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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Para nós, carros alemães é que é ...

Observador:

Olá, Mercedes, Nestlé, BMW, Compal, Luso, Danone, Audi, Mimosa e Milka. São estas as dez marcas que têm maior reputação junto dos consumidores portugueses, de acordo com o estudo divulgado esta quarta-feira pela Marktest, o Marktest Repuation Index 2015. E três são portuguesas: Compal, Luso e Mimosa.
Para elaborar o índice de reputação, a Marktest entrevistou 2005 indivíduos com mais de 15 anos, residentes em Portugal continental, através de um software de responsabilidade da Marktest, entre 17 de abril e 6 de maio de 2015. Foram avaliadas 23 categorias, que correspondiam a cerca de 138 marcas.

E três são alemãs e marcas de carros.  O resto das marcas são do "ramo alimentar" e ocupam geralmente a mesma carreira de prateleiras nos supermercados: iogurtes, gelados e chocolates. A "sondagem" revela que estas pessoas admiram os carros alemães ( e gostariam de ter um...) e quanto ao resto contentam-se com iogurtes e chocolates. Interessante.

Nos EUA, no ano passado, a melhor reputação foi para a Amazon.com, seguida das marcas Apple, Coca-Cola e Walt Disney. Nem carros nem iogurtes...

Em França, em 2013, a reputação cimeira ia para a marca Legrand e depois Michelin, Pernod Ricard e Lafarge. Franceses...

Em Espanha, em 2014,  a Danone, Sony, Google, Apple, Michelin, Samsung, Bimbo, BMW, Central Leche Asturias e Toyota.

Alguém falou em colonização? Ei-la. Alguém se queixa?

76 comentários:

zazie disse...

Que pelintrice

Os franceses é que têm piada- sempre chauvinistas

sobrevive-se disse...

Os tugas - chamar-lhes portugueses não o consigo (mas se calhar são-no de facto e o mal é meu) - são assim mesmo: falidos até ao tutano, sem sequer o necessário para fazer cantar um cego (com todo o respeito; pelos cegos, entenda-se), com a prestação da casa em atraso, mas a da Sport TV - chamar-lhe-ia futebol TV - em dia, uns senhores doutores (a esmagadora maioria apenas licenciados; coisa aliás que, mais uma geração ou duas, uma Bolonha ou outra, e já virá de nascimento) cheios de si mesmo.

Já agora, se querem carros que durem uma vida, sem chatices, meus senhores (e senhoras): Toyota. Terão o charme de um tijolo e zero de aceitação junto da "gente gira" (bando de pelintras, aliás!), mas duram!

Costa

Bic Laranja disse...

Sucedâneo das élites postiças da acromiomancia...

BELIAL disse...

No caso, carrinha toyota avensis.
A rolar desde 2009, sem problemas.
Como as anteriores que a família tem, há décadas.

José disse...

Mas...os demais carros têm problemas se tratarem dos mesmos com o cuidado devido?

Por mim que sou fã dos alemães, não tenho queixa.

Ricciardi disse...

Boas marcas escolhidas por pessoas satisfeitas.
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As portuguesas são merecidissimas. A Compal é do melhor que há no mundo, principalmente o de pera rocha.
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A colonização feita por mérito e com a concordância da freguesia é " tão natural com a sua sede ". Natural e salutar. Se adormecem na forma, e não cuidam dos gostos dos 'colonizados', essas marcas passam de bestiais a bestas num ápice.
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Rb

José disse...

A questão que se coloca no postal é outra: como é que os portugueses inquiridos se orientam para realçar três marcas de carros alemães como sendo as marcas de melhor reputação?

Efeito de publicidade não deve ser. A Mercedes continua a ser carro de taxista porque continuará a ser fiável.

E não aparecem outras marcas que tenham visibilidade reputacional, o que me parece estranho ou então as pessoas não ligam a tal coisa e orientam-se assim, pelo cheiro, pelo que lhes parece.

Carlos disse...

Não vejo este fenómeno, como qualquer atitude colonizadora, mas sim resultado da lógica global de mercado e desejo.

