Que fazer a estes pobres coitados?

josé disse...

Ja escrevi aqui sobre a prova indirecta e sobre este assunto do caso Marquês ser um que pode e deve ser analisado dessa forma.

Do STJ, precisamente Santos Cabral tem escrito sobre isso.

muja disse...

Nunca houve investimento na educação das populações locais,

Salazar até terá sido o único a dar alguma educação a uma pequena elite

Ahah. Nunca aconteceu. Ah, espera, afinal aconteceu. Mas pouquiiinho...

O problema é que, para além de faccioso - tanto que até te contradizes -, és estúpido. Cuidas que todos fazem gala em ser ignorantes como tu. Só que não é assim.

Olha:

http://ultramar.github.io/conjuntura-angolana-sintese-de-uma-doutrina-e-uma-accao.html#1-educacao

Entre 61/62 e 65/66 o número de alunos matriculados duplicou em Angola. Depois, nas notas diz assim: Admite-se que, em 1969/70, o número total de alunos matriculados tenha atingido o meio milhão.. Ou seja, duplicou novamente entre 65/66 e 70. O livro foi publicado em 70, portanto ainda faltam dados relativos aos últimos 4 anos...

O pessoal docente também duplicou entre 61/62 e 65/66.

O número de estabelecimentos escolares foi aumentado de vez e meia entre 61/62 e 65/66.

E, na remota eventualidade de quereres deixar de ser ignorante, também podes lá consultar números relativos às seguintes áreas:

Saúde e Assistência
Reordenamento rural
Reordenamento urbano
Reordenamento no espaço nacional
Trabalho
Mercados
Segurança interna
Estrutura administrativa

Produção agrícola
Pesca e derivados
Indústrias extractivas
Indústrias transformadoras
Comércio externo
Situação cambial. Balança de pagamentos
Finanças Públicas


muja disse...

Porque isto de mandar bitaite fica muito bem, até aparecer alguém com a informação concreta.

Um mentiroso apanha-se mais depressa que um coxo. Um faccioso, ainda por cima estúpido, é com uma perna às costas...

jkt disse...

Sim, eu vi. Andava por blogues onde andam muito indignados com a coisa dos cabritos e tal, lol.. lembrei-me de ir ao dgsi... não vi lá nada,

abri aleatoriamente alguns AC e entretive-me a ler e calhou de aparecer esse assunto, que também não estou muito familiarizado. Mas é interessante.

muja disse...

Olha e vê como na altura, só mesmo estúpidos facciosos (que por sinal agora se governam lá bem) como tu é que não percebiam o que se passava, porque nem se mentia em relação a coisas mais sensíveis e que o inimigo podia aproveitar:


O ensino primário é hoje exercido em três escalões.

Um escalão avançado, funciona junto dos meios rurais mais modestos, nas sanzalas ou aldeias.[ai as elites!] Professores de posto, designados por monitores, ensinam os três primeiros anos. Com algumas excepções, cada vez felizmente mais numerosas, professores e alunos são africanos. Não há, em geral, integração.

Num segundo escalão, mais recuado, em pequenas povoações e, por vezes, nos subúrbios de centros maiores, o ensino é exercido em postos escolares por professores de posto de duas origens: ou oriundos das escolas de magistério de professores de posto, actualmente oito, hoje integradas, mas que durante muito tempo foram apenas acessíveis a africanos; ou habilitados com o primeiro ciclo. Professores e alunos são de todas as etnias e o ensino processa-se nos cinco anos.

Num terceiro escalão, mais recuado ainda, nas povoações mais importantes e também cada vez mais em zonas suburbanas, em escolas por professores de duas origens: com o curso do Magistério Primário obtido em escolas completamente integradas; por eventuais com o segundo ciclo. Nas escolas, onde se ministra a instrução primária completa, a integração de professores e alunos é total.


Portanto, nem era aos pobres dos africanos que era preciso mostrar que estavam bem connosco. Eles estavam a constatar isso na prática, cada vez mais.

Onde era preciso era em anormais como tu, que para se armarem em sabichões da treta não hesitam em denegrir o próprio país, enquanto abutram e enchem agora a pança nos destroços que lá ficaram...

zazie disse...

"o próprio país" é das tais coisas...

Qual é a Pátria dele, sabe?

Eu não.

Vitor David disse...

É o mito propagado pela esquerda que as guerras de gerrilha não se derrotam. Temos exemplos históricos sobre o tema. Israel tem derrotado desde 1948 uma guerra de guerrilha que nunca parou.
Julgo que Smith sempre mostrou uma profunda admiração por Salazar mostrando-se arrependido por não ter acreditado quando este o advertiu que os ingleses o iam deixar cair

muja disse...

Não sei. Mas como escreve em Português, assumo que seja Portugal como o faço para qualquer outra pessoa em que não seja evidente o contrário.

Seja lá qual for a pátria, aplica-se tudo na mesma: pois se não é o país dele, é o meu.

Além disso, há muito português que também matraqueia aquele chorrilho de disparates e mentiras. Podem, assim, ver que é mentira. E podem os outros, igualmente, ter elementos com que os desmentir.

É mentira que se não tenha feito nada pelo Ultramar. Não terá sido o suficiente, se tomado em conta o tempo todo que aquilo foi Portugal. Mas então, em todo esse tempo - e no que lhe seguiu - nunca se fez tanto por aquela gente como durante a 2ª República.

José disse...

