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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

PCP, o partido fóssil

O PCP actual é o PCP de há 40 ou mesmo 50 anos. A actualização doutrinária é nula, os princípios são os mesmos de sempre, as crenças e métodos propagandísticos os mesmíssimos. Até a linguagem usada é a mesma, com uma pequena variação semântica. As palavras de ordem actuais são "por uma política patriótica e de esquerda" e ainda "derrotar a política de direita , construir a alternativa patriótica e de esquerda" e, claro, "reforçar o partido".

Prova?

Aqui estão várias páginas da revista O Militante de Julho-Agosto de 2015. Consultar estes textos e os do Avante de há quarenta anos só apresenta  diferenças na conjuntura histórica. De resto, as ideias são as mesmas porque a ideologia não mudou uma vírgula do velho marxismo-leninismo.
Em Maio deste ano o PCP participou numa conferência em Praga "no quadro das relações fraternais entre o PCP e o PCBM", o partido comunista da Boémia e da Morávia e lá mandou este discurso.  Há dez anos já lá tinham ido para ao mesmo efeito: defender o comunismo mundial na época actual.  


 Por cá, as nacionalizações de 1975 foram o culminar do processo revolucionário, no campo económico. Apesar da comprovada falência do sistema, exemplarmente demonstrada nos países de Leste que se tornaram visceralmente anti-comunistas, e por cá com os "elefantes brancos",  o PCP continua a apostar nesse cavalo de tróia e a lamentar que se desfaça o que então se fez. Qualquer vituperação a tais ideias fossilizadas é vista como uma defesa do "fascismo", coisa horrível que não rima com comunismo porque este pode muito bem ser pior, mas será heresia dizê-lo nos media.




No âmbito do historial do PCP continua a haver lugar ao martirológio interno e nesta revista dá-se conta de dois desses mártires, caídos por acção do "fascismo":



Neste martirológio nacional-comunista não entram as vítimas do comunismo nacional, aqueles que o PCP assassinou, por serem "traidores" , nem sequer a história do que vigorou até 1989, no Leste europeu.
Os militantes do PCP não conhecem essa História, não querem conhecer e têm raiva a quem conhece, apodando-os de "fascistas" ou pior ainda.
Em abono da verdade deve dizer-se que os restantes media nacionais também nunca se esforçaram muito por mostrar essa realidade histórica devido ao facto de muitos jornalistas terem sido do PCP ou de uma Esquerda comprometida com o comunismo. Não estou a ver uma Judite de Sousa que veste Prada a contar a história do comunismo quando a criatura ainda acreditava nisso.

Por isso é necessário rebuscar outras publicações como seja a revista francesa L´Histoire, nesde caso de Fevereiro de 2007. Aqui se conta uma pequena história da polícia política da Alemanha de Leste, a STASI, um modelo de polícia copiado do KGB russo ou de outras similares que eram a norma da repressão comunista nesses países e provocaram milhões de vítimas que O Militante desconhece.



Esta evidência que deveria ser mais que suficiente para extinguir o PCP do jogo democrático nacional, uma vez que é um partido profundamente anti-democrático, no modo como tal é entendido na Europa ocidental e ainda hoje defende regimes totalitários porque sustenta uma ideologia desse tipo, tem afinal o apoio dos media nacionais que o consideram um partido "como os outros" sem lembrar ás pessoas as perversidades do comunismo que o PCP defende, o verdadeiro fascismo que representa, porque adepto de um totalitarismo sectário e sem lugar na sociedade moderna.

Ainda nos dias de hoje há quem defenda o regime da antiga Alemanha comunista, com Honnecker, o torcionário totalitário e estalinista que nunca alterou uma vírgula do discurso, tal como o PCP. 

Jerónimo continua a defender Álvaro Cunhal como um modelo e exemplo da "luta contra a austeridade"...

É espantoso como estas verdades se escondem nos media nacionais, transformando-se um partido mil vezes pior que qualquer regime salazarista do tempo da repressão, da PIDE e da Censura dos anos 40 e 50, num partido de anjos democráticos e respeitáveis.

A esquizofrenia política que isto representa não tem qualquer explicação razoável a não ser a que dei: comprometimento de quem manda nos media com a ideologia antiga do PCP.

209 comentários:

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zazie disse...

É uma coisa impressionante e está tudo cada vez mais comuna.

álvaro silva disse...

O que eu mais gosto nestes crentes da marreta e da foicinha é no seu estrénuo sentido de luta aos quatro ventos apregoada e repetida até á exaustão das gargantas, pois de físico não me parece pois já tinham morrido de cansaço e desidratação. Mas quem o conhece há pelo menos 45 anos sabe que é técnica para beberem umas cervejolas e mamarem umas sandochas de coiratos. Foram sempre assim, mas dantes ainda colavam uns cartazes e faziam umas manifestações. Agora é mesmo quase só a brigada do reumático, á espera que a "missa do camarada Girómino" acabe para abancarem a uma sombra e secarem o paiol e a adega do partido do grande burguês que foi o Barreirinhas do Cunhal que sempre xulou os camaradas russos, checoslovacos e portugueses á custa de quem viveu sem nunca dobrar a mola (Perdão só a dobrava para fazer filhos nas camaradas mais jeitosas), por cá é bem conhecido como se abotoou com os gados, máquinas agrícolas e recheios das herdades no tempo da reforma agrária. Isso deu e ainda dá para comprar teatros, quintas e a múltiplos mainatos a quem eufemísticamente chamam funcionários do partido. quem não os conecer que os compre e durma com eles/as.

Neo disse...

Há dias, o convidado da SIC-Notícias era Jerónimo de Sousa.
O Jerónimo aproveitou para lembrar a luta pela liberdade do PCP antes de 74. Algo que nunca aconteceu. pretendiam apenas substituir a ditadura por outra pior.
Após o que recebeu um rasgado elogio da Teresa Dimas.
Por lá ficaram a palrar, numa realidade paralela.
Ele fingia-se democrata e ela fingia acreditar.
É isto, a imprensa portuguesa. Vende ficção.

José disse...

Teresa Dimas?

De onde ver tal personagem? É preciso ver para se perceber...

contra-baixo disse...

"extinguir o PCP do jogo democrático nacional"

como? nas urnas ou por via administrativa?

josé disse...

Como fizeram os países de Leste...simples.

José Luís disse...

"Como fizeram os países de Leste...simples."
100% de acordo!

contra-baixo disse...

Uma solução à romena e afins, portanto.

contra-baixo disse...

Com a diferença que em Portugal o PCP não é poder.

José disse...

Também já não o eram os pc´s dos países de Leste...

José disse...

O PCP pretende a repristinação de tudo o que era o sistema comunista pré-queda do muro. Incluindo polícia política, censura e fronteiras fechadas.

Se for de outro modo deixam de ser como são e transformam-se em social-democratas como o PS. Ora isso é o que mais detestam.

Só não vê isto quem não quer ver.

José disse...

Para o PCP a UE é "irreformável". Está na revista que citei.

José disse...

O método do PCP é o leninista: um passo à frente e dois atrás se for preciso para depois avançar o caminho todo.

Foi exactamente o que fizeram no PREC e só não vê isto quem não quer. As declarações de Cunhal na época são claras e apresentam uma evolução conforme lhe parecia que estávamos a caminhar para o sovietismo.

José disse...

Neste momento estão nos dois passos atrás e arrastam os pés à dezenas de anos. Mas não desistem porque são crentes.

José disse...

...há dezenas de anos. Por isso é que se dizem democratas e participam no parlamento burguês e concorrem a eleições burguesas e fazem de conta que são como os demais partidos. mas não são.

contra-baixo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
contra-baixo disse...

Ninguém é obrigado a gostar do PCP, até acho que é um direito seu fazer os processos de intenção que quiser; agora o que vejo é um partido integrado no sistema constitucional português, que governa uma parte considerável das câmaras e não consta que as mesmas vivam em revolução permanente.
Seria entanto da maior transparência que expusesse o seu método (instrumento jurídico legal) que levaria a "extinguir o PCP do jogo democrático nacional", se pelas urnas, por fuzilamento dos seus lideres, como na Roménia, ou se por proibição constitucional como o fizeram recentemente os "democratas" ucranianos ou checos quando o PC la do sítio começou a arrebitar cabelo.
creio que se inclina para estas duas últimas hipóteses, já que na primeira parece acreditar pouco ou nada.

El Monti disse...

O partido do Jirónimo falar em patriotismo é de morrer a rir se não tivesse sido trágico no passado.
De internacionalista a pátria!!!
De proletário a capitalista onde os milionários se multiplicam à custa da exploração do povo.
Putin é um exemplo disso e nem vale a pena falar na China quanto mais na Coreia do Norte ou na Venezuela ou no Brasil

José disse...

Não vale a pena desconversar com os fuzilamentos porque isso seria o que fariam os próceres do PCP se chegassem ao poder efectivo e sem entraves.


O que fizeram os países de Leste foi depois da queda do Muro e proibiram esses partidos estalinistas, como o PCP o é ( disfarçando por motivos tácticos) e sempre foi.