E senão vejamos: sendo o automóvel, um dos objectos mais desejados por todos, que automóvel português poderia ser escolhido?
Já agora, e por mim, escolheria de "olhos fechados" a Land Rover, embora a VW (outra alemã) também me convença.

No entanto, e dado que o estudo pretendia conhecer as marcas que melhor reconhecem os portugueses, lamento não se lembrarem dos verdadeiros ícones nacionais, como por exemplo: Mateus Rosé, calçado, vinhos, conservas, etc..

Ricciardi disse...

Efeito status e imitação e preço. O mercedes é tido por carro de rico e ter um é a aspiração da populaça.
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Não é demasiado caro, como um Porsche ou Ferrari ou Mazzeratti, a populaça pode aspirar a ter um se lhe correr bem a vida. Aspirar a ter outros carros de ricos é já no domínio do sonho. Ficam-se pelos Mercedes e BMW.
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A publicidade conta, e muito. A publicidade da Mercedes e BMW não é como a da fiat, nem da Peugeot. Transmite elevação e superioridade em eventos como a formula 1 e outras corridas. Uma publicidade que coloca os míticos Ferrari, Porsche etc a correr com Mercedes e BMW. A Audi ganhou fama nas corridas. E a Honda também. E a Subaru.
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A Alfa Romeu perdeu-se neste conceito. Era uma marca q hoje podia concorrer com um Porsche e passou a concorrer com fiats e renaults. Era uma marca com carros associados à vitoria. Quem não se lembra dos velhos Alfa? Ando a ver se apanho um desses antigos.
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Rb

José disse...

"Mateus Rosé": zurrapa.

"calçado, vinhos, conservas, etc."- não são marcas, são géneros de produtos.

Ricciardi disse...

Mateus é marca d sucesso e qualquer português sabe q existe. Marcas de vinhos o comum das pessoas não conhece. Conhece a denominação de origem. A minha mulher nao diz q vai comprar uma marca de vinho, diz q vai comprar um alentejano. Calçado também não entrou a marca, embora as haja. Conservas sim: toda a gente conhece o bom petisco.
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José disse...

A colonização referida é um fenómeno de invasão de um local por algo que em princípio lhe seria estranho.

José disse...

"Conservas sim: toda a gente conhece o bom petisco". Pois, mas ainda não atingiu a relevância do "kispo"...

E o Mateu é mesmo uma zurrapa que só a publicidade e o marketing salvam da irrelevância e do esforço em melhorar o rosé.

Ricciardi disse...

Talvez seja zurrapa, mas cai bem no verao a acompanhar certas comidas. O mulherio gosta muito.
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A kispo penso q era sueca. Ou não?
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Em todo caso ainda hoje eu digo q vou comprar um kispo.
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É como o caterpillar. Catrapila.
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Rb

Ricciardi disse...
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zazie disse...

Compal é outra zurrapa que até azeda no estômago, mas enfim.

Eu prefiro uma água do Castelo, ou das Pedras, em não havendo ginger ale ou sumo natural.

Ricciardi disse...

Tivemos um sucesso fantástico com a Casal Boss e com a UMM. Um sucesso feito ao acaso. Estavam no sitio certo na altura certa. Mas um sucesso. Não souberam acompanhar os tempos e, a governança do país preferiu investir dinheiros públicos nas autoeuropas do q apoiar o desenvolvimento dessas fabricas. Nunca colocaram a mao para evitar q desaparecessem.
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Lembro-me na altura em q a Harley Davisson passou por dificuldades semelhantes a América teve um presidente que disse: enquanto for presidente a Harley não fechará. E não fechou e até se tornou numa empresa muito lucrativa, como podia ter sido a UMM. Foi, curiosamente, Ronald reagan o presidente.
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Rb

Ricciardi disse...
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Ricciardi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ricciardi disse...

A moça Portas tem uma loja no Porto, perto dos clérigos, muito bem amanhada com produtos e marcas portuguesas do 'antigamente'. Gostei muito de visitar essa loja. Marcas portuguesas q tinham tudo para se internacionalizar ou, pelo menos, substituir as estrangeiras.
.
Rb

Ricciardi disse...

