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sábado, 18 de julho de 2015

Droga em Portugal: o começo do problema do tráfico





"Droga, loucura e morte" foi um slogan do início dos anos setenta, quando o problema do tráfico de droga se coemeçou a sentir por cá, em 1972, como relata esta extensa reportagem do Século Ilustrado de 4 de Março de 1972 da autoria de Paulo Figueira. Um artigo exemplar, aliás, de um jornalismo que já não se faz. Não é "cordial"...

Como se pode ler não foram os "retornados" que trouxeram a droga para Portugal...






7 comentários:

muja disse...

Um artigo destes em pleno obscurantismo...

Espantoso!

Floribundus disse...

publiquei 2 livros sobre drogas e alguns artigos em revistas profissionais

o presente não interessa a ninguém

parece que os cartéis da droga compram o silêncio

ou este existe por ignorância

dada a inoperância dos estados em combates falhados

excepto em lavagem em empreendimentos ...

pergunto-me da validade da sua distribuição nas farmácias


igualmente me pergunto: quem informou o 'adiantado mental', vindo da EPC, que MC estava refugiado no quartel do Carmo?

João José Horta Nobre disse...

Excelente artigo!

Divulguei:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2015/07/droga-em-portugal-o-comeco-do-problema.html

Maria disse...

Ainda não li os artigos mas vou lê-los de uma ponta à outra. Cingindo-me apenas e já aos elogios que o José tece relativamente ao autor de um deles, Paulo Figueira, sem crer errar muito, parece-me que seria o filho de Manuel Figueira, herdando naturalmente a inteligência do Pai. Este, um extraordinário jornalista, pessoa de bem e uma alma boa, qualidades reconhecidas até pelos comunistas e oposicionistas ao regime que colaboravam com artigos e crónicas para o Jornal O Século (como Baptista Bastos que o afirmou em directo na RTP - canal televisivo onde M.F. havia sido anteriormente director de informação - e se não estou em erro também Ruben de Carvalho o elogiou, bem como vários outros colegas esquerdistas que com ele haviam trabalhado e o atestaram). A culpa do que aconteceu àquele Jornal e aos seus jornalistas deveu-se às acções criminosas dos revolucionários comunistas e extremistas usurpadores de cargos e responsáveis pelos saneamentos a torto e a direito de milhares de trabalhadores honestos, de patrões sérios e de directores competentes, incluindo os encerramentos forçados de milhares de empresas de sucesso e de fábricas produtivas, para em seu lugar colocarem os camaradas e amigos do partido, a maioria dos quais nulidades completas, dando cabo desde modo 'altamente democrático e sumamente patriótico' de todas essas empresas e em que se destacou, como não podia deixar de ser, o centenário e prestigiado Jornal O Século. Como é do conhecimento geral, quem capitaneou a tropa d'assalto que iniciou o golpe sujo que culminou com o encerramento de O Século, foi esse traidor à Pátria Manuel Alegre e inimigo-mor nº3 dos portugueses - sendo os nºs 1 e 2, respectivamente, Soares e Almeida Santos - e de tudo o que fizesse/faça recordar e honrasse/honre o regime do Estado Novo e consequentemente a ter que ser varrido do mapa para sempre. Se bem o orquestraram, melhor o fizeram.

O José saberá quem foi Manuel Figueira. Para quem não saiba, ele foi um português de lei, um profissional íntegro e um jornalista brilhante, amigo do seu amigo e protector de alguns oposicionistas ao regime d'então. Morreu ainda relativamente novo. Homem extremamente sensível, sempre pronto a ajudar o próximo, não conseguiu ultrapassar a profunda tristeza em que mergulhou após a extinção de O Século. Apesar do sistema ainda lhe ter ofertado um outro cargo ligado à comunicação social, tratou-se apenas de puro cinismo para hipòcritamente disfarçar as injustiças precedentes. O que porém estava escondido no falso altruísmo dos ofertantes era que ele, sob pressões mil do mesmo sistema, acabasse por desistir do dito cargo por desilusão e cansaço. Perante as humilhações semi-camufladas por que passou depois do 25/4, mas principalmente pela injustiça de que se sentiu objecto no Jornal O Século, ao qual se havia dedicado de corpo e alma, tendo perfeita consciência de jamais ter traído a sua profissão, em qualquer dos cargos exercidos, os seus colegas ou o seu País durante os muitos anos que levou de jornalismo, honrando este com isenção, dedicação e saber e obtendo dele igual reconhecimento, a pouco e pouco foi perdendo a alegria de viver e quando esta se esvai nada mais resta.

O ser humano pode morrer de tristeza e amargura. Foi o que sucedeu a Manuel Figueira.

Floribundus disse...

início do vol de 400 pg que seria a minha tese se tivesse sido aprovado


Cérebro e funções cerebrais
Das áreas cerebrais humanas algumas existem noutros animais, mas outras são perfeitamente específicas. Interessa destacar: o córtex cerebral, sede da percepção, do pensamento lógico, de certos componentes da actividade motora; as zonas extra piramidais, que surgem por debaixo do córtex, e integram a informação que permite obter o movimento coordenado pelo cerebelo; o sistema límbico que permite a recepção das percepções e pensamentos.
O sistema límbico compreende diversas estruturas colocadas imediatamente abaixo do córtex; possui conexões nervosas com outras regiões cerebrais, algumas das quais se unem ao hipotálamo, zona ligada à hipófise, glândula fundamental para as secreções hormonais. Estas conexões fazem com que os nossos estados “emotivos” alterem os níveis hormonais e preparem o corpo para “fugas” ou “agressões” em caso de necessidade. Supõe-se que, entre outras estruturas a amígdala seja a causa primeira do comportamento emotivo. A importância do sistema límbico pode observar-se seguindo substâncias opiáceas marcadas com carbono radioactivo: verifica-se que se encontram aí a maioria dos seus receptores sobretudo no nucleus ceruleus.
O SN vegetativo regula os órgãos de forma involuntária e autónoma. Constituem-no dois sistemas diferenciados: o simpático estimula, o parassimpático inibe.
Os neurónios são células do SN responsáveis pela condução dos impulsos nervosos. No corpo humano existem aproximadamente 10 à 11ª potência. Compreendem as seguintes partes: corpo celular com o respectivo núcleo, dendritos, axónios. Por dendritos entendem-se as ramificações da membrana exterior onde se localizam os receptores dos sinais eléctricos dos outros neurónios. Os axónios funcionam como transmissores dos sinais eléctricos enviados aos outros neurónios por intercâmbio de iões Na+ e K+ nas membranas.
Por sinapses designam-se os espaços situados entre a dendrite de um neurónio e o axónio de outro.
Consideram-se neurotransmissores as substâncias químicas transportadoras dos sinais químicos através das sinapses.

Maria disse...

Um texto e pêras. Muito bem escrito e exemplarmente documentado. Será que o autor, Paulo Figueira, ainda anda por aí para lhe podermos dar os parabéns? Por mim agradeço-lhe José tê-lo publicado.

Gostei igualmente dos restantes artigos. Parabéns ainda por este seu magnífico acervo documentativo e por dar-nos a possibilidade rara e importantíssima de a ele poder ir acedendo.

BELIAL disse...

Droga, loucura, morte.

http://oobservatorium.tumblr.com/post/53867972475/droga-loucura-morte