"Israel tem derrotado desde 1948 uma guerra de guerrilha que nunca parou. "

Para já continua...e por isso apenas se pode dizer que tem derrotado.
Mas nãp ganhou sempre. No Yom Kippour teve de ceder territórios antes conquistados.

josé disse...

Acho que o postal que acabei de colocar mostra o que foi feito em Angola. E em Moçambique já mostrei aqui há uns meses.

Portanto, só por má-fé se pode dizer que Portugal pouco ou nada fez pelos territórios ultramarinos.

muja disse...

Mas essa questão não tem lógica. Se os ML faziam guerrilha também os portugueses a faziam.

E não só a faziam como eram excelentes nela. Daí a proliferação de tropas ditas especiais - de Comandos a Grupos Especiais, a pára-quedistas - enfermeiras e tudo - a Flechas a Fuzileiros.

O que não surpreende pois se os portugueses são desenrrascados e, como já dizia Salazar, têm dificuldade em seguir um plano até ao cabo, pois acontece que em guerrilha esse é justamente o perfil ideal.

Eu arriscaria mesmo dizer: se havia guerra que como povo e cultura nos dava vantagem, era a de guerrilha, em que não só podíamos como devíamos e tínhamos que improvisar. Ora nisso, nisso há pouco quem nos bata...

josé disse...

E como já disse antes: a guerrilha mais eficiente é a que se destina a preservar a nossa casa. É o que sucede com os israelitas.

muja disse...

Portanto, tirem lá o cavalinho da chuva da guerra impossível de vencer. Se havia alguém que era capaz de vencer éramos nós.

E vencê-la-íamos, não tenho já a menor, a mais remota dúvida. Pelo menos lá...

E digo concretamente o que era vencê-la:

- Angola e Moçambique seriam capazes de auto-defesa, com pessoal próprio, ficando, quanto muito, dependentes da Metrópole apenas em armas e material.

- O inimigo dissolver-se-ia e seria reduzido à nulidade operacional, quer através da resistência militar efectiva e do desânimo e desmoralização por aquela causados, mas sobretudo por não conseguir - o que já se verificava bastante - implantar-se psicológica e propagandisticamente entre as populações que, ao ritmo de desenvolvimento da altura, rapidamente atingiriam um padrão de vida largamente superior ao dos próprios guerrilheiros. Aí, seria o "fim da picada" para eles, e ficariam completamente reduzidos ao expediente do simples terrorismo e pilhagem para operarem.

josé disse...

A questão não era vencer a guerra. Era convencer o vento da História de que tínhamos razão.

Essa é que era a verdadeira guerra.

zazie disse...

>O problema é mesmo esse- a casa e de quem ela é.

No caso, os da casa, em termos históricos, nativos e culturais, eram apenas 5% ou algo por aí.
-----------------

Quanto a vencer- venha exemplo de país europeu que conseguiu vencer em África pelos mesmíssimos motivos.

Onde?

zazie disse...

Sim, era isso- sozinhos, convencer todos que o Império tinha sido descoberto e que nada tínhamos a ver com os bondosos colonialismos democráticos à inglesa, francesa e alemã.

zazie disse...

Ainda hoje sucede contrário- nas escolas aprende-se que esses sempre foram democráticos e descolonizaram por serem democráticos.

Coisas mais feias são sempre nossas.

Até os brasileiros bufam por existirem.

josé disse...

Ninguém venceu em África. E quem estava melhor colocado para vencer eram os rodesianos de Ian Smith. Até se tinham rebelado contra a casa-mãe, a pérfida Albion.

Durou pouco tempo a revolta porque a verdadeira tiveram que a enfrentar à porta de casa que não era só deles e os vizinhos achavam-se com maior direito a ocupar os lugares, como ocuparam.

Era esse o destino português se por lá tivéssemos permanecido com a ilusão de que aquilo era "nosso".

Não era porque os ventos da História se encarregaram de dar um motivo para os de lá nos expulsarem.

josé disse...

Os rodesianos de Ian Smith fizeram o que d.Pedro fez no Brasil. Nem isso lhe adiantou.

zazie disse...

O exemplo dos brasileiros serve para que se perceba como a panca se propaga.

Os idiotas são brasieiros precisamente por serem fruto de nascimento entre portugueses, negros e nativos.

Não existiam sem termos ido para lá.

Pois a panca é de tal modo que os idiotas acham-se colonizados, como se fossem pretos ou índios de raça pura e não fruto da mestiçagem.

Os brasileiros não queriam existir por causa dos mesmos ventos marxistas da História.

josé disse...

Na África do Sul ainda foi pior uma vez que quem mandou mais tempo foram afrikaners. Mas tiveram que soltar o Mandela porque a História não se pode contrariar.

O que tem de ser tem muita força e quem não percebe isso, sai sempre derrotado.

zazie disse...

Pois é óbvio que ninguém venceu em África.

Mas há quem por fezada consiga viver de palavras e nem desta evidência se dar conta.

josé disse...

O máximo que podemos fazer agora, é soprar ao contrário desses ventos malditos.

Nada mais.

josé disse...

É o que eu tento fazer.

zazie disse...

Sim, claro.

é estranho como o lunatismo nunca consegue entender o que não é básico.

Perdemos; perderam todos mas a História não se conta como os marxismos a vendem.

É disto que se trata.

E também é bom acentuar que não foi o 25 de Abril que fez o que devia ser feito.