É isso que tem que ser denunciado por cá.

O facto de haver autarcas comunistas nada tem a ver com isso, apenas denota que há um recuo táctico que também passa por aí, pela conquista de mais camaradas, por esse meio.

Tal como se proibiu a existência de partidos nazis, também o PCP deveria ser proibido enquanto partido estalinista como é sempre foi e não o esconde muito nos escritos dos seus militantes na O Militante.

Afinal Estaline matou efectivamente mais pessoas que Hitler e tal parece-me um facto indesmentível.

José disse...

O que se passa na vida democrática nacional com o PCP é um escândalo porque é um permanente fazer de conta e contemporização com um partido estalinista.

José disse...

Ninguém tolera um partido nazi e todos toleram um partido estalinista...

José disse...

Que ainda por cima faz de conta que não o é para não assustar as pessoas...

JC disse...

O PCP não necessitava de ser extinto ou proibido.
Extinguia-se por si - ou ficava reduzido a uma ínfima expressão - se a comunicação social em geral deixasse de o tratar como se fosse um partido democrático e contasse as verdades sobre o PCP e o que foi - e continuam a ser - os países onde os comunistas são poder.

contra-baixo disse...

"Ninguém tolera um partido nazi e todos toleram um partido estalinista..."

Porque será? eventualmente porque não são a mesma coisa. Mesmo não sabendo bem o que é um partido estalinista (o que sei é que se trata de um estilo de liderança, e nesse ponto o Cavaco foi o maior estalinista da democracia portuguesa, o homem que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas) sei no entanto que uma ideologia é o mal em si e a outra não, podendo entender-se como genuinamente boa.
No mais, o que afirma em relação ao PCP, estão em causa processos de intenção sem qualquer sustentáculo histórico e que a generalidade da população portuguesa não reconhece (em termos de relações pessoais, o que há mais por aí são relacionamentos entre comunistas e não comunistas).

contra-baixo disse...

JC,

Ao que consta o PCP é o partido que menos ocupa o espaço mediático que neste momento, em termos de notícias, até o Livre o supera.

José disse...

"Mesmo não sabendo bem o que é um partido estalinista"

Se não sabe...porque pergunta?

José disse...

"processos de intenção sem qualquer sustentáculo histórico"



Quantos militantes o PCP assassinou por traição? Também é processo de intenção?

José disse...

O que Zita Seabra descreveu e narrou é processo intencional?

José disse...

Se o estalinismo é um "estilo de liderança" porque é que não assumem o mesmo em relação a Salazar?

contra-baixo disse...

"Se não sabe...porque pergunta?"

Estava à espera que me dissesse.

"Quantos militantes o PCP assassinou por traição? Também é processo de intenção?"

Antes ou depois do 25 de Abril, eram militantes ou infiltrados do regime? qual foi a motivação? por exemplo na praia do Meco foi por motivos passionais e não políticos.

José disse...

Não diga que não sabe dos demais...e isso é imperdoável e estalinista. Não no estilo mas na essência.

José disse...

E não me diga que não conhece o celebrado herói comunista Francisco Miguel.

Os militantes é que não conhecem esta história...

José disse...

E não me diga a preferência especial que Cunhal nutria pela antiga RDA um paraíso comunista em que a STASI não podia comparar-se com a PIDE porque era o que os factos demonstram e são indesmeentíveis.

Porquê tamanha cegueira?

José disse...

Como é que é possível continuar a defender regimes totalitários no séc.XXI e com métodos estalinistas dos anos 40?

Acha que o Jerónimo é um democrata que aceitaria os partidos de "direita" a reivindicarem a liberdade de mercado se tivesse o poder político?

QUem é que acredita nessas histórias de carochinha? E como é que os jerónimos lidariam com isso?

Eu digo-lhe porque já lidaram e está aqui tudo neste blog se quiser consultar.
Pode começar pelas palavras Saramago, Diário de Notícias Portadaloja

muja disse...

Não sei se bem percebo as suas razões José.

Sob que critérios se proibiria o PCP?

Por ser contra a democracia ou anti-democrático? Mas eles dizem que não são...

No plano dos factos e da realidade política do presente, a verdade é que são tão democráticos como os outros, como já alguém apontou.

Mas admitamos que se proíbe. O que os impediria de fomentarem as instituições para-partidárias e distribuir a sua propaganda na mesma? Proibia-se a propaganda?

Do meu ponto de vista não faz sentido proibir uns partidos e permitir outros. Porque ao fazer a diferenciação nesse plano caímos rapidamente numa contradição, dentro da democracia. Em democracia um partido apenas obtém o poder mediante os votos que arrecada. Portanto, são os votos que decidem. Ora se se filtra politicamente o que pode ou não ser votado a priori, não é isso uma contradição da democracia?

Para mim, ou se proíbem todos, ou não se proíbe nenhum. E naturalmente a minha preferência é para proibir todos.

Acho curiosa esta sua posição à luz do temos discutido acerca da censura e propaganda. Não me parece muito coerente.


zazie disse...

Se são proibidos partidos ditos nazis, então há toda a lógica para se proibirem partidos que defendem totalitarismos estalinistas.

A questão não está no nome do PCP mas nos seus estatutos e no que defende.

Há partidos ditos comunistas no resto da Europa mas estalinista só o nosso.

contra-baixo disse...

"Acha que o Jerónimo é um democrata que aceitaria os partidos de "direita" a reivindicarem a liberdade de mercado se tivesse o poder político?"

O que é para si a liberdade de mercado? a desregulamentação total e absoluta dos mercados e os monopólios? acho que não aceitaria. Mas creio que Marcello Caetano, e bem, também não aceitava.


"A questão não está no nome do PCP mas nos seus estatutos e no que defende."

Zazie, para meu esclarecimento, cite-me um artigo dos estatutos que ateste o que enuncia.

zazie disse...

Tem aí no jornal deles e procure o resto porque defendem a tomada do poder por meio da Revolução.

Por outro lado, mostre-me v. o programa de algum partido nazi que defina o extermínio de judeus.

É que o motivo para serem proibidos é esse e os comunistas estalinistas defendem a tomada do poder pela força e o extermínio dos capitalistas.

zazie disse...

O PCP nem sequer permite que na intersindical exista dirigente superior sem ser militante do PCP

O PCP português é uma coisa anacrónica no mundo ocidental democrático.

Só não vê isto quem tem problemas de complexos de esquerda

zazie disse...

Eles apoiam e defendem ditaduras e mais nenhum partido comunista de algum país normal o faz.

São únicos e estão a par da Coreia do Norte e qualquer dia até Cuba deixa de os reconhecer

zazie disse...

Impor a ditadura do proletariado e impor a estatização da economia é um totalitarismo que se praticou no PREC e ainda vivemos os seus efeitos.

Não foram mais longe porque não tomaram o poder.

O que v.s agora dizem é que é pena que não tomem o poder por causa do famigerado capitalismo.

São imbecis.

Quem acha que o capitalismo é uma coisa contra-natura é alguém contra-natura e idiota

Neo disse...

Não vejo nenhuma razão para polémica na afirmação do José.
É passível de discussão a proibição de um partido que uma vez no poder acabaria com a liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade de circulação, promoveria uma polícia política e não hesitaria em eliminar fisicamente os opositores políticos?
Podemos fingir que o PCP não é comunista, mas só até por uma qualquer circunstância do destino, ele chegar ao poder.
Fingir que não cometeram assassinatos, que não colaboraram com o imperialismo soviético na guerra contra Portugal.
Enfim, teríamos que participar nesta mascarada miserável montada pelos grupos de comunicação e esquecer no que redundou na totalidade dos casos em foi posta em prática..

José disse...

E isso sem falar na realidade que foi o pacto de não agressão celebrado por Estaline nas vésperas da II Guerra se estender à URSS...

Estaline dizia bem de Hitler e os comunistas publicavam laudatórios no Pravda, por supuesto.

muja disse...

Continuo sem perceber claramente qual é o critério a usar.

Aplicava-se apenas ao PCP, ou à extrema-esquerda em geral? E como se definia isso?

O que se faz em relação à extrema-direita devia ser ilustrativo de que não é por aí o caminho. A não ser que se concorde.

Mas em se não concordando, também não é porque se faz mal em relação a uns que se justifica fazê-lo a outros.

Para mim, isto é tudo resultado da grande trapalhada e inerente contradição existente num sistema fundamentalista democrático. Bem não, para proteger a democracia e as liberdades no papel, começa extinguir-se uma e outras no concreto do quotidiano.

Já o dizia Salazar...

álvaro silva disse...

E os ditos comunistas franceses colaboravam bem com a frança de Vichy e até devolviam alguns camaradas (os que não pertenciam á ortodoxia) ao general Franco, bem mais que os que dizem que Salazar mandou de volta, mas não para os nacionais e sim para os républicos pois carregou-os todos num barco, salvo erro o "Niassa" para Valência. Deste episódio pouco conhecido não se fala pois não convém, mas é o que é e depois vem os marretas do PC aldrabar os factos,

álvaro silva disse...