A moça Portas tem uma loja no Porto, perto dos clérigos, muito bem amanhada com produtos e marcas portuguesas do 'antigamente'. Gostei muito de visitar essa loja. Marcas portuguesas q tinham tudo para se internacionalizar ou, pelo menos, substituir as estrangeiras.
.
Rb

José disse...

O Reagan era um ultraliberal do pior que havia...ahahaha. Tal como estes que agora estão no governo, o Passos e Cª.

E o Salazar e Caetano eram uns ocialista porque protegeram a inústria nacional com o condicionalismo, coisa horrível para os que defendem as nacionalizações.

Enfim.

Carlos disse...

""Mateus Rosé": zurrapa."

Pois é!...mas não deixa uma marca portuguesa das mais conhecidas no exterior. E essa posição, é de preconceito.

Zephyrus disse...

«Compal é outra zurrapa que até azeda no estômago, mas enfim.

Eu prefiro uma água do Castelo, ou das Pedras, em não havendo ginger ale ou sumo natural.»

Tem toda a razão.

Eu conheço marcas de sumos italianas, inglesas ou francesas com uma qualidade muito distante daquela que tem a Compal. O preço obviamente também é outro.

Na décadas de 90 tínhamos o pior azeite do Sul da Europa e neste momento já temos um ou outro produto de qualidade. O vinho também era o pior do Sul da Europa.

Em 2005 procurei vinhos portugueses em Londres e não havia. Só Porto. Mas tinham em abundância vinhos do Chile, Austrália, África do Sul ou Califórnia.

Temos bons cosméticos no Norte, Claus Porto e a Castelbel, mas em boa verdade é coisa que não se vê à venda em todo o país e fico com a sensação que há potencial para crescer mas não há vontade. A Pasta Couto poderia ser internacionalizada e nunca o foi, permanecendo com uma produção baixa para mercado interno. Porquê?

Nos anos 80 e 90 não havia marcas portuguesas de roupa com qualidade, num país onde o sector têxtil era tão importante.

Cheguei a comprar roupa da Throttleman, que entretanto faliu. Era cara e sem qualidade. Encontrava marcas italianas em Itália com uma qualidade muito superior e preço mais baixo.

A agricultura e a indústria do nosso país têm 50 anos de atraso em relação à realidade espanhola, francesa ou do Norte de Itália. Acomodaram-se às exportações para as colónias, o PREC foi a desgraça que se viu, depois veio a febre do betão.

Zephyrus disse...

No Porto compro, quando aparece, cajadas de Piódão e queijadas dos Açores.

Não percebo por que motivo é produto que não se vê nas mercearias e nas grandes superfícies, e não é divulgado e exportado.

Tem mais qualidade que os donuts ou os muffins que os anglo-saxónicos tanto apreciam.

Estas empresas portuguesas não crescem e ficam agarradas ao cliente local. Seria importante perceber o que se impede essa expansão e esse crescimento pois grandes multinacionais inglesas, americanas ou alemãs começaram como empresas familiares.

Este é um dos entraves ao crescimento económico em Portugal. Soluções?

A comunicação social não discute o tema pois os jornaleiros são socialistas ou comunistas e para esses o país enriquece com obra pública e matilhas de funcionários.

Ricciardi disse...

Sumos franceses e xarope para as lombrigas tem sabor semelhante. A versão "Clássico" da Compal é imbatível.
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Rb

josé disse...

O que me impressiona mais são os sapatos.

Há uns bons trinta anos havia a marca Mariano que era um supra-sumo. Tão boa como as melhores italianas.

Durou até há pouco tempo, com essa qualidade mas longe da que tinha nessa altura. Bom design, bom material e boa manufactura. Era uma maravilha ver as novas colecções, todos os anos e apreciar a categoria da manufactura nacional.

Faliu...

Roupa? Não encontro nada que se compare à Boss alemã. E cara, evidentemente. Pelos vistos manufacturada em parte em Portugal e não entendo como é que não há por cá tão bom ou melhor que isso, de marca nacional.
Aliás não percebo como é que o Ortega galego foi capaz de fazer o empório que tem, quando nós poderíamos ter feito antes dele, porque o know how nós tínhamo-lo no Norte. Ainda temos porque souberam reconverter-se depois da crise de há uns anos.

