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quarta-feira, 18 de maio de 2016

A nova TVI já está a arder?

JN:

A Associação de Lesados do Banif (ALBOA) vai avançar com uma ação judicial por negligência contra a TVI até ao próximo fim de semana e depois contra a Comissão Europeia, por indícios de responsabilização da mesma no processo.
"Iremos avançar para ações contra a Comissão Europeia, porque temos indícios suficientes de responsabilização da mesma. Até ao próximo fim de semana, haveremos de avançar com uma ação contra a TVI, por negligência", anunciou hoje o presidente da ALBOA, Jacinto José Brito da Silva, na comissão parlamentar de inquérito ao Banif, onde está a ser ouvido.

Sérgio Figueiredo que passou da Fundação EDP para a afundação da TVI deve ser ouvido hoje no Parlamento e vai ter muito que explicar embora se preveja que diga nada, aos costumes.

O caso começou assim, como se explica aqui, embora os bastidores ainda não sejam bem conhecidos e apenas adivinháveis...

 No fim de Novembro o Banif inicia um concurso para a venda da posição do estado (60,5%). Jorge Tomé, presidente executivo do banco madeirense, afirmou mais tarde que receberam quatro propostas válidas, uma delas do próprio grupo Santander – que oferecia um valor muito superior. Estas propostas seriam apresentadas entre 14 e 18 de Dezembro;

13 de Dezembro: Um dia antes da apresentação das propostas, a TVI transmite em directo no canal TVI24, no site da TVI24, no Facebook e no Twitter a notícia: “Banif: está tudo preparado para o fecho do banco
.

O problema que se criou instantaneamente e levou à corrida aos depósitos foi inequivocamente fruto desta notícia como já se deu conta várias vezes e o próprio Figueiredo, agora com as barbas de molho, já admitiu implicitamente ao DN de 6.3.2016, embora negasse o efeito deletério. Apenas admitiu a self-fullfilling prophecy, tomando toda a gente por uma cambada de parvos. Veremos se os tribunais também vão na cantiga.


O indivíduo achou que a notícia era para dar e quem lha deu também queria tal coisa. O que está por se saber é quem foi a pessoa que lha deu. Obviamente, quem estava interessado que fosse divulgada, naquela altura. Há vários suspeitos mas todos se reconduzem a um: o dono da TVI.

Depois de atear o fogo ao banco, veio pedir desculpas, coitado, por ter lançado o fósforo e respaldou-se no direito à informação e patati patata.

É evidente que o cerne da questão reside em saber quem foi a fonte da TVI e porque razão o rapaz da afundação se prestou ao frete informativo, mascarado de paladino da liberdade de informação para afundar um banco em proveito de interesses obscuros mas que não eram certamente os da informação tal como deve ser entendida neste contexto.

A fonte, presumivelmente,  não a revelará e por isso ficam as suspeitas legítimas. Sobre o frete, parece tão claro que até dói tanta evidência, a apurar na audição de hoje...

Sobre a acção contra a TVi e o seu responsável, basta que se prove a ligação causa e efeito...e para isso já ocorreram debates muito curiosos...

2 comentários:

Floribundus disse...

blá blá
e já está

o milagreiro são tander já contratou ex-ministros do ps

José Domingos disse...

As averiguações da ar, são de uma imbecilidade confrangedora. Estão-se a olhar para o espelho, julgando-se uns iluminados, com os resultados que conhecemos, onde um resultado é votado. Ridiculo.
No caso da informação, sobre o banco, o jornalixo nacional, fez mais um frete.
Estamos assim, até quando?