Corrigindo, foram 1435 refugiados republicanos que se encontravam em Portugal , foragidos dos "nacionais", a quem o Estado Português facilitou o navio "Niassa" e desembarcaram em Tarragona.

José disse...

muja:

como é que os países de Leste resolveram o problema dos partidos comunistas estalinistas que tinham? Acabaram com eles porque as pessoas foram informadas maciçamente do que tinham feito, para além da experiència pessoal que tinham.

Por cá, Salazar ocultou com a Censura e depois continuou a ocultação feita pelos próprios.

José disse...

O problema resolve-se com informação. Não é propaganda: é mesmo informação e debates.

Denunciar a estrutura anti-democrática do PCP é um dever de cidadania.

José disse...

A extrema-esquerda é a "doença infantil do comunismo" como diz o PCP. Morrendo o bicho acaba a peçonha.

muja disse...

Em relação à informação está muito bem. Mas se a questão se resolve com informação, para que é a proibição?

E em relação à propaganda: V. Proibe o partido e permite a propaganda? Ora uma coisa e outra, ainda para mais no caso do PC, equivalem à mesma.

zazie disse...

É um dever de cidadania mas são os próprios professores quem faz comícios nas escolas acerca do Cunhal.

Não dá. Isto é uma doença geral escardalha que é única.

E vem tudo do mesmo- do papão das trevas do "facismo".

Em nome disso ainda o PCP é um herói nacional.

José disse...

Não defendo a proibição do PCP se também for abolida a proibição de partidos fascistas. Senão a lógica não faz sentido.

Portanto, defendo que existam livremente organizações ditas fascistas e comunistas e se possa informar quem quiser sobre estas ideologias e seus efeitos, o que está muito longe de suceder no panorama mediático nacional.

Portanto, o problema da proibição fica resolvido desse modo.

Carlos Conde disse...

O comunismo não se discute: despreza-se.
Ou se é, ou não se é (comunista).
Quanto à situação desgraçada que se vive em Portugal podemos agradecer ao espírito de tolerância que foi sendo incentivado desde o 25/4.
A comunicação social e a cáfila de eleitos que reflectem o povo que somos, conseguiram, ao longo dos anos, transformar a imagem de um bando de criminosos numa espécie comunistas civilizados, diferentes dos bolcheviques inicias, com os quais, dizem, podemos coabitar.
A reversão da situação actual não será difícil.
Com o mesmo descaramento, inconsciência e oportunismo que se declararam comunistas, se um dia a situação política se alterar, irão declarar a pés juntos que nunca foram comunistas nem simpatizantes e imitar os seus camaradas mais precoces.

José disse...

O PCP é a esquerda em geral são o factor número um do nosso atraso económico.

Paradoxalmente, tornou-se factor de evolução social com as reivindicações em nome dos trabalhadores e a melhoria do seu estatuto.

Mas isso é apenas um efeito colateral das reivindicações para chegarem ao poder. Se lá chegassem os mesmos trabalhadores seriam os principais prejudicados. Daí o aparente paradoxo.

José disse...

Acho que o comunismo não se deve desprezar mas combater. Com todo o empenho.

É o que faço por aqui.

zazie disse...

Pois faz, ehehe

Phi disse...

"O PCP é a esquerda em geral são o factor número um do nosso atraso económico. "
Ò José, aprofunde lá a coisa, como chega a esquerda ao poleiro?

muja disse...

Bom, então assim estamos de acordo nesse ponto em particular.

De resto, continuo a achar que partidos é treta e deviam acabar.

No mínimo, fazer mais ou menos como em Inglaterra e isolar o máximo possível a Administração Pública deles. Porque esse também é um problema grave. Está tudo minado.

Daí que mesmo na sorte improbabilíssima de chegar alguém com vontade e saber de fazer alguma coisa de jeito a um lugar com poder, nada lhe é possível porque a cada nível da AP os agentes dos partidos oponentes sabotam-lhe os esforços.

José disse...

"Ò José, aprofunde lá a coisa, como chega a esquerda ao poleiro?"

Se for aos sumários deste blog, aí em baixo encontra toda a explicação ao longo do último ano. Mas é preciso ler...

Carlos Conde disse...

O combate ao comunismo com os métodos disponíveis e permitidos é como combater a praga do escaravelho das palmeiras, com uma raquete de ténis.

Acompanho, respeito e louvo o seu esforço, mas nas condições existentes é uma tarefa inviável.

José disse...

Tendo a concordar, mas não custa tentar e se forem bastantes talvez haja algum efeito.

Não tenho ilusões, mas não é por isso que desisto.

zazie disse...

Eu devo ter falta de jeito que ainda ficam mais comunas do que já eram

ehehehehhe

José disse...

O comunismo é como uma religião que só se abandona quando se perde a fé.

E a fé é uma cousa misteriosa...

José disse...

A melhor táctica para abalar a fé é minar os seus alicerces pela lassidão na sua prática e pela descoberta de um qualquer absurdo que a derrota de vez.

Mas reconhecer o absurdo mesmo em frente do nariz é coisa difícil para quem tem fé.

zazie disse...

Mas os idiotas úteis que defendem o PCP e votam nele, não o fazem por fé mas pura e simplesmente por interesse de grupo que vive do Estado.

O meu pimpolho disse-me agora que todos os antigos colegas dele que vivem de bolsas ou foram para profs deram em comunas.

Mas comunas de voto e defesa do PCP.

E nada tem a ver com luta de classes pois eram oriundos de famílias da média-alta burguesia.

É preciso tirar este exagero de dependência do Estado para as coisas mudarem.

Porque é mesmo um exagero como não existe noutro lado.

Ou existe- existe nos exemplos dos coitadinhos com que andam na boca- na Grécia.

Mas não é para esses bons exemplos de modelos sociais e económicos que defendem que depois emigram.
É para os ultra-neo-liberais- como lhes chamam enquanto estão por cá.

zazie disse...

Por outro lado, deu-me o exemplo de um único que decidiu criar empresa.

Um só.

É uma geração assim.

José disse...

Para onde vão os emigrantes da Síria e do Iraque? Vão para a Rússia?

zazie disse...

Mas os avós deles não eram assim.

Este estatismo é fruto de Abril e foi a partir daí que a mentalidade mudou porque se criou uma falsa classe média desse modo.

zazie disse...

Vão todos para os famigerados países capitalistas e liberais.

Tudinho que é mesmo assim porque em tocando à barriga eles sabem como se defendem cá e como se defendem em indo para fora.

Cá defendem-se com barriguismo mais fácil.

José disse...

Estou cada vez mais convencido que o melhor sistema económico e social que tínhamos era o de Marcello Caetano. Não era o de Salazar, mas o de Caetano. Para qualquer lado que olhe, vejo vantagens nesse sistema.

José disse...

E por isso deveríamos estudar o mesmo e melhorar o que careceria de melhorias. Mas a essência,seria de preservar.

zazie disse...

Mas ninguém se atreve a isso, José.

Já imaginou algum político a dizer que se devia estudar o marcellismo para voltar a aproveitar muitos exemplos?

Imagina alguém?

Eu não.

E também não vejo uma única pessoa a dizer e fazer isto nas universidades.

zazie disse...

A bem dizer, acho que é o José e mais um ou outro

ehehehe

Os restantes até dizem mal por ser uber-salazaristas.

":O))))))

E na universidade aprende-se que o modelo económico do Estado Novo era de capitalismo de Estado.

Incluindo o Marcello.

zazie disse...

Aliás, era a isso que se referia aí em cima o contra-baixo.

O modelo de esquerda é bom porque até o Estado Novo era anti-mercado porque era capitalismo monopolista de Estado.

Dizem isto até sendo historiadores.

Phi disse...

Sem faltar, como é óbvio, ao respeito por todo o trabalho que teve a compilar essa informação, não acredito que seja necessário, ler dezenas de postagens para definir o cerne à coisa.

Se é povo que está na base da eleição da esquerda, deduzo que esse só pode ser pouco culto, pra não entrar em termos pejorativos. Mas a realidade demonstra, que o mesmo povo não vai na cantiga comunista, o PS e afins são questão à parte... A mim parece-me, que o problema está, isso sim, no populismo democrático que forma a miséria, miséria essa, que em contra-ciclo, elege o populismo... A seriedade não é uma qualidade reconhecida em democracia, como a outra diz, não é uma questão de apresentar propostas, mas de rebater as propostas do outro, nada de pessoal, only business... É assim que o parlamento democrático opera, um atentado à nação. Para não referir a ditadura partidária que refuta toda a iniciativa pessoal...

Ora, segundo o que deduzo da opinião do José, o problema não é o que descrevi acima, é que toda a esquerda devia ser proibida em democracia. Portanto, e não se acanhe em validar a preposição, é a favor de uma ditadura de direita (centro!?) ou é simplesmente a favor de uma ditadura democrática, como se o sistema fosse o apogeu da civilização, e em que nenhum outro, tivesse o direito à existência?

zazie disse...