Ricciardi disse...

Marketing.
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Trabalhar uma marca não é para qualquer um.
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O nosso mercado nos alimentares e bebidas é o da saudade. Nos outros países os empresários não compreendem nem estudam suficuentemente os clientes, tao pouco modificam o produto para adapta-lo.
. Excepção feita ao calçado que calçou paulatinamente muita estrela de cinema e financiou muita revistinha cor de rosa estrageira.

Floribundus disse...

em Paris encontrei à venda vinho do Porto fabricado na Califórnia

a contrafacção é universal

vamos no 3º Opel
o 2º na Áustria

os elevadores do prédio são Thyssen
a qualidade é tão boa que os Índios não conseguem estraga-los


josé disse...

Roupa nacional: há uns trinta anos havia a marca Criações do Homem ( julgo que ainda existirá). Era tão boa como a Boss, mas já não e assim. A Carlo Viscontti é um ersatz, uma imitação e não devia ser.

E outras. Meias? Cd, a do "quem ganha é você". São boas, ainda hoje.

Camisas? Dunil, nacional, muito bom, ainda hoje.

Zephyrus disse...

Quando era criança a maior parte da população na província comprava a roupa no mercado e na feira. Naquela altura as vendas ainda não eram dominadas pelos ciganos, tudo roupa feita em Portugal, mas qualidade? Nenhuma. Cortes muito desengonçados, roupa que deixava tinta, feia e caía mal, tecidos sem qualquer qualidade.

Ia-se à loja comprar roupa e calçado para casamentos, baptizados, comunhões, para o passeio de Domingo à tarde. E era cara, muito cara. A Gant e a Boss ainda não tinham muito sucesso mas havia a Lacoste ou a Pierre Cardin para homem, que estavam então na moda, e a Adidas e a Puma. A marca de eleição para calças de ganga era a Levi's.

Em meados dos anos 90 os espanhóis com a Zara, Pull and Bear, Springfield, Massimo Dutti e outras marcas revolucionaram por completo o mercado. Roupa com bom desenho e por vezes com tecidos razoáveis a preços acessíveis a todos os bolsos.

Os têxteis portugueses ficaram preços nos anos 80 à miséria de uma produção típica de Terceiro Mundo e não quiseram imitar o que se fazia em Itália ou em França. Roupa de qualidade com preços acessíveis às classes médias e marcas com reconhecimento.

Os italianos têm muitas marcas com grandes qualidade e preços acessíveis que se encontram no comércio tradicional das cidades italianas. Tal não sucede em Portugal, onde tínhamos tanto conhecimento e tradição.

Porquê?

O que falhou e o que falha?

Zephyrus disse...

*ficaram presos

Zephyrus disse...

Também tínhamos o negócios dos móveis.

Nos anos 70 e 80 ia-se do Algarve a Paços para comprar os móveis.

Agora a moda é o IKEA.

Alguém também falhou e falha neste sector pois os nossos móveis tinham qualidade e não me parece que ficassem atrás do que se fazia, por exemplo, em Itália.

José disse...

"Os italianos têm muitas marcas com grandes qualidade e preços acessíveis que se encontram no comércio tradicional das cidades italianas. Tal não sucede em Portugal, onde tínhamos tanto conhecimento e tradição. "

Absolutamente certo e com um bom gosto impressionante.


"Nos anos 70 e 80 ia-se do Algarve a Paços para comprar os móveis.

Agora a moda é o IKEA. "

Igualmente certo.

José Luís disse...

Marca de roupa portuguesa com qualidade: Dielmar, com sede em Alcains, cujas exportações representam cerca de 60% das vendas.

josé disse...

A Dielmar é uma boa marca. Mas o bom é inimigo do óptimo.
Pondo-se um fato Dielmar ao lado de um Boss, a diferença de preço andará pelos 150 euros. Por essa diferença de preço prefiro o óptimo.

jorge gaspar disse...

