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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Kosta syriza e companhia limitada

Observador, Rui Ramos:

António Costa segue a receita do Syriza: não consiste em reverter a austeridade, mas em encenar um confronto internacional em que os seus erros passem por patriotismo, e todas as críticas por traição.

Reversão de tanta coisa, de uma só vez? Cedências sucessivas ao PCP? Picardias com o FMI? Confrontos com a Comissão Europeia? Que sentido faz tudo isto? Estarão malucos?

Não, eles não estão malucos.

Maluco estava quem acreditou que o PS sofria apenas do mal da oposição, mas que lhe bastaria chegar ao governo para sentir outra vez a responsabilidade, compreender os limites, reconhecer os constrangimentos. Doce ilusão. Durante quatro anos, os líderes do PS renegaram o memorando que o seu próprio governo negociou, atribuíram todas as dificuldades do país a uma conspiração “neo-liberal”, e cultivaram com esmero um ódio teológico à “direita”. Talvez não tenha chegado para convencer o eleitorado, mas chegou para se convencerem a si próprios de que valia tudo para afastar a maioria PSD-CDS, e que inverter as suas políticas era necessário, mesmo que não fosse realista. Que poderia um líder do PS fazer, depois de quatro anos de anti-austeridade?

Não, eles não estão malucos.

Maluco estava quem pensou que o apoio do PCP e do BE não teria consequências, nem custos. Era apenas o “alargamento da democracia”, iria finalmente comprometer comunistas e radicais na governação e iniciá-los na responsabilidade e na sensatez. Pouca gente quis admitir que o PCP e o BE não chegaram ao poder por terem mudado de ideias ou de métodos, mas unicamente porque um líder do PS derrotado nas eleições precisou dos seus votos para ganhar no parlamento. Se alguém teve de mudar até agora, foi o PS, como se viu no caso da educação, onde já quase renegou todo o seu passado governativo. É óbvio que conservar o braço sindical do PCP tem um preço, e é óbvio que o BE precisa de uma guerra com a “Europa”, até para justificar algumas votações. Mas que alternativa tem António Costa, depois de perder as eleições?

Não, eles não estão malucos.

Maluco, acima de todos, estava quem não aprendeu a verdadeira lição da Grécia. Para muita gente, a Grécia demonstrou que o radicalismo e o populismo, num país dependente de ajuda externa, servem apenas para dobrar as aflições. De facto, demonstrou. O Syriza e os seus aliados de extrema-direita começaram por anunciar o fim da austeridade, anular reformas, e inverter privatizações, para acabarem a agravar a austeridade, a retomar reformas e a prosseguir com privatizações. Visto de longe, pareceu o descrédito total das plataformas populistas e radicais. Mas que aconteceu a seguir? A seguir, o Syriza ganhou as eleições e, passado um ano, continua no poder. Tsipras mentiu, desdisse-se, fez marcha atrás, completou a ruína da Grécia, abandonou os últimos farrapos de soberania nacional – mas os eleitores mantiveram-no no governo. Não foi por acaso: Tsipras fez entrar os gregos numa espécie de II Guerra Mundial imaginária, em que se reservou o papel de “resistente”, e obrigou os seus adversários a fazerem de “colaboracionistas”. António Costa está a seguir a verdadeira receita eleitoral do Syriza: não consiste em pôr termo à austeridade ou à dependência, mas em encenar um confronto internacional em que os erros e as mentiras do governo passem por feitos patrióticos, e em que as críticas e os reparos das oposições figurem como actos de alta traição. Já era a fórmula de Hugo Chávez, que ele aliás copiou de Fidel Castro. O patriotismo, como ensinou o Dr. Johnson, continua a ser o último refúgio dos velhacos.