Portugal não estava na miséria quando nacionalizaram tudo.

Foi a esquerda que o fez e o PCP ainda hoje defende esse modelo que leva a bancarrotas.

Portanto, a conversa de ser a miséria de um país que leva à tolerãncia pelos que maior miséria são capazes de fazer, é conversa parva.

zazie disse...

V. sabe ler?

O que o José disse é que não há sentido para serem proibidos partidos nazis e fascistas e não ser proibido o nosso PCP estalinista.

Foi isto.

Ele defende a desmontagem do comunismo mas não defende proibição de nada.

Antes pelo contrário.

zazie disse...

Eu só não vou por aí porque ha´ outros fenómenos recentes das causas e das ONGs que conseguiram legislar como crime uma série de tretas de catálogo onde o comunismo não entra.

E isso sim, é moda lá fora e vai de vento em popa.

zazie disse...

V.s não lêem. O José disse até que os partidos fascistas deviam ser legalizados e permitidos e este vai e diz que o José defende uma ditadura de direita ou sei lá o quê.

Defende que as pessoas deviam aprender a ler antes de botarem discurso.

Carlos Conde disse...

Hoje, na emissora nacional comunista, vulgo Antena 1, ouvi a D. Teresa Tito de Morais, presidente da direcção do CPR, clamar contra o governo por motivos que acabaram atrapalhando a conversa e se perderam na senilidade da oradora.
Rematou o paleio com atrasos de transferências do Fundo Europeu para os Refugiados, as culpas iniciais atribuídas ao governo lá ficaram mas o jornalista percebeu tudo pois não lhe pediu qualquer esclarecimento.
Com um apelido “bom” terá colocação vitalícia no CPR.
E toda a esquerda comunista e socialista esfrega as mãos sem vergonha ansiosa pela chegada dos refugiados. Agora migrantes, na novilíngua.
E esfregam as mãos pois estão ansiosos por recrutarem militantes a quem irão assediar com promessas e facilitar a nacionalidade.

E o assassino que matou em directo 2 pessoas nos States não se pode dizer que é preto, nem que é gay. Aliás nem é assassino é atirador.

Anjo disse...

José,

Deve ser mesmo uma questão de fé, caso contrário não se consegue explicar o que sucedeu a alguns intelectuais como José Gomes Ferreira (e família), Abel Manta, etc., quando tomaram conhecimento do que era a realidade soviética e da RDA.

Recusaram-se a acreditar e continuaram com a venda nos olhos como se nada fosse. Apesar de receberem os testemunhos de pessoas informadas com quem privavam e nas quais confiavam. As coisas foram-se tornando evidentes, os relatos eram mais que muitos (até de figuras ligadas ao PCP e mais tarde dissidentes). Havia sempre uma forma de considerar que não interpretaram bem, não viram bem, não julgaram na posse de todos os elementos.

Como se explica esta cegueira? Não eram dirigentes, caso em que a necessidade de dissimular estaria explicada. Eram militantes e gente com acesso à cultura e à informação. Mas não a queriam... preferiam viver na ignorância.

Numa nota à parte, já vi, em posts anteriores, que o José foi a Wannsee... não lhe pareceu que sobre Berlim paira, até à náusea, o dedo acusador judaico? Que os centros de interpretação são em número excessivo e se interpõem ostensivamente entre as pessoas e os factos, menorizando aquelas?

zazie disse...

Eu não vejo as coisas tão assim- por efeito da palavra e do debate porque, muito sinceramente, acho que o perigo não é propriamente de Jerónimos a fazerem a revolução mas de infinitos idiotas de encosto estatal a boicotarem tudo.

E nem acredito lá muito que a maioria o faça por qualquer tipo de fé mas por puro oportunismo e doutrinação escolar desde o berço.

Se lhes tirarem a base de sustentação estatista mudam logo.

Dá para ver isso mal emigram.

Deixam-se logo de comunismos e esquerdismos. Pelo contrário, passam é a achar que por cá vive tudo mal-habituado

zazie disse...

Quero dizer- penso que o real perigo é mais o PS com toda a porcaria que se lhe atrela e é o PS que dá poder aos comunas.

E conseguem isto pelo efeito da cenoura.

zazie disse...

Olhe, isso dos refugiados é que é mesmo só coisa de desocupados.

Porque esse assunto até os comunas que eu conheço dizem cobras e lagartos e chamam literalmente neo-colonialismo.

É preciso ver que a esquerda europeia é coisa de taxo não é sentimento geral das pessoas.

Num país com uma gigantesca história de emigração, toda a gente sabe o que é emigrar com contrato e invadir para parasitar.

Isso é que é daquelas coisas politicamente incorrectas que não dizem todos de caras mas pensam.

zazie disse...

A cegueira, quanto a mim, explica-se porque essa crença que tiveram foi também a militância de uma vida.

Largar isso era ter de reconhecer que andaram a viver uma merda em grande parte da vida adulta.

Alguns conseguiram mas muitos transformaram essa cegueira no brasão de família e ainda o transmitiram à descendência.

José disse...

"toda a esquerda devia ser proibida em democracia."

Não é isso. É apenas isto: a esquerda destruiu o tecido económico fundamental do país.

É a minha opinião.

Quanto a Wannsee: é evidente que ali tudo respira judeu. Tudo.

José disse...

Mas tal não impede que se tome conhecimento de factos.

José disse...

E agradeço o roteiro que me foi muito útil

zazie disse...

Por falar neles, tenho histórias muito engraçadas do efeito do politicamente correcto na Goldman Sachs.

Uma coisa de assustar. Passam a vida em meetings por causas fracturantes que, se não fosse a Goldman Sachs dir-se-ia que era alguma dependência do BE.

zazie disse...

O dia do gay, o dia da mulher, os meetings pela igualdade e até meetings para "aprender a aprender" como se fazia cá nas pedagógicas.

A sério. Fiquei parva e garantiram-me que entre eles é pior que nos outros lados, embora já seja lei no capitalismo prot

ehjehehe

São estes fenómenos que mais me intrigam.

zazie disse...

Como é que os tubarões da finança podem perder tempo a doutrinar em cenas de igualdade de género e tretas gay e de pretos quando aquilo existe para fazer da ganância o principal motor?

Não entendo. E saber isto deu para perceber o que também já via nas universidades prot.

É um estranho fenómeno de suicídio civilizacional mas com a carteira bem apetrechada.

zazie disse...

Mais de 5 meetings por dia em causas fracturantes.

Aposto que a malta neotonta ignora esta realidade.

zazie disse...

Com t-shirts feitas para o meeting de 30 minutos e tudo.

Quando eu perguntei se os homens também alinhavam na imbecilidade foi o espanto.

C'horror isso é uma pergunta misógina e mais não sei quantos

ehehehehe

Não há ponte. Esta geração foi doutrinada assim e nem sabe porque alinha ou repete aquilo que até ainda consegue criticar e achar imbecil.

Phi disse...

"Não é isso. É apenas isto: a esquerda destruiu o tecido económico fundamental do país. "

Certo, José. A questão, mais uma vez, é da ordem prática. Das duas uma, instruí-se o povo para o que é a esquerda, mas não resulta visto que os resultados da mesma são bem recentes e ainda estão à vista (não é a esquerda, no meu entender), segunda - proibi-se a dita. Interessa-me apenas a solução, dita em voz alta, sem papas na língua. Tanto para entender o que pensa... Sem pragmatismos ingénuos...

José disse...

Não se proíbe coisa alguma. Claro, assim?

José disse...

Espera-se que a realidade ensine e os media se modifiquem um pouco. Para tal é preciso defender as convicções.

José disse...

O povo não está instruído para o que é a esquerda porque é um problema de origem: é a esquerda quem instroi o povo.

Phi disse...

Claríssimo...

Apenas preferia rotulá-lo de fascista a optimista. Mas nada a apontar...

Como é a esquerda que instrói o povo? Se assim fosse, não havia alternância...

Falta qualquer coisa... O Balsemão é de esquerda?

zazie disse...

Tente comparar com outro país e percebe a diferença.

Não se trata de alternância- trata-se de apagamento de memórias e fabricação de mitos.

Não encontra isto nem em França nem Inglaterra, nem Holanda, nem Bélgica nem nada.

Como não encontra nenhum outro país da Europa a querer fazer uma revolução como se tentou por cá e com um PREC que não houve em mais lado algum.

zazie disse...

Não há direita em Portugal.

E há uma esquerda e mentalidade de esquerda que domina tudo como em mais nenhum lado.

Porque nos outros locais há maior variedade. Não é este totalitarismo doutrinário desde a escola aos jornais a tudo o resto.

zazie disse...

E agora com a crise ficou tudo mais assanhado.

Até esquecem o muro de Berlim e reabilitam o comunismo de uma forma completamente pornográfica.

foca disse...

Caros
Há assuntos que gosto de falar com conhecimento de causa, como este.