É um problema de capital. Quando há pouco capital não há quem queira ou possa entrar em negócios com perspectiva de internacionalizar o produto ou de o exportar pelo resto do país ou de fazer melhorias no processo de produção de forma a reduzir custos ou aumentar a qualidade do produto ou ambos. Em alguns casos também podem existir leis que proibem que qualquer pessoa faça um certo tipo de produtos ou negócios. Para além disso, a internacionalização envolve muitos custos, e mais uma vez há falta capital na economia Portuguesa.
Se pensarmos nas grandes empresas e marcas mais conhecidas, todas elas se concentram em meia dúzia de países muito ricos. Quais são as grandes marcas da américa do sul ou de áfrica? Não me lembro de nenhuma, limitam-se practicamente apenas a ter grandes empresas de extracção de recursos naturais (pouco capital: financeiro e humano) já a Alemanha, Suiça, França, Itália, EUA e Japão têm várias marcas e empresas que se situam entre as melhores e mais conhecidas do mundo, (muito capital).

Em Portugal há produtos gastronómicos de excelência que apenas são vendidos numa cidade ou região. Já o Mac, que não tem nada de extraordinário passou de um negócio praticamente falido para um negócio de biliões.

Vivendi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vivendi disse...

Portugal tem algo de sui generis... na lógica de mercado.

Uma dimensão de mercado pequena mas com uma concorrência à sua volta fortíssima (Norte e Centro)* e por fim um Estado Castrador.

*
Vale do Ave capital do têxtil
Paços Ferreira capital dos móveis
Matosinhos capital das conservas
Felgueiras capital do calçado
Gafanha da Nazaré capital do bacalhau
Leiria/ Marinha Grande capital dos moldes, plásticos e vidros
... A metalo mecânica que está espalhada por todo o eixo Norte e Centro.


Faltam mais sinergias locais para aparecerem as empresas globais... Gasta-se mal a energia a tentar sobreviver quando existia condições para dar cartas no mundo. A qualidade existe e é o factor principal para o sucesso.

Apache disse...

Estes estudos (como muitos outros) valem o que valem. Dois mil adolescentes e adultos escolheram entre 138 marcas que a Marktest seleccionou como bem entendeu.

Apache disse...

Factores muito diferenciados podem ter estado na origem da escolha e um deles pode ter sido o facto de os inquiridos associarem a maioria destas marcas a Portugal apesar de estarem quase todas na posse de grandes multinacionais (até o jornalista que escreve a peça pensa que a Luso ainda é portuguesa quando na realidade é propriedade da Heineken). Mas muitas destas marcas têm várias fábricas em Portugal (como resultado de terem adquirido empresas portuguesas) e usam matérias-primas nacionais. Outro factor pode ter sido a antiguidade, várias destas empresas ultrapassaram ou estão a atingir o centenário e algumas espalham-se por quase todos os países do mundo, como a gigante Nestlé.
Mas há muitos factores hedonistas inexplicáveis pela racionalidade. Por exemplo, se pedirmos às pessoas que escolham entre a água Luso e a Cruzeiro, a maioria escolherá Luso, no entanto, a água é a mesma (a proximidade das fontes (inicialmente distintas) levou à sua ligação física). Outro exemplo é o da Sovena que, além de azeites de diferentes origens, fabrica várias marcas de óleo “iguais”, nas mesmas fábricas: Fula, Vegê, Frigi, Finóleo, Vitóleo, etc. e, no entanto, se pedirmos às pessoas que escolham, a maioria preferirá Fula.
Com os carros a questão é um pouco diferente. Em Portugal, as marcas alemãs gozam de um estatuto que não têm em muitos outros países. Julgo que tal se deve ao facto de serem mais caras que boa parte da concorrência (sobretudo, dos outros colossos industriais: Japão, França e Itália) mas ainda assim suficientemente baratas para poderem ter os seus produtos adquiridos por uma larga faixa da população, coisa que não acontece com as marcas de sonho, como a Ferrari.

Apache disse...

Mas ainda há quem coloque a racionalidade à frente da paixão. Na tropa conheci um Tenente que dizia que gostava tanto da Ferrari que tinha um Ferrari 600. E tinha “mesmo”. Tinha um Fiat 600, que na época tinha quase 800 mil quilómetros.

BELIAL disse...
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BELIAL disse...