Foi o inverso. O que devia ser feito, de modo correcto, não pôde ser feito porque borraram tudo.

josé disse...

Ou desviá-los como fizeram os ingleses que foram mais inteligentes que nós, nesse aspecto.
Não tiveram 700 mil refugiados a entrar pela ilha dentro de repente, como nós tivemos.

Nem tiveram problemas em manter uns certos arranjos com as suas empresas e as antigas colónias. Deixaram hábitos que se tornaram lenda e o que têm agora de pior é a chusma de pretos que para lá querem ir porque falam a mesma língua.

zazie disse...

O José faz o que mais ninguém consegue.

Porque tem juízo e sabedoria

ehehehehe


O primeiro também é muito importante

":O))))))

zazie disse...

E deixa aqui as fontes para quem queira.

Isto não existe em parte alguma.

josé disse...

O que devia ser feito e o Marcello Caetano iria fazer, estou certo, era o que os ingleses tinham feito décadas antes.

Mas para isso precisávamos de tempo, para aí uma meia dúzia de anos mais.

Talvez isso evitasse a tragédia que se seguiu cá e principalmente lá, comas guerras civis.

muja disse...

Não, Vs. é que não querem ver a evidência.

A evidência é que estávamos, positivamente, a vencer.

Aliás, o tempo estava a nosso favor. A estratégia era acertada e estava a dar resultados. Quanto mais se desenvolvessem os territórios e as gentes, menos hipótese teriam os nossos inimigos.

Essa é que é a evidência.

E se aqueles sítios se tornassem novos Brasis a vitória era já nossa. Aliás, com alguma sorte, tornar-se-iam exemplos até para o Brasil.

Porque a nossa vitória não seria, nunca poderia ser, outra que não a vitória daquela gente.

josé disse...

Defender agora que aquilo poderia manter-se indefinidamente nosso é uma utopia, parece-me.

Veja-se o caso da África do Sul. Alguém aceitaria nos anos noventa, umas províncias anexas no seio africano, uma delas riquíssima ainda por cima, tendo Portugal como dono e senhor?

Mas alguém pensa que era possível?!

muja disse...

Se Angola e Moçambique se tornassem independentes, com independências a sério capazes de se auto-defenderem, e não de fancaria como as de agora, isso era a vitória.

O resto era conveniência política.

josé disse...

muja, não é evidência alguma. A Rodésia estava mais avançada que nós e veja o que sucedeu...

josé disse...

"Se Angola e Moçambique se tornassem independentes".´Foi exactamente o que fez Ian Smith, incorrendo na ira da coroa britânica com sanções da ONU e tudo.

Isso nada lhe diz?

muja disse...

Sim, mas sucedeu porquê?

A Rodésia tinha, porventura, o apoio da ex-metrópole? Não tinha. Tanto que a dita até nos chagou o juízo por causa disso e nos ameaçou de guerra.

Ora, a partir do momento que Angola e Moçambique fossem capazes de se defender, só tinha que se fazer um referendo - pois aí, sim, haveria condições objectivas para ser respeitado - e agir em conformidade qualquer que fosse o resultado.

E estaria feito, no concreto, no real, no objectivo, aquilo que uns inchados que para aí andaram apenas fantasiavam.

muja disse...

Diz-me que os ingleses são uns filhos da puta, é o que me diz.

josé disse...

O Artur Anselmo, director do Observador não era um "fascista" nem nada que se pareça. Era exactamente o tipo de jornalista que sabia enquadrar o Portugal dos anos de Caetano. Com perfeição devo dizer porque nota-se o patriotismo, o desejo de nós nos safarmos da guerra no Ultramar. Não tinha linguagem marxista e não tinha preconceitos de extrema-direita passadista e com cheiro a mofo.

Os artigos dessa revista dão-me o sentido exacto de como eu via Portugal nessa altura. Tal e qual.

josé disse...

Não, os ingleses não são isso. Foram espertos. Mais que nós.

muja disse...

Pois. Isso. Uns filhos da puta.

josé disse...

Quando perceberam os tais "ventos da História" zarparam para outras paragens que os livrassem do que nós passamos.

Há um livro que até já está traduzido - why the west rules for now, de Ian Morris que começa por contar uma História ao contrário, sobre a China e a Inglaterra.
Vale a pena ler...

muja disse...

De qualquer forma, mesmo que fosse impossível de todo a independência, era nossa obrigação defender quem se não podia defender e confiava em nós.

A minha opinião não é ultra-direitista nem passadista. É a única que é moral.

A única coisa que, desse ponto de vista moral, a poderia invalidar era sabermos que aqueles povos estavam contra nós. Ora não só não sabemos, como, pelo contrário, tudo indica que por nós estivessem, pois tal era estar por eles próprios.

Portanto, é simples: enquanto houvesse bandos de assassinos e terroristas a actuar nos territórios, só tínhamos que lhes dar luta sem tréguas.

O resto é sofisma.

josé disse...

O que nos sucedeu foi uma tragéida shakespireana.

Não conseguimos lobrigar o vento da História a tempo e horas e vivemos na ilusão de que aqueles territórios seriam sempre nossos se os defendêssemos militarmente.

Politicamente já os tínhamos perdido. Nem americanos nem ingleses nem franceses davam um tostão furado pela nossa luta patriótica.

E mesmo assim continuamos. Fomos heróis enquanto pudemos ser. Mas veio o comunismo e derrotou-nos.