As Câmaras comunistas são normalmente geridas por funcionários "do" partido. Quando resvalam são convidados "de forma insistente" a sair por problemas de saúde.
Não fazem acordos nem negociações com os outros partidos quando estão em maioria, nem sequer se dão ao trabalho de os ouvir. Em minoria fazem acordos pontuais para governar, regra geral por troca com alguns tachos a distribuir pelos familiares dos vereadores e deputados municipais "engajados".

Não têm qualquer problema de usar os recursos municipais para propaganda, nem escondem, até porque vivem na complacência da comunicação social.
A festa do Avante é só o caso mais descarado, desde o terreno que "obrigaram" o dono a vender por tuta e meia, depois de a Câmara ter inviabilizado tudo o que os donos queriam para o local (que era protegido e agora é recinto de feiras, com construções permanentes), até aos trabalhos e meios para organizar a festa que são fornecidos graciosamente, e às receitas que são depois usadas para financiar a atividade partidária, depois de terem sido quase isentadas de impostos.
Uma festa!

Em resumo
Os comunistas portugueses ao tomarem o poder são tudo aquilo que criticam nos outros, e nunca respeitam nenhuma opinião contrária.

José disse...

"O Balsemão é de esquerda?"

Não, é de direita como se vê todos os dias na SIC. Deixe-me rir. O Balsemão é de esquerda porque é esta quem lhe enche os bolsos. Se fosse a direita seria de direita.

O Balsemão é um Berlusconi sem a graça deste.

zazie disse...

É verdade.

E mais. O PCP controla muita cena cultural e nesses locais só entra quem for mesmo comunista.

As câmaras são um exemplo mas há mais. E dominam nos sindicatos.

José disse...

"Apenas preferia rotulá-lo de fascista a optimista"

Sabe quem proíbe sem qualquer preconceito?

É o comunismo. Duvida ou não quer tirar as ilações?

zazie disse...

O Balsemão é de Direita porque se imagina que não sendo proletário e sendo capitalista tem de ser de Direita.

São estas caricaturas que impedem que percebam a patranha.

José disse...

O comunismo português um fenómeno fossilizado e único no mundo, penso eu de que.


zazie disse...

A ideia de proibir em nome dos malefícios de proibições e obrigatoriedades mais duras é um disparate.

Imagino que o diálogo explicativo só podia ser surreal.

Tipo- vamos proibir os partidos que em sendo poder ainda proíbem mais e perseguem quem não for pelo mesmo.

A nossa forma de proibição é boa porque é mais suave e está do lado certo da História, enquanto a vossa é mais dura e está do lado errado.

A parvoeira da boa censura é isto.

zazie disse...

Não sei como será na Grécia mas acho que nem aí existe coisa mais fóssil e anacrónica.

Kaiser Soze disse...

Esta discussão é tão interessante como redonda.
Explicar que o PC só elogia a democracia porque o aproveita, neste momento, é uma batalha perdida. São uns parasitas da democracia, só isso.
Explicar que para se proibir o fascismo se devia proibir o comunismo, idem.

O problema é de raiz e o José identificou: era preciso que as pessoas soubessem o que é o comunismo...e as pessoas não sabem.
No leste foi mais fácil, eles sabiam.

É divertido mas infelizmente inútil.

Phi disse...

Desisto, desisto...

É parvoeira a mais para o meu gosto, e destaco que desta vez também é sarcasmo, já que o primeiro não o apanharam...

É a teoria da conspiração do comunista mau... É a paranóia instalada!

Vão instaurar o Politburo cá no burgo!

Então com essa, de que a mentalidade portuguesa é de esquerda, rebolei, rebolei...

Para certas almas, os funcionários públicos e pensionistas, por serem xuxas são de esquerda, fanáticos pelo Marx, hahaha...

Fui doutrinado in-útero até ao canudo, hihihi...

O Balsemão, esse é um comuna do carago, de dia preside encontros bildebergianos dos capitalistas, e eu que nem sabia que ser capitalista não era o oposto de ser comunista, de tarde recebe luvas comunistas, de noite profere o Marx na paróquia mais próxima...

Não dá, não dá... Tenho pena José, mas neste tema não dá...

Phi disse...

Os comunas levaram as Nações à falência, para instaurar uma federação europeia carmesim...

Deus nos livre e guarde...

A democracia tava minada desde o começo. Comunas pestilentos...

O Sachs, FMI, BCE e afins, faziam parte do plano, instrumentos pseudo-capitalistas de destruição maciça via endividamento... Os especuladores, operários comunistas...

Tento ser sério, não dá. A bigorna não alcança...

Phi disse...

Vou fazer companhia ao Dragão, acender um incenso ao Salazar!

Se o espírito do homem ficar intoxicado com tanto fumo, que se lixe, tô nem aí...

Kaiser Soze disse...

Um gajo da TVI 24 acaba de pedir ao Jerónimo um exemplo de um país onde a linha que defende tenha funcionado... Não obteve resposta.

Também o ouvi dizer que não têm um plano... Mas procuram uma transformação social.

Foda-se... Como é que ainda há comunistas no Mundo...

José disse...

Phi:

O Balsemão até pintaria a manta de cor do arco íris se tal lhe desse dinheiro. É esse o partido dele.

Quanto a ser de esquerda e direita, para o caso tanto fará porque não conseguirá explicar o que é a direita enquanto talvez seja capaz de explicar o que é a esquerda.

A direita em Portugal não existe enquanto tal.

José disse...

É melhor desistir, de facto. Não conseguirei explicar o meu ponto de vista se não o entendeu até agora.

José disse...

Mas tentarei dar uma pista:

Em Julho de 1974 havia um sistema económico a funcionar, em Portugal. Era o capitalista em que alguns indivíduos e famílias detinham capital e empresas que funcionavam bem e segundo critérios de mercado, ou seja de oferta e procura, dito de modo simples.

Com esse sistema tivemos um país a crescer a uma média de 6% ao ano durante os últimos 12 anos anteriores. E com uma guerra em três frentes, paga por nós e sem empréstimos ou cunhagem de moeda suplementar.
O povo vivia ainda em condições de desenvolvimento atrás dos demais europeus, incluindo os espanhóis, mas nem tanto.

Em Julho de 1974 uma mão cheia desses empresários propuseram publicamente um investimento de cerca de 20 mil milhões de euros na Economia nacional, com vista a manter a mesma no mesmo modelo e regime, com os tais empresários, empresas e sistema económico.

Quem então governava, ou seja, os militares e civis que impuseram um novo regime ao deposto, de Marcello Caetano, recusaram tal proposta, firmemente porque não aceitavam que o sistema económico se mantivesse como até então.
Neste grupo de pessoas que rejeitaram tal proposta havia pessoas de todos os quadrantes políticos que então surgiram, com destaque para os partidos e organizações de esquerda comunista e socialista. Quem apoiava os tais empresários? Ninguém a não ser eles mesmos, porque tinham apoiado o "fascismo".

Se quiser saber quem é a Esquerda que nos desgraçou economicamente pode começar por enunciar quem se opôs aos tais empresários.

E se este exemplo não lhe servir para nada, o melhor é mesmo desistir e continuar a pÕr velinhas na campa imaginária de Salazar que este se as vir deverá cogitar como aquele cartoon do Charlie Hebdo acerca dos bombistas suicidas...é procurar no Google pela palavra "con".

José disse...

É o cartoon que tem como legenda "c´est dur d´être aimé par des cons"

José disse...

Sem ofensa...

zazie disse...

":O)))))))

Phi disse...

"O Balsemão até pintaria a manta de cor do arco íris se tal lhe desse dinheiro. É esse o partido dele."

Não é partido, é ideologia. Capitalismo, claro. O que é diferente de direita, sim...

Mas percebo, percebo. Vou mais além, deía-me o exemplo de um país de direita? Não há, certo?

A direita -liberalismo é uma utopia, tal como o anarquismo. Só o conceito de Estado-Nação impede tal ambição de se tornar real. Há claro, uns países mais liberais que outros, Suiça p:ex, nem tanto pelo livre mercado, mas pela descentralização do estado, os cantões suíços. Os States só no sistema de saúde, antes do obamacare, os seguros de saúde. Países nórdicos, nem pensar, socialismo a torto e a direito...

É isto?

Suponho até, que não defende o liberalismo puro e duro, que capitalismo não é.

A questão é que você e apóstala estão a viajar na maionese com essa da conspiração das foices em riste. É tão e só...

PS: José, na boa, não fico melindrado com coisa pouca. Sei lá, nem pego fogo com fascista...

José disse...

E vai dizer se calhar que 40 anos é tempo suficiente para mudar tudo. E é. Salazar conseguiu em meia dúzia de anos inverter a bancarrota e colocar a Economia com contas direitas.

Porém, em Portugal é simples de entender o que se passou: nunca mais houve capital como havia antes de 1974. Nunca mais.

E o capital que apareceu, foi depois dos anos noventa, com as primeiras privatizações e foi pouco e nada do que havia dantes.