Para as posses, que AINDA tenho...
CARROS
Alemães: mercedes, carrinha.
Japoneses: toyota (já tive nissan primera. bom)
ROUPAS
Emidio tucci, decenio, boss.
schneiders (sobretudo e gabardina)
meyer (calças)
gravatas. pedro del hierro (e algumas galli).
camisas p/medida (sou gorducho) feitas na camisaria machado, em Joane VNF (tiro lá as medidas, escolho tecido, mandam pelo correio)

zazie disse...

Engraçado isso de fazerem camisas por medida e enviarem por correio.

Em matéria de roupa acho que fiz 180 graus em relação à adolescência.

Também voltei a mandar fazer.
Ou isso, ou pelo Ebay umas coisas bonitas que não se encontram no pronto-a-vestir.

O pronto-a-vestir piorou com a globalização. Tudo igual e tudo de pior qualidade.

zazie disse...

E armações de óculos, idem. Já comprei pechinchas lindíssimas e depois a Zeiss encarrega-se de também colorir e graduar "à medida".

zazie disse...

360 graus, claro. ehehe Voltei ao "facismo" quando ainda Ana Salazar ainda só tinha a Maçã e havia a Carochinha e mais umas lojas de grande qualidade em Cascais.

Carlos disse...

Meus caros,

Como já aqui alguém referiu, os principais problemas na dimensão das nossas marcas, são: Marketing e capacidade financeira para influenciar os grandes lobbies internacionais.

E querem exemplos:

No calçado, as Josefinas;

No top da moda, Vicri;

Nas conservas, Atum Tenório, nas sardinhas Pinhal;

Nas confecções, A Decénio (o que fica a dever à Gant?)

Nos violinos, Capela;

Na cosmética, Ach Brito;

Na higiene, na Renova;

Etc..

zazie disse...

Mas fiquei a pensar nisso dos sumos.

Já há muito que estranhava ver Compal em toda a parte e toda a gente a beber aquilo até à refeição.

No local de trabalho também deixaram de ter água tónica porque era eu a única que a bebia.

Deve ser problema meu mas nem suporto sumos artificiais. De nenhuma marca. Mas da Compal a coisa ainda é mais pesada.

zazie disse...

Diria o leite Vigor se não conhecesse os leites do dia ingleses.

Sem ponta de comparação.

zazie disse...

Ah, e recomendo o café Negrita.

Ricciardi disse...

É engraçado, depois deste conversa ontem ao almoço perguntei à minha filha com 18 anos que marcas relevantes portuguesas e estrangeiras conhecia.
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Do estrangeiro disse de imediato a Apple, coca cola, google.
.
Das nacionais ficou a pensar e custou-lhe dizer a primeira. Com a minha ajuda lá foi dizendo a Compal, Ferreira (vinho do porto), Fastio, Vista Alegre, Bom Petisco, azeite Gallo.
.
Na verdade faço bárias vezes este exercício:
Imaginemos o nosso dia a dia, que marcas usamos desde q acordamos?
-acordamos com o som de despertador da Sony
- acendemos a luz de uma lâmpada da OSRAM.
- fazemos a barba com uma Philips ou Gillette.
- abrimos o frigorífico da Miéle, aquecemos o leite num microondas da Bosch.
- bebemos leite Mimosa ou Agros, manteiga Milhafre dos Açores. As laranjas provavelmente vem de Valencia e são espremidas num Moulinex.
- Usamos um carro Italiano ou francês ou alemão.
- Os pneus dão Michelin ou Continental. Mabor é raro.
- Paramos num gasolineira da Repsol ou da BP e da Galo, cujo petroleo vem de angola ou das arábias.
- ligamos para um cliente por um Apple ou Nokia ou Samsung.
- abrimos o computador com processador da Intel ou Celeron, um sistema operativo Windows ou IOS ou Android. Uma folha de cálculo Excel, um processador de textos Word, um photoshop, um adobe. A segurança dos sites bancários pela Verysign. Impressoras cannon, xerox.
- vamos ao supermercado e compramos carne da Polónia, peixe importado, fruta importada. Agua Luso, vinho nacional, leite nacional, sumos nacionais, refrigerantes estrangeiros. Conservas nacionais.
-
Vestimos roupas produzidas no estrangeiro e de Marcas estrangeiras.
- a roçadora é da Stilhl, a motosserra é chinesa, o tractor corta relva americano.
- a mota é japonesa.
- o mobiliário de jardim é sueco.
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.
Rb

Ricciardi disse...

