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domingo, 15 de maio de 2016

Júlio Pinto, a filosofia de ponta de um jornalista comunista expulso do PCP

No ano de 1981 o jornalista do "diário" ( o tal da "verdade a que temos direito"), órgão oficioso do PCP na altura em que o dinheiro ainda chegava para tal, publicou alguns artigos sobre o caso PRP-BR, do terrorismo de extrema-esquerda, particularmente sobre a greve de fome de militantes do tal partido revolucionário de um certo Carlos Antunes/Isabel do Carmo, então presos por terem ido à missa vezes demais.

Júlio Pinto, jornalista falecido em 2000, em 1981 ainda era do PCP, depois de tudo o que se sabia sobre o PCP, o Leste, a repressão comunista, os gulags, a censura, a limitação das liberdades políticas, etc etc etc. Era comunista e tal conferia-lhe uma aura de superioridade moral que é apanágio dos seus semelhantes.

Porém, o PCP não lhe chegava para lutar contra a burguesia e por isso alinhava textos por fora da linha programática do "partido" e esta organização ortodoxa não lhe perdoou e instaurou um procedimento disciplinar que acabou na expulsão por traição a tal linha ortodoxa e inflexível. Álvaro Cunhal leu a decisão.

O jornalismo da esquerda não alinhada com o PCP rasgou então as vestes de indignação por causa disso e O Jornal de 2 de Outubro de 1981 publicou assim algumas páginas, sempre sobre o acessório do assunto e nunca sobre o essencial: a especial natureza do comunismo. O editorial é exemplar do modo como chegamos à geringonça que anda por aí aos solavancos e porque é que Portugal continua a ser o país mais atrasado da Europa.

Um certo Vital Moreira só mais de meia dúzia de anos depois é que descobriu que andava enganado, no tal partido...



6 comentários:

hajapachorra disse...

O vital teve sempre ar de seminarista traumatizado, de conas parolo.

Sr. Hamsun disse...

Jornalismo de merda é o que mais há. Eu acho que o dito jornalismo actual faz o Diário parecer uma coisa séria, ao menos assumiam-se como estalinistas que eram. Hoje vivemos sob o totalitarismo politicamente correcto e hipócrita que se faz passar por plural. Olhe-se o Público, o DN, as televisões, seja o que for, e não há um só que escape à submissão, à sabujice, aos ditames da nova ordem. O único que ainda consegue furar o bloqueio é o CM. Não que não seja politicamente correcto, mas é-o menos que os outros e não tem o pretensiosismo dos outros, onde o que mais há é analfabetos auto-erigidos em intelectuais.

zazie disse...

A Filosofia de Ponta tinha piada e era em parceria com o Nuno Saraiva (outro comuna empedernido e muito talentoso)

josé disse...

É verdade. O Nuno Saraiva desenho muito bem as mulheres...ahahaha.

zazie disse...

ehehehe

Floribundus disse...

os vermelhos ganharam o campeonato

o jesus verde não tem nada a ver com o Verdadeiro