Porém, o mais importante é o espírito que entretanto se consolidou, com um papel do Estado que sobrelevou os dos empresários, ao contrário do que sucedia antes de 1974.

Isso é que foi a verdadeira tragédia que ainda pagamos e pagaremos.

José disse...

O Balsemão que era liberal da ala com esse nome, era o mesmo que são os liberais nos EUA...

Basta ler o Expresso desses anos todos e eu li, para entender quem é o Balsemão. De Direita não é certamente e de Esquerda foi e continua a ser continuadamente. A SIC é a prova. Uma esquerda tipo ala liberal em relação ao comunismo...

José disse...

A Direita era efectivamente o Salazar. E o Marcello também, apesar de dizerem do mesmo cobras e lagartos os que andam a acender velas que só lhes queimam os dedos.

zazie disse...

O que é a direita liberal?
Onde é que está isso a funcionar e, já agora, cá em que vila é que existe, sem ser no mundo virtual?
Como é que o capitalismo é uma utopia?

Sabe responder a isto?

Já agora, os países nórdicos são socialistas?

Phi disse...

Você parte de um pressuposto errado, não é quem governava que interessa, interessa isso sim, quem fez e originou a revolução...

O povo fez a revolução?

Ou os milicianos a fizeram? Com ajuda de alguém? Incentivados por cenouras?

Foi o coelho da Páscoa?

O Cessna de Camarate? Embateu no Rodolfo? A rena? Quem se seguiu depois?

O Soares, patacas de que cor?

Phi disse...

A esquerda dá jeito? A quem? Os comunas de olhos em bico?

zazie disse...

Como é que podem dizer que o capitalismo é uma utopia?

São estas coisas que bebem desde o berço.

Nem sabem o que significa utopia- que é um apostar irrealizável num futuro desconhecido e através de engenharias sociais para corrigir a espécie humana.

zazie disse...

Este é mais um maluquinho das teorias de conspiração.

Não merece a pena perder tempo.

E está convencido que o mundo começou quando nasceu e as crises agora com a bolha da finança.

É este o paleio que se ouve.

José disse...

"interessa isso sim, quem fez e originou a revolução..."

Quem fez a Revolução foram uns pândegos que nem sabiam o que era o socialismo e aprenderam num curso acelerado de seis semanas...e tiveram logo os mestres que lhes comeram as papas na cabeça.

O Povo, nisto tudo, foi levado ao engano. E mesmo assim teve prudência e apostou logo naqueles que continuam a apostar nas contradições do "socialismo em liberdade". Três bancarrotas, foi o que deu este socialismo em liberdade...

zazie disse...

É a globalização e a finança e o capitalismo neoliberal e assim.

Foi isso que destruiu a riqueza do mundo e pode-se comprovar em África e cá.

":O)))))))))

zazie disse...

As bancarrotas só podem existir por causa da ideologia capitalista e do liberalismo financeiro.

É assim que pensam.

Porque a pobreza nunca pode ser provocada por quem é de esquerda porque a esquerda é anti-capitalista.

A lógica da batata.

Phi disse...

Hehe, esta Zazie...

Nem sabe ler, não disse que o capitalismo era uma utopia!

Já as tuas conspirorreías de esquerda, upa, upa...

Ai, que eles andam nas câmaras... a privatizar a água...

muja disse...

Mas e as pessoas fora de Portugal, e fora desses países de leste, saberão mesmo o que é o comunismo?

Eu duvido muito. Terão noção que é um sistema mais ou menos totalitário, sim, mas é evidente que nem por isso é menos tolerado. Aliás, hoje em dia até é vintage.

Sou muito céptico em relação a esse argumento esclarecimento pela informação.

O comunismo, de uma forma geral, não se estabelece pela informação ou pela falta dela. A doutrina é clara: é pela força, pela revolução violenta. Depois lá discutem entre eles se é preciso esperar pelas condições objectivas ou se estas se podem "acelerar".

A propaganda comunista não visa criar prosélitos. Visa agitar, enfraquecer, desprestigiar - em suma, subverter - a autoridade da ordem que está, para ser mais fácil tirá-la fora e, sobretudo, para que não haja resistência - ou, como eles dizem, reacção - à tomada de poder, à "revolução".

Portanto, não estou a ver muito bem o que teria adiantado esse esclarecimento durante o tempo do Salazar ou do Caetano. Uma vez dominadas as FA, e estas no poder, a partida estava perdida. E toda essa informação e todo esse esclarecimento, num rápido ia pela janela esmagado pela propaganda - esta sim, depois do poder obtido, de re-educação mas, sobretudo, pela força objectiva de que dispunham e usaram.

Vs. fazem pouco quando eu digo que à propaganda é preciso opor propaganda, mas se não fosse a propaganda (porque a propaganda não são só cartazes e mentiras) e a mobilização da Igreja, no norte, alguém tinha incendiado sedes do PC? Tinham tinham...

É preciso organização para opor à organização. E a propaganda é organização.




José disse...

O Portugal destes últimos 40 anos é uma espécie rara na Europa. Tem um PCP que devia ser lançado no caixote de lixo da História e apesar disso continua a ser um partido respeitado e de gente responsável que afinal nem conhece a história negra do comunismo.

Phi disse...

Salazar não era de direita, era nacionalista...

Conta e medida... No livre mercado, no estado, na propaganda...

É diferente, se não percebe isso, adeus...

zazie disse...

E com este paleio até os salazaristas são de esquerda e desculpam a comunada.

AHAHAHAHAHAHHA

Dizem todos os mesmo. Papagueiam estas coisas e depois inventam teorias da conspiração para estas banalidades parecerem muito profundas.

José disse...

muja:

Como é que a Inglaterra e os EUA lidaram com o comunismo? Com repressão...democrática. Escutas ( ainda hoje se conheceu a história de Doris Lessing) discriminação e isso. Exactamente o que os comunistas fazem.

zazie disse...

Quem é que escreveu isto «Não é partido, é ideologia. Capitalismo, claro. O que é diferente de direita, sim...»

José disse...

Pois, o Salazar era nacionalista e mais nada. Os comunistas de hoje até são "patrióticos". Não patriotas...

Parole, parole, parole.

Salazar é o modelo mais aproximado de Direita que conheço. E que eu saiba nunca se considerou de Esquerda.

Phi disse...

José, está a falar da direita original francesa?

Sim, nesse sentido era.

Não a direita moderna, que privatiza a torto e a direito sem olhar aos detentores da mercadoria.

Zazie, não percebeste que com capitalismo e direita (moderna) - filosofia do livre mercado global, me referia a coisas diferentes?

muja disse...

Por acaso, o Salazar pôs as contas direitas não foi em meia-dúzia de anos, foi num ano só.

Mas das contas direitas à economia a prosperar vai uma grande distância. Que também se percorreu. Não foi mais depressa porque também tivemos azar. A guerra de Espanha, a 2ª Mundial e depois o Ultramar.

Mas para mim, o importante a reter é: a solução do problema financeiro deve preceder a do económico - que é o contrário daquilo que toda a gente hoje diz ("investimento" primeiro - com mais ou menos "austeridade"); a solução do problema financeiro tem de ser de chofre. Em termos absolutos não precisa de ser num ano, mas por motivos políticos é provável que esse período se imponha - como foi com Salazar. "Austeridade", à moda de hoje em dia, só serve para manter o destroço à superfície.

muja disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
José disse...

Salazar dá bom nome à Direita. Mas não julgo que tal tenha sido preocupação do mesmo, uma vez que a distinção entre direita e esquerda é relativamente recente.

Antes de 25 de Abril quem era a Esquerda? O PCP e pouco mais. O PS apareceu em 1973 e muitos dos seus militantes foram antes comunistas, a começar pelo fundador Mário Soares, actualmente senil.

E havia a extrema-esquerda.

Quem era então a Direita da época? Os que se opunham a essa esquerda, naturalmente. O PPD/PSD não entra nessa categoria porque fez tandem com o "socialismo democrático".

José disse...

" a solução do problema financeiro deve preceder a do económico ".

Não tenho estudos de Economia para contestar ( e se tivesse era igual porque são todos aprendizes de feiticeiro) mas parece-me que o modelo económico de organização da sociedade é mais importante.

Phi disse...

Tás a ver, nem sabes fazer cope & paste, aprende lá:

"A direita - liberalismo é uma utopia"

Nada de capitalismo, direita isso sim, e coloquei o factor libertóide para dar ênfase à coisa...

O capitalismo sobrevive, e até prospera muito bem com o estadismo, já a génese libertóide proclama a destruição do Estado... Diferenças, diferenças...

zazie disse...

Liberalismo é o nome que dão até à política do Crato nas escolas.

Liberalismo é um palavrão inventado pela escardalhada para chamar porco capitalista por outras palavras.

Os neotontos não governam em parte nenhuma do mundo

São coisas para faculdades e assim e não são realidade em lado nenhum.

As crises financeiras são fruto da ganãncia e não de qualquer forma de troca de mercadoria.

Podem ser coisa bera mas o socialismo destrói mais e não recompõe nada.

muja disse...