É por isso que durante esta semana toda a gente esteve preocupada, menos o governo. Se puderem fazer de conta que a “Europa” cedeu e aceitou um “acordo”, voltarão a Lisboa como Nuno Álvares após Aljubarrota. Se não conseguirem, dirão que bem tentaram, que esteve quase, mas que foram traídos pelos descendentes de Miguel de Vasconcelos, agora “neo-liberais” e ao serviço da Alemanha. Não, eles não estão malucos. Apostaram apenas em que somos parvos.

24 comentários:

muja disse...

Ou apostaram num sistema que eles conhecem e sabem manipular, porque foram eles que o montaram.

Maluco é quem acredita que é através desse mesmo sistema que se consegue mudar de sistema.

muja disse...

A única lição a tirar da Grécia já Salazar a deu cá, com prova dos nove e demonstração concreta e objectiva:

A única forma de um país pequeno se fazer respeitar é não dever nada a ninguém.

Nada é mesmo nada; e ninguém é mesmo ninguém.

zazie disse...

Nem mais nem menos- o nacionalismo como último reduto dos velhacos

zazie disse...

Cuba também não devia nada a ninguém.

zazie disse...

Acho que o Haiti, idem e até o Burkina Faso não devia nada a ninguém.

muja disse...

Não? Mas tem a certeza disso ou só estar a botar da boca para fora, como no comentário anterior?

zazie disse...

Esses paraísos que não devem nada a ninguém ou são a petróleo ou a narcotráfico.

Fora isso, existe o Liechtenstein, o Tovalu e o Vaticano.
Na lua também devem existir.

zazie disse...

Ok, pronto- esqueci-me de Mónaco, das Seychelles e da República de Nauru

muja disse...

Não gosta que lhe toquem no regime geral de prostituição por voto, temos pena.

Os democratinhas acham que sabem sempre mais que os outros, e acabam sempre enganados pelos mesmos de sempre. Para esse peditório não dou mais.

A culpa é dos nacionalistas velhacos e dos utópicos que não votaram no PSD; isso e o povo é estúpido, não merece o maravilhoso presente que lhe oferecem da liberdade democrática, de poderem ser francesinhos ou inglesinhos como os outros. Olaré!

Desconverse para aí...

Luis Ramius disse...

Confirma-se o que já se suspeitava. Bruxelas aprova porque a UE está numa situação muito complexa e tem mais que fazer do que abrir uma crise no Euro (à grega…..ou pior) por causa de 200 milhões no excel do Prof.Centeno.
O facto do ar entre o sorridente e o coitadinho (do tipo: deem-nos uma esmolinha) e a ausência de cachecóis, mochilas e camisas “esotéricas” também parece ter ajudado. :-)

A DBRS vai continuar a assobiar para o lado e a fazer tricot pelo menos até à elaboração do próximo orçamento para não arreliar a UE e o BCE que já têm problemas de sobra.
Como sempre disse este OK foi uma pura decisão política e não económica.

Mas o governo, repito, tem dois problemas graves em mãos:
1 – A execução orçamental em si mesma.
2 – As medidas acordadas com os partidos à esquerda do PS já estão todas incorporadas neste orçamento, logo, para se manter o “acordo” vão ter que ser negociadas novas medidas com os partidos mais à esquerda.
A rentrée de 2016 (depois das férias e dos festivais de Verão) promete ser interessante. E quente. :-)

Luis Ramius disse...

E isto tambénm ajudou, LOL:

http://fotos.sapo.pt/rmoitadedeus/fotos/?uid=eCVD0hRSYTV95IjlyGS4&grande#foto

Floribundus disse...

no ps seguro´continuou o 44, o monhé segur o mesmo trajecto

desta vez como mandatário do pc e do be

pior que a implantação das medidas, são as consequências económicas

o bce está uma desgraça

a UE deixa passar o que resta do ó-gê-é, como que a dizer com alívio: '-vai morrer longe'

o bpi, prepara-se para ser espanhol; a CGD vai despedir mil devido ao prejuizo

não vejo que possa comprar o papel necessário para os emprestimos a pagar este ano

a agencia canadiana vai assistir sentada à derradeira bancarrota

'a cavalaria nunca recua ....'