Foi o comunismo e o marxismo quem nos venceu...

josé disse...

"era nossa obrigação defender quem se não podia defender e confiava em nós."

Estou absolutamente de acordo com isso. E agora estou mais porque já defendi que a "descolonização exemplar" não poderia ter sido de outro modo.

Mas podia. Claro que podia.

josé disse...

"Foi o comunismo e o marxismo quem nos venceu..." e os traidores com todas as letras que devem ser nomeados.

Ainda estão vivos, muitos deles.

muja disse...

Então pronto. Afinal qual é a discordância?

Mas note que ser "esperto" significava não fazer isso... Ser "esperto" significava atraiçoar. À lateiro como o que nos calhou na rifa, ou à elegante como os ingleses. A mim é-me igual, é tudo porcaria.

Talvez à inglesa tivesse dado menos sofrimento para aquela gente. Mas duvido muito.

muja disse...

Ou seja, havia três hipóteses: ser honrado, ser esperto ou ser chico-esperto.

Calhou-nos a última, mas entre essa e a penúltima a diferença é de forma, porque o conteúdo é igualmente execrável.

josé disse...

Não. Não refiro esse tipo de esperteza.

Os ingleses deram a autonoma à Rodésia em 1928. E aquilo funcionava como uma sucursal de uma multinacional inglesa. A partir dos anos cinquenta quando apareceram os sinais do comunismo na África, tangidos de outros lados, os ingleses acabaram por dar a independência, em 1965 quando nós já lutávamos em Angola e Moçambique.

Porque o fizeram? Porque perceberam exactamente que aquela terra não poderia ser deles, como nós pensávamos que as nossas eram.

Só isso e estavam certos.

josé disse...

E fizeram o que alguns propôem devia ser a nossa atitude nos territórios ultramarinos: com a independência, havendo uma população local branca e negra assumiram um governo conjunto e separaram-se da casa mãe.

Nem isso adiantou.

zazie disse...

Não adiantou porque o Black Power era lei.

muja disse...

Então mas assim Vs. caem em contradição!

Isso não adiantou pelos motivos óbvios: a questão não era nem nunca foi a independência! Era antes a falta dela. Era isso que os ventos da história se esfalfavam para atingir: a não independência - real, efectiva - de nenhum país africano.

Salazar viu isso e Caetano também. Eu interrogo-me se Vs. lerão o mesmo que eu... Por isso nunca se fez referendo nem nada disso: era escusado. Porque os "ventos" só aceitariam o resultado que lhes fosse favorável.

Agora digo eu: se os ingleses tivessem seguido a via honrada, talvez as coisas tivessem sido diferentes. E encontrariam a seu lado os seus mais antigos aliados, que possivelmente lhes seriam tão úteis como nunca.

josé disse...

muja:

não há contradição alguma. A questão foi sempre ideológica, como base de conquista do poder e da terra.

E do outro lado estávamos nós, do lado errado do vento porque éramos "fascistas".

Foi esse o problema.

Quanto à Inglaterra, não poderíamos esperar alianças de quem estava contra nós desde o sec. XIX e o mapa cor de rosa.

E os ingleses já tinham deixado as possessões orientais e sabiam o que iria suceder.

Repito: foram espertos no melhor sentido da palavra.

josé disse...

No fundo quem ganhou foi quem dominou a linguagem.

muja disse...

Pois então eu é que não percebo que é que lhes rendeu a esperteza...

josé disse...

Rendeu terem instituições democráticas estáveis. Rendeu terem um país de que se podem orgulhar como nós podíamos no tempo do Estado Novo e Social. Rendeu terem pessoas instruídas em número superior ao nosso per capita.
Rendeu terem um ensino superior de luxo. rendeu ainda terem uma independência que não está ligada sequer à Europa.

A Inglaterra de hoje é como Portugal no tempo de Caetano, nessa imagem.

josé disse...

O Comunismo na Inglaterra não existe. Nem sequer partido tem.

muja disse...

Ó José, o mapa cor-de-rosa é uma coisa. As outras coisas são outras coisas.

Nessa questão o interesse deles não alinhava com o nosso.

Mas na questão da descolonização já não era bem assim.

Ideologicamente e de todas as outras formas, a Inglaterra e Portugal podiam ter resistido e vencido todos esses ventos se trabalhassem em conjunto. E interessava a ambos fazê-lo.

A esperteza deles não me impressiona nada porque não foi esperteza, foi cedência. Nesse aspecto não diferiram muito de nós. Vergaram-se a interesses que não eram, manifestamente, os deles.

muja disse...

Não sei se é assim tanto como no tempo de Caetano.

E isso vê-se pelas finanças. As deles estão completamente de pantanas. Devem um absurdo de dinheiro.

Convém não nos deixarmos levar pelas aparências.

Ricciardi disse...

Concordo q is ingleses foram mais inteligentes do q nós. Ando a dizer isso há décadas.
.
E cintinuam. A Escócia é um bom recente exemplo.
.
Folgo em saber q o Muja, afinal, tb concorda q devia ter sido feita consulta popular.
.
Rb

josé disse...

Estou a falar de imagem. E têm por lá, nas grandes cidades, imigrantes das antigas colónias. Em massa.

josé disse...

Nós nessa altura tínhamos um país cujo representanto, Marcello Caetano foi a Inglaterra, em 1973, por ocasião da retribuição da visita sobre o sexto centenário da aliaça que fizeram conosco. E representou nessa altura uma Nação que falava de igual para igual com a Inglaterra em dignidade de Estado.