Eu ainda não consegui encontrar em Portugal, mas se tiveres oportunidade procura o café Pilão do brasil. Não ha coisa melhor.
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Rb

Ricciardi disse...

Já experimentaste o de Pera Rocha da compal? Não ha outro semelhante. Os estrangeiros sabem a remédio.
.
Rb

zazie disse...

Pilão? verdade?

Eu não gosto de café muito amargo. Gosto de Negrita precisamente por ser suave.

É como com as cervejas- toda a gente prefere a Super Bock e eu prefiro Sagres.

Mas não sou gourmet (tirando o gin tónico eheheh)

Agora no resto, prefiro sempre o que é para durar.

A talhe de foice, também gostava a da pasta dentífrica do sindicalista Couto. Tudo o resto de higiene- Aderma.

zazie disse...

Não gosto de sumos enlatados, é isso.

De pêra nunca por nunca porque até detesto sumo natural de pêra. Só de imaginar isso concentrado e com aqueles conservantes, é melhor nem pensar

ehehehehe

zazie disse...

Mas não tomo sumos enlatados de marca alguma.

E tenho bom estômago. Não há-de ser por isso. Mas há coisas que me dão mesmo a volta à tripalhada.

Até tenho vergonha de dizer, mas detesto chá. Sempre que aquela malta escardalha começa com essas conversas dos cházinhos que vão de propósito comprar a Paris fico parva.
o chá dá-me vómitos.

zazie disse...

Gosto de sumo de laranja e muitíssimo de uma limonada.

Uma limonada é coisa barata e simples que passou de moda.

Não imagino porquê.

Floribundus disse...

diz-se
'ps num paga a traidores'

carlos disse...

A Boss já não é alemã, há anos. É italiana, como quase toda a moda de jeito.
As armações de óculos têm muitas marcas. Na realidade, são quase todas italianas, da Luxótica. Há também a Safilo, mais pequena, mas também italiana, que fabrica os que não são da Luxotica. Tudo italiano.

zazie disse...

Armações de óculos só de estilista.

Como tenho estes luxos acabo por comprar em segunda-mão coisas que daí a uns 2 ou 3 anos vão estar na moda por uma pipa da Miu Miu

":OP

Eu devo ser o alter-ego da Miu Miu.

Consigo prever as colecções deles. Deles e da Matsuda. Em matéria de armações de qualidade os nipos são os maiores.

zazie disse...

Óculos para uso diário ando com uns de armação Valentino- uma raridade encontrada no Ebay que foi pechincha e outros de sol BB.
Lentes, sempre Zeiss. É um exemplo de como os alemães sabem ser bons. A Zeiss faz lentes graduadas e coloridas/ bicolores, ate, por encomenda e iguaizinhas ao que se encomendou.

josé disse...

A Boss já não é alemã? Nem sabia. Mas é tudo bem feito.

zazie disse...

Quem é que disse que a Hugo Boss já não é alemã?

Essa agora...

zazie disse...

Ah, vi online- foi parte textil comprada pelo grupo Marzotto e depois ligada à Valentino.

Só pode dar ainda melhor resultado.

zazie disse...

Os italianos refinam todas as misturas. Em perfumes, a costela italiana do Emanuel Ungaro só melhorou a tradição francesa.

josé disse...

Em 1987 comprei um blusão de inverno da Boss, quando a loja ainda era na Av António Aguiar, numa subida quem vai para as Amoreiras.

Uma mistura de lá e caxemira com um design do género dos blusões americanos da aviação. Ainda o tenho e só não uso porque rebentou o fecho e já está muito velhinho. Mas guardo-o como exemplo da perfeição em estilo e qualidade de manufactura.

zazie disse...

É verdade e creio que a colecção para homem é superior à de mulher.

