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domingo, 5 de abril de 2015

Pip show

O Temível Dragão flamejou umas frases desconexas à guisa de investida tonitruante e devastadora sobre um dos meus pobres postais.
 Glosou ditos que não leu e frases que obliterou, cego pela incapacidade em ler textos scaneados.
Perante tal espectáculo de inconsequência e impotência destruidora, não vou dar pontapés em texto morto.
 Vou antes republicar a frase de Kaúlza de Arriaga, escrita mais de uma dúzia de anos após os acontecimentos e  que resume o que é preciso dizer sobre o 25 de Abril de 1974.
A vexata quaestio que aqui nos traz nesta luta de palavras até agora algo vãs mas que poderão um dia encher o alqueire da razão e da verdade, se a tal ajudar o engenho e arte, encontra-se condensada nesta reflexão que o tempo positivou e sedimentou:

"O golpe revolucionário do "25 de Abril" era uma fatalidade nacional que tinha que acontecer e aconteceu. Tudo o que se tentou ou que pelo menos eu tentei, para o evitar ou substituir por mudanças positivas e fecundas, falhou".

Esta frase é digna de figurar no epitáfio daquele postalzito temível, com o texto morto publicado e já decomposto, porque lhe define a essência da dita e da contradita, ferindo-o com a morte da irrelevância argumentativa. 

Quanto ao mais, a luta continua...com esta imagem de uma revista que assinei mais ou menos desde este número de Setembro de 1982. Era de banda desenhada de ficção, científica e afins. E aos dragões de opereta, tratava-os assim: lança em riste e escudo a postos. "C´mon! Make my day..."


6 comentários:

zazie disse...

ehehehe

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Floribundus disse...

Net
General Attributes
The dragon's strength is found in its tail, not in its teeth. Its lashing tail does great harm, and the dragon kills anything it catches in its coils.
Allegory/Moral
The Devil is likened to a dragon because he is the worst of all serpents. As the dragon makes the air shine, so the Devil makes himself appear as the angel of light to deceive the foolish.
Sources (chronological order)
Pliny the Elder [1st century CE] (Natural History, Book 8, 11): India produces the largest elephants as well as the largest dragons, which are perpetually at war with the elephants.
Aelian (174-235 CE) (De Natura Animalium, Book vi, ch. 21): speaks of the bitter enmity between the dragon and the elephant, and says that the dragon, concealed in the trees, covers up the tail half of its body with foliage and lets the forepart hang down like a rope
Isidore of Seville [7th century CE] (Etymologies, Book 12, 4:4-5): The dragon is the largest serpent, and in fact the largest animal on earth. Its name in Latin is draco, derived from the Greek name drakon. When it comes out of its cave, it disturbs the air

Neo disse...

Passando ao lado da vossa picardia, que até tem piada, agradeço a ambos o excelente contributo para se poder reflectir sobre a História recente.
Tanto o Dragão como o José, acertem mais ou menos, têm uma honestidade essencial.
É um prazer ler os dois blogues.
Os merdia censuram, distorcem e manipulam. Resta-nos este bypass para chegar à verdade :)

Floribundus disse...

nos Argonautas e com São Jorge
assiste-se à morte do dragão

josé disse...

O dragão é sempre um mito. Ajuda a imaginar coisas fantásticas mas cuja realidade carece de substracto.