Hoje até sinto vergonha em ver os governantes a falar com o Shauble e outros que tais.

muja disse...

De qualquer forma, com ou sem cooperação inglesa, Portugal só tinha que seguir o rumo que estava a seguir. Era isso ou o desastre.

E com persistência haveríamos de forjar uma solução onde todos os outros haviam falhado.

De qualquer maneira não nos restava outra hipótese.

É por isso que eu não compreendo porque se tergiversa tanto em relação a esta questão. Como se, na prática, houvesse grande diferença entre a integração e o resto... E não havia porque ter-se-ia que continuar a lutar indefinidamente. E nenhuma dessas soluções admitia condições prévias de sucesso diferentes umas das outras.

josé disse...

"E não havia porque ter-se-ia que continuar a lutar indefinidamente"

Teria até conseguirmos uma solução honrosa para o inevitável que era mesmo inevitável quanto a mim.

muja disse...

Folgas folgas... Folgada te há-de estar é outra coisa...

Afinal o tanas ó estúpido. Mas alguma vez eu deixei de concordar com a consulta popular ó mentiroso?

Porque raio haveria de discordar se até estou convencido que a independência perdia?

O que eu sempre disse, e que estúpidos facciosos como tu ignoram porque não lhes convém, era que um referendo não ia resolver nada. Porque o mais provável era perder a independência e ninguém reconhecer a validade daquilo.

Ora, fazê-lo mesmo sabendo isso, era ceder. Era demonstrar fraqueza aceitando uma coisa que sabíamos à partida ser parcial e ser-nos desfavorável em qualquer caso. Um referendo em que apenas se admite um resultado não é um referendo, é uma imposição.

E se por acaso ganhasse a independência, também se não resolvia nada. Porque era preciso haver condições para ela. Uma das quais a paz. Ora pensar que os terroristas amainariam os seus esforços com um resultado favorável é ridículo.

O que se ganhava era mais pressão ainda e precipitar-se-iam os acontecimentos como aconteceu depois do 25A, em que também era para haver eleições e tudo, e depois não houve afinal nada...

muja disse...

Aliás, e não sou eu que digo. É o próprio Marcello Caetano.

muja disse...

Pois José... Imagem. Aparências...

Vivendi disse...


(...) Descolonização e autodeterminação são expressões políticas que tanto o grupo de Nações ocidentais como o das que alinham com a Rússia proclamam por sinónimos de libertação de todos os povos e estados oprimidos pela força imperialista das Nações colonizadoras. Posta assim a questão, não há homem bem formado nem país civilizado que não adira logo à beleza do princípio e à justiça dos seus objectivos. Mas como tanto do lado da Rússia como entre nações ocidentais há práticas e factos que desmentem, na realidade e em absoluto, conforme atrás dissemos, a exactidão dos princípios, segue-se que temos de procurar, para além das aparências ilusórias, o fio condutor das realidades dolorosas. E essas conduzem-nos à conclusão de que descolonização e autodeterminação são apenas a cínica e hipócrita cobertura doutrinária do pavoroso necolonialismo materialista e económico, que se propõe partilhar o Mundo à sombra da bomba atómica...

Costa Brochado, «Teoria da Unidade Nacional e realidades da África Portuguesa»,

Vivendi disse...

«Nós somos uma velha Nação que vive agarrada às suas tradições, e por isso se dispõe a custear com pesados sacrifícios a herança que do passado lhe ficou. Mas acha isso natural. Acha que lhe cabe o dever de civilizar outros povos e para civilizar pagar com o suor do rosto do trabalho da colonização. Se fosse possível meter alguma ordem na actual confusão da oratória política internacional, talvez se pudesse, à luz destes exemplos, distinguir melhor a colonização do colonialismo - a missão humana e a empresa de desenvolvimento económico que, se dá, dá, e se não dá, se larga. Muitos terão dificuldade em compreender isto, porque, referidas as coisas a operações de deve e haver, motivos havia para delinear noutras bases a política nacional».

«O Ultramar Português e a ONU» (Discurso proferido por Sua Excelência o Presidente do Conselho, Prof. Doutor Oliveira Salazar, na sessão extraordinária da Assembleia Nacional, em 30 de Junho de 1961).

Vivendi disse...

«(...) As enormes quantidades de armamento apreendidas pelas nossas Forças Armadas nas três frentes da Guiné, Moçambique e Angola, são na sua esmagadora maioria provenientes da URSS. Com elas, poderíamos já equipar alguns batalhões de infantaria e apontam a origem comum dos tão falados nacionalismos. E não se pense que são armas antiquadas ou excessos de armamento da segunda guerra mundial. A par da tão espalhada pistola-metralhadora "Thompson", de origem americana e tornada célebre pelos "gangsters" de Chicago, e que a própria China já fabrica sem respeito pelo "copy right", aparecem as mais modernas armas que equipam o exército russo, desde a pistola "Tokarev" à espingarda automática "Kalashnikov" e desde as granadas F-1 aos canhões sem recuo de 57 milímetros.