Zephyrus disse...

Correm boatos que os sacanas do Governo fizeram chantagem em Bruxelas. A moeda de troca pela aprovação do Orçamento será aceitarem as condições do Reino Unido para não sair da UE.

Zephyrus disse...

o bpi, prepara-se para ser espanhol; a CGD vai despedir mil devido ao prejuizo

A CGD tem balcões a mais em algumas zonas. O concelho da minha mãe tem um balcão para 25 000 habitantes. Os 3 concelhos vizinhos para a mesma área e a mesma população têm um total de 5 balcões. O Pólo Universitário do Porto tem dois balcões, um bastaria e não muito longe estão dois balcões, um nem Arca de Água e outro em São Mamede. Os portugueses estão mal habituados pois em Inglaterra o uso de canais electrónicos é hoje muito, mesmo muito superior.

Zephyrus disse...

Quanto aos gregos. Não batem bem da cabeça. Estes gregos não são os mesmos de há 2500 anos. Aquilo teve lá os eslavos e os turcos muito tempo. Viver de glórias passadas para evitar assumir os defeitos do presente é coisa comum nos gregos. E nos portugueses...

"Au fond, le Grec ignore la réalité. Il vit deux fois au-dessus de ses moyens financiers. Il promet trois fois plus que ce qu'il peut accomplir. Il affirme connaître quatre fois plus de choses que ce qu'il sait réellement. Il ressent (et compatit) cinq fois plus que ce qu'il est capable de ressentir."

Nikos Dimou

Floribundus disse...

a Áustria tem 1/5 da dívida do rectângulo
exporta mais que importa
ao inverso do rectângulo

o estado MONSTRO gasta mais que recebe

como não há poupanças as empresas, principalmente as constusson cibil, e as famílias +ara bens de consumo

obrigam a um endividamento externo continuo e ao pagamento de juros

agora ou a cargo dos que sobrarem

pesadelos no reino de Pangloss

majoMo disse...

> "A única lição a tirar da Grécia já Salazar a deu cá, com prova dos nove e demonstração concreta e objectiva:
A única forma de um país pequeno se fazer respeitar é não dever nada a ninguém."

. Algo que o bom senso determina é, de facto, a sustentabilidade de qualquer dívida - e que a multiplicação keynesiana nega pretendendo que o homem pode fazer milagres como a biblíca "multiplicação dos pães e peixes", pretendendo fazer querer que Gastar é sinónimo de Produzir.
. Não admira que os dominantes Catedráticos de catedratices vomitem estultíces diarreicas:
- "Dívida é receita não efectiva" - Prof. Dr. Paulo Trigo Pereira
- “O dinheiro que Portugal pede emprestado é receita.” - Prof. Dr. Ricardo Paes Mamede

> "Cuba também não devia nada a ninguém."

. Não foi por "internacionalismo operário" que Cuba colocou soldados em Angola em 1975. Foi recompensada pela pilhagem efectuada em Angola nomeadamente esvaziando os Hospitais angolanos do equipamento médico existente, mesmo de loiça sanitária levada para Cuba e esbulhada das casas dos "exploradores brancos" portugueses - para além de armamento... Até o camarada Gabriel García Márquez que acompanhava os "lutadores proletários" cubanos ficou espantado com a qualidade das cidades angolanas.
. Após a implosão da URSS houve em Cuba uma recessão provocada pela retirada dos subsídios da União Soviética (cerca de 4 a 6 bilhões de dólares anuais entre 1989 e 1993).
. Na recente visita oficial do Presidente de Cuba, Raúl Castro, a França: "Paris irá perdoar parte da dívida cubana à França (cerca de 3,6 mil milhões de euros)".

muja disse...

majoMo,

é evidente que sim.

Quando não há necessidade de recorrer a empréstimos, não faz mal pedir um. Faz-se por conveniência, não por necessidade.

Quando se tem de de pedir empréstimos está-se dependente das condições de quem empresta.