José,

como lidaram? Mas eles tiveram que lidar com o que nós por cá tivemos? Não!

Mas tiveram outras coisas... O movimento dos civil rights, os hippies, a revolução sexual, os motins, etc. Isso era o comunismo que lá pegou ou fizeram pegar. Por algum motivo, não interessava enxertar a coisa na economia. Optaram por outra coisa. Mas o fenómeno é a todos os níveis paralelo. E nesse campo não resistiram mais que nós. Pelo contrário...

Os principais mentores dessas "revoluções" eram assumidamente de esquerda, e revolucionária. Hoje dizem-se de direita neo-conas.

Tem dúvidas que quem estava por detrás disso era quem estava por detrás do comunismo? Se tem, considere o seguinte: quem pagava o comunismo? Todos aqueles partidos, meta e para-partidos, organizações, ONGs, associações, comités, grupos, grupinhos e grupelhos? A União Soviética? Ehehe, com quê? Quem é que pagava, aliás, a União Soviética?

E quanto a escutas, procure informar-se um pouquinho melhor e verá como todo esse processo foi sabotado e não deu em nada. Claro que não iam encontrar Álvaros Cunhais na América. Mas havia Marcuses, havia hollywood, e quando a coisa chegou aí, foi imediatamente sabotada e não deu em nada.

Agora, o que observamos hoje é outra coisa: o comunismo - como nós o conhecemos - não foi o enxerto que vingou. Mas não foi o único enxerto. E hoje estamos a conhecer o outro, o que vingou e que é o progressismo. O progressismo é o comunismo que ganhou. É um comunismo que transcendeu o domínio económico para se implantar em todos: sexo, raça, líbido, idade, etc, etc.

zazie disse...

Conheço uma moça que também fala assim e agora diz que é tudo culpa do neoliberalismo financeiro.

E que têm como objectivo destruir a nacionalidade vendendo tudo a estrangeiros.

A lógica de não serem portugueses a comprar não explicam porque também dizem sempre que os tugas não podem ser capitalistas porque só sabem explorar.

Essa até diz que o Crato vai destruir o sistema social e um exemplo é passar a contratação de professores paras as autarquias, pois isso é uma forma de privatizar tudo.

Os tugas ficaram malucos. mais ninguém fala assim.

zazie disse...

Que raio de coisa é essa da "solução do problema financeiro"?

Inventam sempre estas utopias.

Agora vão resolver um problema que existe desde que há dinheiro

ehehehe

E vão-no resolver à mocada ou voltando à troca directa?

":O)))))

Não dá. Acho que até a pretalhada se ria disto. Destes problemas que inventam por falta de resolver o que é possível.

é sempre poesia de olhos em alvo.

zazie disse...

"Austeridade"

Outro drama planetário que assola as população desde a pré-história.

Deram por ele com o último alterne partidário mas já é outra causa a resolver definitivamente porque é outro mal do capitalismo e da direita liberal.

José disse...

Os Eua combateram o comunismo nos anos cinquenta com o McCartysmo e o que fizeram foi mesmo de antologia democrática.

Na Inglaterra, tiveram comunistas infiltrados nos serviços secretos durante anos a fio ( e isso deu romances do Le Carré) mas os ingleses espiaram e controlaram os comunistas. O PC não existe na Inglaterra ou nos EUA...

zazie disse...

Agora os hippies eram de esquerda revolucionária.

E os Sacco & Vanzetti é que eram pacifistas.


José disse...

Austeridade a sério houve no início dos anos trinta quando Salazar tomou conta do Governo. Para endireitar as contas públicas rapou os tachos de toda a gente e de tal modo que até há um instrumento de cozinha chamado "salazar".

Phi disse...

Já concordas, certo Zazie?

Eu sei que é tarde, mas pensa no Ricci, o tipo é um capitalista de tuta e meia, um vendido, um prostituto, não um liberal, muito menos de direita. Mais fácil, não? Até porque a direita, têm vários ramos, que se foram alterando com o passar do tempo. Tanto podes falar de direita laica como não, é algo vago...

E foi com isso que o José me lixou, ele estava a falar da direita original francesa, certamente...

O Muja, mais uma vez, acertou na mouche com essa do progressismo...

zazie disse...

Austeridade é ter de poupar em gadjets

zazie disse...

Concordo com o quê?

Com inventarem-se palavras espantalho para não dizer nada?

Não sei sequer do que falas porque falas como todas as comunas que eu conheço.

Dizem umas palavras- como Direita e Austeridade ou Neoliberalismo e já está.

É marca na testa e chega. Assim também escusam de pensar.

muja disse...

Zazie, trave lá a motinha e acalme-se no seu entusiasmo. Eu explico-lhe.

Nós - os portugueses - temos um grande problema. Mas podemos parti-lo em quatro pedaços:

- o problema financeiro, o défice em suma
- o problema económico, a economia fraca ou pouco próspera
- o problema social, a saúde, a educação, etc
- o problema político, como se governa isto de forma eficaz e duradoura

Quando se fala - eu falo, pelo menos - de problema financeiro, refiro-me à discussão entre o défice e o "investimento". Ou como se dizia na altura em o Salazar começou a governar, se se devia resolver primeiro o problema financeiro ou o económico. Se se corrigia o défice primeiro, ou se se fomentava, à custa de dívida, para procurar desenvolver a economia.

Phi disse...

Não é um liberal, porque gosta de mamar no estado angolano (!?), ou no estado da coisa...

zazie disse...

O que eu concordo é que não é agora em 4 anos deste governo que os males da finança atacaram a riqueza de Portugal.

E o que v.s dizem é isso- cronologicamente têm uma bolha financeira para explicar 40 anos da nossa História.

zazie disse...

E essa bolha é sempre coisa de luta de classes porque só ataca os pequeninos do Sul e beneficia os boches que são grandes e ricos.

A conversa é esta.

zazie disse...

Nós temos um problema financeiro?

Não sabia sequer que tínhamos finança para isso.

Mas pronto. V.s lá sabem.

Deve ser o BPN e os espoliados do BES.

zazie disse...

Nós temos é um problema de falta de capitalismo e de falta de finança.

Porque problemas de riqueza não matam.

E temos problemas de estatismo descabelado que criou uma falsa classe média e com isto a coisa é circular porque sem essa classe média também não há apoio de voto para o poder.

muja disse...

Se V. não tem dinheiro para se sustentar, tem um problema financeiro, ou não?

zazie disse...

E temos o problema que o José detecta melhor que ninguém- a tal fraqueza pelo comunismo e ampara à escardalhada para destruir o que falta.

Phi disse...

Não, não é. E estás deslumbrada...

Não sou contra a austeridade, mas como a que está a ser praticada só vai criar mais pobreza no longo prazo...

Sou a favor do pensamento grego:

"Aumenta a medida das necessidade, conforme as posses", ou mais ou menos isto...

zazie disse...

Emigra-se. O problema financeiro sempre se resolveu cambialmente.

Os nossos emigrantes conseguiram riqueza como nunca conseguiriam ficando cá.

E agora nem se pode chamar emigração porque a coisa está toda aberta.

Viaja-se e usa-se o capitalismo mais financeiro que ajuda a tratar os males da falta de capitalismo interno.

zazie disse...

Grego? que engraçado. Acho que era Estaline que dizia isso.

A cada um segundo as suas necessidades.

Davas um bom maoista há 40 anos.

zazie disse...

Quem é que em Portugal não tem dinheiro para se sustentar?

Falemos claro porque até as pretas que viviam em cubatas chegam cá e conseguem ganhar 1500 euros/mês sem terem estudos.

Isto é para calar choradinhos.

E sei porque até sou eu quem passa os recibos verdes a uma delas.

Quem quer trabalhar arranja dinheiro.

Agora quem quer emprego como havia nos bons tempos da engorda do monstro, isso é que é outra coisa...

zazie disse...

Os 1500 é preta. Se for brasileira tira o dobro.

Se for preto, é como tuga, pede que o sustentem.

José disse...

"Não sou contra a austeridade, mas como a que está a ser praticada só vai criar mais pobreza no longo prazo..."

Salazar nos anos trinta provocou austeridade muito maior, "rapando os tachos" de todos os que podiam ser rapados.

Isso é que foi austeridade para equilibrar as contas do Estado.

Porém, o sistema capitalista que então existia, não tinha a ver com isso. Quem tinha eram os republicanos que depauperaram o Estado, levando-o à bancarrota.

Salazar impôs a austeridade necessária que hoje em dia se torna novamente necessária, embora, felizmente de outro modo.

A austeridade é um modo de emagrecer os gastos supérfluos, porque quem não tem dinheiro não deve ter vícios.

zazie disse...

Esta dos 1500 chegou em Fevereiro passado e para o ano já vai ser portuguesa.

Trabalha bem e não é estúpida e ainda tem de sustentar 2 filhos que deixou na cubata e mais o resto da família que não faz nada.

José disse...