Este enorme arsenal que mostra bem quão vinculadas estão às ideologias comunistas, os chamados movimentos libertadores das nossas Províncias, é pago, pelo menos em parte - oh! Santa ingenuidade - pelos bons dólares com que os EUA inundam os pseudo-nacionalistas, mormente os da Frelimo, tanto da simpatia americana, já porque o sr. Mondlane foi professor numa universidade estadunidense, já porque é casado com uma senhora natural da grande potência ocidental. E não seria nada "shoking" ter como primeira presidente dum hipotético Moçambique independente uma "american lady" (...)».

Alpoim Calvão («Reflexões sobre o Tempo Presente», in Rui Hortelão, Luís Sanches de Baêna e Abel Melo e Sousa, Alpoim Calvão, Honra e Dever, Uma Quase Biografia»).

Vivendi disse...

«Na confusão de ideias em que vivemos hoje, já admitem alguns que só um grande Estado se arrogue o direito de estruturar uma nação; os mais Estados e as mais Nações haviam de dissolver-se ou diminuir-se no reconhecimento dessa unidade, subordinando-se-lhe inteiramente e submetendo-se à sua direcção. Daqui vem que no credo comunista o nacionalismo é para todos nós um pecado e para a Rússia uma virtude que se deve venerar. A forma porém como se previu e verifica a evolução dos acontecimentos tem variado na mente dos dirigentes e na prática das coisas: a cada momento são as circunstâncias que indicam o melhor caminho a seguir. Como se conclui pela impossibilidade na Europa da guerra de fronteiras, anunciam as duas maiores potências da Terra ter acordado e ir propor aos mais a luta contra a guerra, contra a propaganda belicista, contra o armamento convencional ou não. Entendamos bem os termos da combinação: proibem-se as guerras que não haverá, mas estimular-se-ão as guerras que continuará a haver. A França não invadirá a Alemanha, a Bélgica não se baterá com a Holanda, a Espanha respeitará Portugal; mas os mesmos que tão convictamente se hão-de vangloriar duma paz já consolidada por força dos acontecimentos e da vontade dos povos, continuarão a reivindicar o direito de interferência ideológica, de apoio político e financeiro, de fornecimento de armas, de preparação de núcleos subversivos em territórios estrangeiros, por cima e sem embargo das relações diplomáticas, das declarações de amizade e dos desejos de boa vizinhança. E o fundamento desta política contraditória está em que não se trata de guerras de conquista mas de guerras de "libertação", tal qual a efectuada em Goa, com desprezo dos direitos soberanos de Portugal e dos interesses dos goeses, não considerados no conflito nem havidos para nada, senão por nós mesmos, antes e depois da ocupação».

Oliveira Salazar («Unidade das Forças Armadas e Consciência Nacional», SNI, 1962).

Vivendi disse...

José,

Existem lideres que se colocam no lado da verdade e existem líderes que não passam de uns macaquinhos de imitação
para se manter ao sabor do vento.

José disse...

«Nós somos uma velha Nação que vive agarrada às suas tradições, e por isso se dispõe a custear com pesados sacrifícios a herança que do passado lhe ficou. Mas acha isso natural. Acha que lhe cabe o dever de civilizar outros povos e para civilizar pagar com o suor do rosto do trabalho da colonização"

Salazar tinha razão nisto? Ou seja, nós devíamos continuar como evangelizadores quando já nem tínhamos Deus como referência suprema de Estado?

E por outro lado, este paternalismo político a que conduziria?


Salazar tinha inteira razão quanto ao demais. A hipocrisia reinante não nos deu chances.

muja disse...

Considerando o que ele diz depois

Muitos terão dificuldade em compreender isto, porque, referidas as coisas a operações de deve e haver, motivos havia para delinear noutras bases a política nacional

acho que tinha razão.

Aquele "ser esperto" que o José fala não é, de facto, o reduzir a as coisas a operações de deve e haver?

Por outra: da perspectiva do colonialismo, sair cedo, como os ingleses, era o curso lógico e sensato. Mas era-o também da perspectiva da colonização? Creio que o não podia ser, pois era imoral e, portanto, insensato. Seria, quanto muito, e lhe chamava Pessoa, um "preceito prático".

É a diferença entre a " a missão humana e a empresa de desenvolvimento económico".

O que só vem corroborar a minha opinião de que a guerra era muito menos defesa do império que era missão humanitária. Ainda que, para a tal sociedade tradicional se optasse por destacar a primeira.

Talvez tenha sido esse o erro do regime. Destacando, ao invés, a segunda, pôr-se-ia já à frente do seu tempo. Mas, por outro lado, será que faria diferença? Do ponto de vista dos nossos inimigos, certamente que não.

José disse...

"que lhe cabe o dever de civilizar outros povos"

A nós cabia-nos esse dever porque razão? Somos superiores, é isso?

Esta noção é que acho discutível.

José disse...

Os britânicos não se achavam nada disso. Fizeram o que tinham a fazer, seja por conta do deve e haver, seja por conta da tradição deles que mantiveram nessas terras.

Depois abalaram.

José disse...

Os missionários, esses sim, foram para lá doutrinar os indígenas ensinando-lhes o credo cristão e fizeram muito bem.

Porém, nós não tínhamos credo religioso a ensinar e apenas tínhamos o nosso exemplo cultural para mostrar e convencer os indígenas de que lhes era mais favorável que o deles.

Aliás, adoptaram certamente muitos hábitos e costumes e até têm agora as leis copiadas das nossas que as copiamos de outros europeus.

Isso é civilização mas não era nossa missão específica levarmo-la aos indígenas, a não ser com um objectivo: conquistar a integração deles na nossa civilização.