Isto é óbvio e linear.

Quanto ao resto, claro também. Nem vale a pena.

josé disse...

"Até o camarada Gabriel García Márquez que acompanhava os "lutadores proletários" cubanos ficou espantado com a qualidade das cidades angolanas."

Este pormaior ninguém fala. O que os portugueses fizeram nos vinte anos dos anos cinquenta até 1974 ninguém quer falar nas tv´s com o devido destaque, com nomes dos arquitectos, dos planeadores, dos responsáveis do "fassismo" que tal coisa fantástica fizeram.

Tal seria reconhecer a nossa grandeza e que hoje nem tem paralelo.

josé disse...

Já por aqui mostrei em tempos o que era a então Lourenço Marques.

E Luanda poderia ser tão interessante desse ponto de vista.


O que lá deixamos assim ficou e o resto é obra posterior que não supera a inicial.

Kaiser Soze disse...

Entre o Governo e algumas opiniões aqui expressas só há um problema: a realidade.

As loas a partes do Estado Novo são justificadas, o problema são os papalvos que ainda não perceberam que os tempos são outros.
Podem seguir-se princípios mas não receitas requintadas.
Os tempos mudaram.

Maria disse...

Isso, isso, José. Nunca será demais falar nas benfeitorias levadas a efeito por Portugal nos seus territórios africanos, com especial destaque para Angola e Moçambique. Quando vejo aquele bonito edifício do Banco d'Angola, em plena marginal de Luanda, onde trabalharam dois amigos dos meus Pais, fico com uma tal raiva incontida aos 'descolonizadores' que pertencesse eu a um gangue criminoso e matá-los-ia. Todo o esforço foi em vão. Tudo ficou perdido graças a gente malvada que não tinha nem tem razão d'existir.

Uma pobre cubana entrevistada em directo já vão algumas décadas, quando se queixava de que não os cubanos possuíam nada de nada em casa, nem sequer dinheiro para adquirir bens de consumo ou algum electrodoméstico dos mais primários, acrescentava que pelo menos durante o tempo em que os militares cubanos permaneceram em Angola as famílias recebiam bens de todo o género por eles enviados, como frigoríficos, marisco, peças de mobiliário, etc., que tão bem lhes faziam.

Um casal amigo de família tinha uma casa em Luanda, não luxuosa mas bem mobilada, teve que fugir de lá de mãos a abanar, como milhares doutros nas mesmas circunstâncias. Quando ouvi o testemunho daquela cubana, pensei d'imediato que tinha sido assim que o belo recheio da casa dos nossos amigos (e como a deste, a de muitos mais) havia sido pilhado e enviado para Cuba num ápice. Foi assim que a mando dos revolucionários e dos democratas-traidores-à-Pátria, que apregoaram durante décadas aos quatro ventos quererem ir libertar os povos oprimidos de Portugal e os dos territórios africanos, por viverem sob o jugo do tenebroso ditador fascista Salazar. Viu-se o resultado de tanta filantropia e de generosidade a rodos.

Depois, bem depois de nos terem despedaçado Portugal e de terem destruído a vida de milhões de portugueses, começámos a viver em esplendorosa democracia e cheios de liberdade e alegria mas não estranhamente sob outra ditadura desta vez genuína e um milhão de vezes pior do que a anterior (que afinal não o era) e por isso mesmo bem encapotada. De facto respiramos liberdade por todos os poros mas curiosamente para votar só temos liberdade se o fizermos nos partidos autorizados pelo sistema, sendo os da direita nacionalista e patriótica terminantemente proibidos segundo o estabelecido por uma pseudo-Constituição elaborada pelos mesmos falsos democratas que permitem o que lhes convém e proibem o que pode travar ou anular os seus diabólicos planos maçónicos para o País.
(cont.)

Vivendi disse...