Nesta coisa dos trapos tenho umas manias desde os meus 6 anos. Conta a família que a partir da primária a minha "emancipação" foi desenhar a minha própria roupa.

Ainda hoje é mais ou menos assim, porque altero tudo. Devia ter posto a lucrar essa veia
eehehhe

Mas não tenho bolsa à medida dos gostos, daí preferir fazer a usar coisa "intragável".

zazie disse...

O melhor blusão desse género- à aviador, comprei-o da Chevignon e aquilo é para várias gerações

";O)

José Lima disse...

Não é verdade que nos anos 90 o vinho português fosse o pior do Sul da Europa; esta década, aliás, foi a da “explosão” dos vinhos portugueses, em especial, os do Alentejo - o que já então se produzia no Esporão, na Cartuxa, nas Cooperativas de Reguengos, Borba, Redondo e Vidigueira, ou no Dão (Casa de Santar e Quinta de Cabriz) não envergonhava ninguém face ao que se fazia lá fora (e conheço bem os vinhos espanhóis, os da Rioja, mas também de Ribera del Duero, de Penedés, de Valedepeñas e da Extremadura).

De resto, a exemplo de outros comentadores, aqui ficam algumas das minhas preferências, todas de marcas portuguesas:

- Sumos: Copa (Cooperativa de Alcobaça) que são os melhores de Portugal e de nível mundial, a anos-luz de qualquer Compal; se puderem, experimentem que não se arrependerão - http://www.copa.pt/;

- Roupa de homem: fatos (Dielmar e descobri recentemente a My Suit), camisas (antes Victor Emmanuelle e agora Vitor E), gravatas (Sacoor, Dielmar e Wesley) e informal (Gant - a Decénio, de Vila Nova de Famalicão, produziu e produz (?) para a Gant, daí as semelhanças entre ambas as marcas);

- Sapatos - Armando Silva e Carlos Santos (MackJames).

Enfim, termino como comecei, pelo vinho: o Mateus Rosé é uma zurrapa, mas uma agradável zurrapa para dias de Verão, quando não nos cai bem o branco e não queremos suportar o peso de um tinto.

carlos disse...

miu miu? calha bem; pertence à Luxottica; como os oculos Prada, os Ray Ban, etc etc
Os italianos dão cartas na moda, mesmo que as pessoas não saibam.

zazie disse...

Completamente.

Não sei a explicação mas é absolutamente verdade.

josé disse...

Sapatos - Armando Silva e Carlos Santos (MackJames).

A marca Armando Silva é boa e é a que tenho agora comprado. Mas não se compara à Mariano dos anos oitenta.

Acho que é um problema de desenhadores, de estilistas.

zazie disse...

Acho piada a este tipo de conversas porque é daquelas coisas em que a Esquerda e suposta Direita se juntam e ninguém se lembra em desatar a berrar contra "os nossos donos" ou o famigerado capitalismo que faz de todos "consumistas"

eehhehehe

zazie disse...

No outro dia estava um colega meu a protestar contra "o inimigo" sem cabeça- essa hidra do capitalismo global que nos controla, com uma das mãos no ar e outra a agarrar o Ipad.

Apache disse...

“Na década de 90 tínhamos o pior azeite do Sul da Europa” [Zephyrus]
Diz o povo que gostos não se discutem. E a qualidade é (sempre) de avaliação subjectiva.
Este ano, o Azeite Gallo “Colheita ao Luar” foi eleito melhor Azeite do Mundo na categoria Frutado Maduro.
Os nossos azeites costumam receber, com frequência, medalhas internacionais em concursos de qualidade.


“Só de imaginar isso concentrado e com aqueles conservantes, é melhor nem pensar” [Zazie]
O sumo de que o Ricciardi fala é este: http://www.hipersuper.pt/wp-content/uploads/2010/06/Compal-pera-rocha.jpg pode gostar-se ou não (acho os Compal Clássico muito bons por comparação com a concorrência mas, repito, gostos não se discutem). Este sumo não é concentrado (não é para juntar água, bebe-se como vem do pacote ou garrafa) e não tem conservantes (é embalado sem ar e tem cerca de 50% de sumo, pelo que, não precisa da adição de mais antioxidantes que os já existentes na fruta).