Acha possível? Ainda hoje se nota que não.

muja disse...

Talvez seja se abstraída. Mas no nosso caso concreto, com os nossos povos concretos, penso que se mantém firme.

Aqui já é a questão do indigenato.

Porém, uma coisa me parece certa, todos aqueles que deixassem de ser indígenas, fosse por causa do progresso tecnológico ou outra coisa qualquer, deviam ser civilizados - significa isto, para mim, serem educados e instruídos como outros portugueses quaisquer, naturalmente compreendendo as circunstâncias específicas. Não seria, talvez, possível fazê-lo em uma geração; mas em duas ou três, porque não?



muja disse...

Acho possível, sim.

Onde admito alguma relutância é nos prazos.

Mas penso que, dado tempo suficiente, aquelas gentes poderiam ter acesso a um padrão de vida não muito diferente do nosso, mas adaptado às suas próprias tradições e circunstâncias.

Enfim, um padrão de vida e sociedade que lhes permitisse justiça, paz e prosperidade.

José disse...

"Não seria, talvez, possível fazê-lo em uma geração; mas em duas ou três, porque não? "

Obrigá-los a trabalhar no duro em vez de serem as mulheres a fazê-lo?

Isso foi dito há pouco tempo por uma qualquer "rainha" africana: que eram as mulheres quem aguentava a África ou coisa que o valha.

Há coisas práticas que têm que ser ponderadas.

Salazar conhecia África? Não me parece.

José disse...

No Brasil o problema é idêntico, parece-me...

zazie disse...

Nota-se quantas gerações ainda serão precisas para os mudar.

E vamos para a Austrália e é igual.

Não avançam, pura e simplesmente.

zazie disse...

Ali em cima, o governador de Angola diz isso.

A propósito da liamba, diz que entre eles apens os velhos a fumavam precisamente para não afectar a capacidade de trabalho, já praticamente nula.

Praticamente nula- é o que ele diz.

muja disse...

Pronto, mas é isso que são as tais circunstâncias.

É melhor como está? Penso que não.

Teria que ser uma mudança gradual. Muito gradual.

Não poderia ser forçada, apenas guiada.

Ou que nem se mudasse. Se eram as mulheres que aguentavam África, era criar condições para que o pudessem fazer condigna e eficazmente.

Olhe, mais uma coisa em que poderíamos estar à frente do tempo. Não é disso que o feminismo da tanga se esfalfa todo para nos convencer?

Vai-se a ver e os africanos das tribos eram bem mais progressistas que nós... ahahahah!

muja disse...

É pena que não vão para lá os nossos progressistas viver com eles. Como naquele programa dos famosos na tribo ou lá o que era... Isso sim, era trabalho. E uma dívida que contraíamos àquela gente que dificilmente lha poderíamos pagar...

josé disse...

E foram alguns progressistas cubanos viver com eles. Eram mais racistas que qualquer outros porque não tinham que provar nada sobre tal coisa.

Mandavam neles como carreteiros em bois.

Maria disse...

"era nossa obrigação defender quem se não podia defender e confiava em nós." (José)

"Foi o comunismo e o marxismo quem nos venceu..." e os traidores com todas as letras que devem ser nomeados.

Ainda estão vivos, muitos deles. (José)

José, estas frases, extraídas dos seus comentários, traduzem sem favor a pura verdade.

Também diz mais acima que não podíamos continuar indefinidamente naqueles territórios por pertencerem aos povos autóctones (cito de memória). Mas sendo isto verdade não é menos verdade que eles não queriam separar-se do Portugal europeu. Isto é um facto incontornável porque autêntico. Se os ingleses e franceses ocuparam outros territórios africanos fizeram-no, sim e de facto como efectivos colonizadores. Portugal fê-lo muitos séculos antes, mas com uma diferença descomunal e incomparável em relação a esses povos europeus. Fê-lo como descobridor de territórios muito pouco povoados, estando a maioria dos seus habitantes ainda em estado quase selvagem.

Nós fomos sobretudo como missionários para evangelizar e simultâneamente levar a essas gentes a cultura ocidental, sem ostracizar as suas tradições africanas, que não só foi bem recebida sem provocar crises ou rejeições, mas também aceite de bom grado e com benefícios para ambas as partes, sem excluir as vantagens económicas que desses territórios pudessem ser obtidas, não sendo este porém o seu principal objectivo ainda que não o rejeitando ou desperdiçando, naturalmente.

O José também sugere que mais tarde ou cedo lá chegaria a altura de termos que abandonar as Províncias Ultramarinas para deixar aqueles povos, os verdadeiros donos dos territórios, tomarem conta dos seus próprios destinos.
Mas se originalmente havia indígenas, dispersos embora, na massa continental africana, o mesmo não acontecia nas suas ilhas adjacentes tanto em África como no Continente europeu. E se todas elas se encontravam desertas quando os portugueses a elas acostaram, isso significou que nas mesmas não existia vivalma para ser 'colonizada'. E assim a pergunta que se põe e que ainda não obteve uma resposta plausível é: qual o verdadeiro motivo que levou os grandes 'libertadores' dos povos oprimidos a tê-las igualmente 'descolonizado'??? (só as ilhas africanas porque, embora tenham tentado, felizmente salvaram-se a Madeira e os Açores e sabe-se perfeitamente o porquê).