Temos um nº de funcionários públicos que passou de 383 mil em 1979 para 731 mil em 2005. No fim de 2014 o registo é de 656 mil. Note-se que este número exclui os funcionários que trabalham em empresas do Estado. Em 1968 o nº de funcionários públicos era de 197 mil.

Maria disse...

(Conclusão)

"Isto" uma democracia? Não nos façam rir e não brinquem com coisas sérias. Os portugueses merecem melhor. Chamem-lhe antes uma mixórdia política do pior extracto, pior que mal cheirosa, verdadeiramente putrefacta.

Ando para fazer uma pergunta que já deveria ter sido feita há décadas por alguém patriota e independente de partidos, que, se respondida, nos poderá dar a noção exacta da farsa monumental de regime em que chafurdamos, pergunta que vem mesmo a talhe de foice. Se toda a gama de corrupções, tráficos de influência, assaltos ao erário público, desvios de dinheiros dos Bancos do Estado (e igualmente dos privados, estes com administradores propositadamente neles colocados pelo próprio sistema), empresas estatais, etc.; se as redes de criminalidade das mais violentas e das mais degeneradas que existem ao cimo da Terra, se estabeleceram com livre trânsito no País logo a seguir ao 25/4 e nunca mais de cá saíram, por que motivo elas nunca foram denunciadas pelos dirigentes dos partidos comunistas e dos da extrema esquerda (o partido socialista não conta para o caso porque, além se ter sido o introdutor das mesmas no País, está metido nelas até à ponta dos cabelos) tendo em conta que estes sempre se distanciaram das políticas levadas a cabo pelos três principais partidos da governação a que eles sempre apelidaram odiosamente de extrema direita e fascistas e sabendo-se de ciência certa que os dirigentes de todos estes partidos esquerdistas tinham total conhecimento (tinham forçosamente que o ter) da perversão moral e da podridão política e cívica de quase todos os membros dos três partidos que têm governado o País desde Abril (com a supervisão e aconselhamento dos comunistas e outros extremistas, pois sem eles nada feito já que foi com o seu insubstituível contributo que o regime foi arquitectado), bem como do próprio sistema enquistado desde o seu início, o que faz com que passadas quatro décadas já não tenha salvação possível? Que género de brutas contrapartidas têm vindo a receber os partidos marxistas, estalinistas e maoistas para terem permanecido calados desde sempre? Não se tratará de hipocrisia e cinismo desmesurados, a juntar a uma dose descomunal de oportunismo, o que lhes tem permitido sobreviver e usufruir das benesses do sistema? Perante os factos mais do que evidentes e comprovados, há que concordar que sim. Repito a pergunta de inquestionável actualidade, a mesma que já deveria ter sido colocada e respondida há tempo demasiado. Por que motivo os partidos de esquerda e de extrema esquerda, que se dizem polìticamente íntegros e pessoalmente impolutos, nunca denunciaram a escandalosa podridão política, cívica e moral que atinge sem margem para a mais pequena dúvida quase todos os políticos que nos têm vindo a governar nos últimos quarenta anos, uma autêntica máfia, alguns dos quais ainda sobrevivem e permanecem escandalosamente em actividade, nem nunca denunciaram os crimes gravíssimos, não só económicos como variadíssimos outros, incluíndo os de sangue, pelos mesmos perpetrados? PORQUÊ?

Só mais uma pergunta, a exigir igualmente uma resposta, assunto a que aliás o José tem vindo a fazer referência amiúde e com toda a justiça. Por que motivo os partidos comunistas são excluídos (no caso, porque foram proibidos pelo novo regime) de participar nos sistemas políticos, agora democráticos, dos países de Leste, após estes se terem livrado do sanguinário regime soviético e em Portugal tal decisão patriótica nunca foi tomada? Isto tendo em conta os trágicos episódios ocorridos no nosso País em 1974/75 por iniciativa daquele partido (e dos partidos mais à sua esquerda e com ele conluiados) e que, sob a sua exclusiva influência e mando, levou ao genocídio de milhões de portugueses inocentes?