Custa-me perceber o raciocínio da esquerda sobre a austeridade, porque foi a ausência da mesma que conduziu à bancarrota.

E arranjam um argumento interessante: a austeridade não permite o desenvolvimento...o que aparentemente é verdadeiro, mas uma falácia.

A austeridade é necessária para repor a economia a funcionar com normalidade.

José disse...

O que se pode e deve discutir é a política dos cortes ou seja, os critérios para aplicar austeridade.

muja disse...

Não é só isso.

Ao consertar o orçamento num ano, Salazar demonstrou que em Portugal havia gente diferente e que a balbúrdia tinha acabado. Ele concluiu, e com razão evidentemente, que o principal problema em arranjar financiamento era a falta geral de confiança que havia em empregar o dinheiro em Portugal, e portanto quis enviar um sinal. Que funcionou para dentro como para fora.

Esse é o raciocínio por detrás da coisa. Não me parece que esteja desactualizado seja de que maneira fôr.

muja disse...

Mas isto é diferente do que hoje se faz. Porque é uma coisa assucatada. É feita apenas na medida que permita conservar o máximo número de votos sem empandeirar isto por completo.

Isso só manda sinais é aos abutres e outros necrófagos, que vêem uma presa agonizante.

José disse...

Salazar necessitou de impor esse pensamento, sem oposição e por isso surgiu a ditadura. Que foi contra a Esquerda.

Funcionou porque o senso comum costuma sempre funcionar e foi isso que o mesmo aplicou.

Deveria ter sido isso que Passos Coelho deveria ter feito logo em 2011: maior austeridade ainda do que a que houve.

muja disse...

Portanto o Salazar também não fez o que fez porque era um pacóvio das berças habituado a viver com uma cama e uma cadeira e queria que toda a gente vivesse assim.

Havia uma lógica por detrás.


José disse...

Acabar com as mamas no Estado, que sustentam essa Esquerda parasita que ainda por cima é nociva ao viver social.

José disse...

Era a lógica do senso comum. Há quem lhe chame de merceeiro mas é um elogio.

muja disse...

Mas o problema é que ser maior ou menor não resolve nada. Tem que ser até corrigir as contas. Talvez não num ano, mas em quatro pelo menos. Porque senão não serve para nada.

Tem que have um objectivo e têm que se enviar sinais de que se está resolvido a atingi-lo, doa a quem doer.

Assim não, só se queimam, exasperam as pessoas, e dão folga aos que vierem a seguir para mais quatro anos.

José disse...

Maior austeridade até corrigir as contas de modo aceitável e consensual. E feita de modo claro e compreensível por todos.
Passos, em 2011 tinha tudo isso de feição. Optou por paninhos quentes e já lá vão quatro anos...

muja disse...

E é claro que isto é mel para os necrófagos. Porque não haveriam eles de procurar encorajar este estado de coisas? Convém a toda a gente, menos aos próprios, um país em saldo.

Isso não é conspiração nenhuma, como não o é a pirataria e o corso.

José disse...

A esquerda nunca parou de bramar contra a austeridade embora não apresentasse alternativa viável. O caso grego é paradigmático.

Ouvir aquela esganiçada da Catarina Martins até mete dó.

muja disse...

Pois, aí se calhar já divergimos. Para mim, aceitável e consensual é, no mínimo dos mínimos, a zeros. As contas têm que estar direitas. É uma ilusão pensar que pode não ser assim. É uma ilusão que se paga caro.

José disse...

A zeros? Talvez não seja preciso e seria um sacrificio que se poderia tornar dispensável. Não estamos nos anos trinta...

Há muito por onde cortar e reportar os níveis de despesa para limites aceitáveis e suportáveis. Basta querer politicamente e poder fazê-lo.

Para mim, no entanto, tudo isso será vão se a Economia não funcionar nos moldes que julgo mais correctos: com uma intervenção do Estado nos moldes em que se fazia há 40 anos, com as necessárias adaptações.

Mas como disse, não tenho estudos nessa matéria para dar opinião avalizada.

É essencial criar capital se temos um sistema capitalista.

Phi disse...

"Grego? que engraçado. Acho que era Estaline que dizia isso."

Tu é que és engraçada e se fechasses a matraca não entrava mosca:

"Bring your desires down to your present means. Increase them only when your increased means permit"

Do perigoso maoista Aristóteles há mais de 2000 mil anos. Comuna dum raio!

Tu gostas é de ajustes directos feitos em cima do joelho, se não, é o contribuinte que paga porque a empresa a concorrer apresenta custos de mora em tribunal. E há tal, porque os contratos na Europa também são assim...

Tu é que andas paranóica com os comunas cá do sitio, mas não te importas de privatizar as galinhas do ovos de ouro aos comunas estrangeiros...

Em suma, és uma estarola, e teu sonho de vida é fazer uma destas privatizações enquanto cá andas. Quem vier a seguir que feche a porta:

https://www.youtube.com/watch?v=0p07yFniOMY

E querem comparar a austeridade do Salazar, com esta trampa a que nem sei bem a que chamar...

José disse...

Quanto a privatizar o que tem sido público:

A EDP há 45 anos era privada, ou seja, havia várias hídricas e empresas de energia privadas.
A PT era os CTT/TLP. Com o progresso das telecomunicações não faz muito sentido serem do Estado.
Os estaleiros navais eram privados e era bem melhor do que passou a ser.

Os transportes eram públicos e privados mas o tempo evolui e não se vê por que razão devam ser públicos a CP ou a TAP.

O que são as tais galinhas de ovos de ouro, em Portugal que devam ficar com o Estado que as depena num instantinho com as comissões de trabalhadores e a miríade de sindicatos na CP, Refer etc etc etc?

José disse...

A austeridade de Salazar foi coisa feia, porca e má e a doer. Há quem se lembre. Os meus avós lembravam-se. mas foi necessária

José disse...

A banca pública tem valor se for para usar por pessoas sérias. No caso de José Sócrates e a CGD sabemos o que se passou, mas ainda nem sabemos tudo.

É disto que se pretende, destas galinhas de ovos de ouro da corrupção de alto coturno?

Phi disse...

O José quando quer fazer algum a vender tralha, começa pelo mais fraco e que dá prejuízo ou começa pelo que é útil e proveitoso?

Se o Estado as depena, é outro assunto, mas elas também depenam o contribuinte, taxas e taxinhas, quem é agora que as mete ao bolso?

Privatize-se o que é dispensável e de forma benéfica para o país, sou totalmente de acordo.

Não em cima do joelho, porque sim...

Viu o video? O que acha?

José disse...

O que é que o Estado ( todos nós) ganha com a má gestão dessas empresas públicas que só acumulam prejuízo?

Por mim parece-me apenas uma questão ideológica que a Esquerda naturalmente defende porque é uma das suas barricadas. Mais nada.

Phi disse...

Se a austeridade do Salazar foi coisa feia é porque se conhecem os resultados. Da actual, apesar de ainda não estar completa, algo me diz que muitas gerações futuras vão pagar por tabela. No fim do processo, que se avalie as duas...

Phi disse...

Nem disse o contrário... Mas quem o ouvir falar, parece que ando para aqui a defender a esquerda, se sim diga-me onde, que eu nunca mais meto cá os pés...

José disse...

A actual não tinha alternativa senão o que se está a passar com a Grécia. Parece-me e sempre me pareceu claríssimo.

A austeridade não é um castigo imposto por gosto de fazer mal às pessoas mas uma necessidade estrita de resolver problemas financeiros que tínhamos e temos.

José disse...

O Estado serve-se das empresas públicas para quê, essencialmente? Para alimentar clientelas. Sabe que os filhos de Jorge Sampaio, pelo menos o filho esteve na PT e esta empresa foi o úbere de muitos boys e girls.
A EDP idem aspas, nos conselhos de administração. As restantes idem.

É para isso que servem as EP´s? Ainda por cima mal geridas e com prejuízos monstruosos?

Phi disse...

Como é que discute o que se concorda? A discussão resume-se à forma, à estética se quiser...

A forma não é um erro pelas opções, mas sim pela maneira de elencar as opções por ordem prioritária...

Primeiro a EDP, a seguir a TAP...

Primeiro o bolso do contribuinte, a seguir a FP.

As conceções e as PPP's já não dá mais, segundo os experts...

Estamos pra aqui a discutir o quê, afinal?

Sei lá, vamos discutir a ética da classe política, sempre é mais proveitoso...

muja disse...

Mas José, tem de ser a doer pelo que a Zazie diz e com razão: a encosta ao Estado.

Nào pode ser. E toda essa gente naturalmente não ficaria agradada. Como nos anos trinta não ficou. E agora ainda é pior, porque há muitos mais, dentro do Estado e fora dele.

Portanto, não acredito muito na falta de dor...

José disse...

Há um país na Europa onde tentam fazer isso e o regime assemelha-se ao que existia há 45 anos: Hungria. Por isso chamam-lhe já fascista...

José disse...

Se for a Esquerda a fazê-lo como no caso da Venezuela, já não é fascismo mas outra coisa amiga do povo...

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