Nestes pequenos/grandes pormenores é que residem os verdadeiros motivos que estiveram na origem da criminosa descolonização. Tudo não passou de oportunismo e ganância elevados à máxima potência, da parte daqueles que, autênticos lobos metamorfoseados em cordeiros, se auto-intitulavam hipòcritamente muito amiguinhos dos povos 'subjugados e oprimidos' pelo regime fascista.

Pelo que se seguiu, está à vista de todos a prova de que os 'valentes libertadores' dos povos africanos colonizados, mais não fizeram do que 'libertá-los' do 'colonialismo' português para os entregar de mão beijada ao colonialismo soviético, agora sim, verdadeiramente despótico e sanguinário (cujo presidente de um dos territórios mais ricos desse Continente, não estranhamente formado
naquele país, passadas décadas ainda perdura no mesmo cargo).

Claro que não foi só à U. Soviética que foram oferecidos graciosamente os nossos Territórios Ultramarinos, país que evidentemente ficou com a parte de leão, os grandes libertadores e maiores traidores, não se esqueceram (nem podiam) do outro internacionalismo.

E foi deste modo desumano que em menos de nada se conseguiu destruir bàrbaramente um país milenar conjuntamente com milhões de portugueses inocentes, pacíficos e bons. Mas os criminosos não ficarão impunes, homens bons advirão. E, se não estes na Terra, no outro mundo a Justiça Divina far-se-á porque a Esta ninguém escapará.

CCz disse...

Claro que me lembro. Não havia telejornal da noite que não tivesse notícias de Salisbúria

Vivendi disse...

"Mas se originalmente havia indígenas, dispersos embora, na massa continental africana, o mesmo não acontecia nas suas ilhas adjacentes tanto em África como no Continente europeu. E se todas elas se encontravam desertas quando os portugueses a elas acostaram, isso significou que nas mesmas não existia vivalma para ser 'colonizada'. E assim a pergunta que se põe e que ainda não obteve uma resposta plausível é: qual o verdadeiro motivo que levou os grandes 'libertadores' dos povos oprimidos a tê-las igualmente 'descolonizado'??? (só as ilhas africanas porque, embora tenham tentado, felizmente salvaram-se a Madeira e os Açores e sabe-se perfeitamente o porquê)."

Estou convencido que S. Tomé e Cabo Verde foram descolonizadas pois eram terras de má memória para os extravagantes da esquerda. Ilhas de retiro forçado (colónias penais).

Maria disse...

Povo colonizador e racista do pior que existe ao cimo da Terra, com talvez a excepção do ex-soviético e agora russo e o (ex) e quase de certeza ainda sul-africano, foi o norte-americano que ocupou à má fila um imenso território que tinha dono e senhor. Chacinou esse povo até quase à sua extinção e do que restou dele, muitos milhares foram enxutados para território mexicano (este, outro infeliz povo igualmente amputado criminosamente na sua enorme dimensão territorial em grande parte pelo vizinho usurpador do norte), o restante enclausurou-o em reservas bem afastadas da civilização, autênticos campos de concentração onde vivem miseràvelmente e com carências de toda a espécie, só para não se misturarem com a população branca e impedirem os negócios sujos desta, designadamente a expansão do seu já de si imenso território à custa de escorraçar/dispersar/separar/dividir famílias inteiras para bem longe dos seus territórios d'origem, quando este foi afinal o primitivo dono dessa terra.

Esta descriminação vergonhosa, autêntico apartheid - sendo este antigo regime racista sul-africano durante décadas difamado e ostracizado pelos mesmos cínicos norte-americanos tão racistas quanto aquele - bem como o assalto criminoso aos extensos e ricos territórios índios cobiçados, verificou-se logo após a chegada àquele Continente de uma forte vaga europeia de emigrantes composta na sua maioria por judeus-sionistas russos e alemães.

Os mesmos crimes hediondos foram igualmente sendo cometidos contra o infeliz povo mexicano pelas mesmas gentes e pelos mesmos motivos - ganância exacerbada pela terra alheia e cobiça desmedida pelas riquezas fabulosas que sabiam nela existir - por essa mesma altura e prosseguindo no mesmo ritmo desalmado ao longo dos tempos.

Alguma vez aconteceu ter-se verificado semelhante política segregacionista e racista ou algum genocídio em massa ou algo remotamente parecido ou atrocidades de qualquer outra índole cometidas pelos portugueses europeus nas nossas Províncias Ultramarinas (excluíndo os casos pontuais que aconteceram nesses territórios como acontecem todos os dias em todos os países civilizados, assim chamados, do mundo inteiro)? É que nem sequer em sonhos quanto mais na realidade. Que disser o contrário mente com todos os dentes que tem na boca.

Se a hipocrisia, a maldade e o racismo dos colonizadores norte-americanos - na realidade maçons-sionistas europeus que partiram para Ámérica do Norte oriundos principalmente da Rússia e da Alemanha, nos fins do séc. dezanove e princípios do vinte, transformando esse país com o decorrer das décadas na miséria económica, política, social e moral em que hoje se encontra - pagasse imposto, os povos 'descolonizados' (sem o seu consentimento) do mundo inteiro seriam possuidores de fortunas fabulosas muito superiores às de Buffet, dos Getty, dos Vanderbilt, dos Rockfeller, dos Rothchild, dos Kennedy, dos Bush, do Gates e do Zuckerberg, todas juntas.

Maria disse...

Correcção: "... enxotar..."