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terça-feira, 19 de julho de 2016

O nosso nacionalismo de sempre

Pedro Soares Martinez publica hoje no O Diabo este artigo que mostra o que era o nacionalismo salazarista e que não envergonha ninguém.
Em vez de se andar sempre com o (g)orgulho nacional na boca, deveria ser esta a noção mais estimada do conceito.


Neste momento, um dos exemplos mais flagrantes do conceito é este e que merece admiração:





21 comentários:

muja disse...

Mas... Salazar não era um teimoso casmurro? Mas... e os mitos? Mas... e o realismo fantástico?


josé disse...

E que é que isso tem a ver?

Salazar não acreditava nos mitos a não ser como símbolos. Acreditava noutra coisa bem mais real e terrena e penso que seria também crente.

josé disse...

O realismo fantástico aparece com os neos...que são mais salazaristas que Salazar.

josé disse...

De qualquer modo, Soares Martinez define aqui o nacionalismo em que acredito e acho que todos deveriam reflectir.

Portugal é isso, parece-me.

muja disse...

Tem tudo que ver, parece-me.

Como é que se reconcilia isto com o que o José e outros acham que se devia ter feito em relação ao que Salazar e a maioria dos portugueses entendiam que era Portugal?

Essa opinião é conforme ao "rasgar as baias que nos vedam a contemplação das vias diversas daquelas que, através dos tempos, interesses alheios nos mostraram como sendo as adequadas às fatalidades atribuídas ao nosso destino"?


josé disse...

Acho que não entendeu a minha ideia sobre o nacionalismo que perfilho e acho será a de Soares Martinez e de Salazar.

Mas isso poderá suscitar discussão que acho muito interessante mas ficará para quinta-feira próxima, se Deus quiser.

jkt disse...

Temos todas as condições para prosperar, não em democracia.
Por cá não funciona. Governados por moços sem noção que nunca geriram sequer uma banca de venda de limonadas.
O País tem tudo. O povo é trabalhador, mas... claro, emigram - encher pneus não dá.

Floribundus disse...

70% dos nativos gostavam de ser espanhóis

aceito uma Federação Ibérica
dos Periférícos vs Castela

isto por cá foi 'chão que deu uvas'
não é um mercado
não passa duma tendinha

onde a acédia é o nosso principal principio

loucura
carnaval
diversões
.....

joserui disse...

Acabo por não perceber onde Soares Martinez quer chegar… continuamos a ser os melhores em quê exactamente? Futebol? Nem aí se aplica o "continuamos", há muito mais exemplos de participações verdadeiramente vergonhosas (até com jogadores de génio) do que vitórias em europeus ou mundiais…
Para estender esta vitória do dia 10 ao resto da sociedade, muito para lá de algum orgulho bacoco e de manifestações de berros e boçalidade (diz que é povo), só com muito boa vontade. A cama é capaz de ser curta e os lençóis ainda menos… Dito isto, Julho tem sido caracterizado por uma série de sucessos notáveis. Até nisso este Costa e a geringonça têm sorte. -- JRF

jkt disse...

Somos trabalhadores...
Pelo menos lá fora. O que até é vergonhoso - sair tanta gente deste buraco que tinha tudo para dar certo.
É triste.
O futebol... é uma alegria. Não temos mais nada.

jkt disse...

Agora já não é só emigração de trabalho indiferenciado. Conheço médicos com 50 e tal anos que saíram daqui do buraco...
A maior parte dos recém formados...
É o que disse em cima, encher pneus não dá. Seja o trabalho que for.
Seja qual for a expectativa... aqui não dá.
O pessoal gosta do futebol e muitos são foleiros e tb o sou por vezes, porque não...
Mas não se enganem...
Não somos burros.
Todos sabemos bem o que isto é. Mesmo todos.
O México da Europa.
A taxa de desemprego ( mesmo aldrabada ) mantém-se porque muitos mandam-se para fora sem nada no bolso, tipo anos 60...
Ninguém fala nisso...
Eu vivo no interior e sei bem o que é.

zazie disse...

Por acaso também não sei bem em que é que somos melhores.

A desresponsabilização em tudo e falta de profissionalismo é uma característica tramada.

E isso de adaptar é mais saindo de cá. Cá nem sei se somos assim tão adaptáveis ou a auto-indulgência é que engana

Floribundus disse...

fora disto ou se trabalhava ou vivia-se no bidonville e pedia-se no Metro

conheci muito lixo humano e muita gente sem sorte

os actuais estão cada vez mais votados ao insucesso

França e a Itália parecem a Torre de Pisa

Floribundus disse...

Aristófanes Nuvens
'Angustiado, o velho e endividado Strepsíades lamenta que, à medida em que as fases da lua se alteram, vai se aproximando o prazo de vencimento das dívidas. Apesar de todo seu desespero, tanto o filho quanto seu escravo não fazem outra coisa senão dormir e peidar.'

ao estado a 'quisto' chegou

Zephyrus disse...

O texto está muito bom. Bem escrito com uma linguagem simples e rico em conteúdo.

muja disse...

Cá estou à espera.

JC disse...

Enquanto estivermos entregues a estes alienígenas alucinados e doentes mentais, a nossa nacionalidade - ou melhor, a nacionalidade das nossas "elites"(ou a falta dela) e a falta de respeito pela nossa História, dá nisto:

http://observador.pt/2016/07/19/relva-substitui-brasoes-florais-da-praca-do-imperio/

Ricciardi disse...

O problema do nacionalismoa, que se refere o texto, no mundo actual é que não funciona. É pena, mas não funciona. O mundo já não se percorre a pé ou cavalo. Nem de carro nem de mota. Qualquer destino está a umas horas de distância. A informação, essa, não tem distância.
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Rothschild ganhou muita massa em Inglaterra lançando o boato na praça londrina de que Napoleão teria ganho a guerra em Waterloo contra os ingleses. As acções inglesas desceram para quase zero e Rothschild comprou praticamente a economia inglesa em dois dias a preço da uva mijona. Quando se soube a verdade Rothschild já estava o homem mais rico do mundo.
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Esta estória serve pra dizer que, naquela altura, a informação ia a cavalo.
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O tempo tinha outra relevância.
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Não é possível viver fora do mundo actual e proteger a nosso modo de vida.
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Não é possível sos tempos de hoje conquistarmos territórios. Até porque não há territórios desconhecidos. Por conseguinte não é possivel extrair recursos para financiar o nosso modo de ser.
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Temos de nos valer apenas das nossas melhores competências para podermos concorrer com os outros. E, realmente, as nossas melhores competências não são aquelas que as Europas querem muito que sejamos. Praticamente não somos melhores em nada. Podemos ser melhores às vezes, nunca com regularidade.
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Ser melhor ou pior não é um estatuto que nasce connosco. É virtude a conquistar. Com educação, fundamentalmente. O resto vem por osmose. E foi na educação que sempre fizemos questão de investir pouco. Quase sempre. Muitas vezes destruímos a educação, como no tempo do marquês de pombal e a expulsão dos jesuítas. Noutras alturas expulsamos o conhecimento como no tempo da expulsão dos judeus.
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No tempo do estado novo fez-se um pequeno esforço pela alfabetização. Mas a educação enqusnto conhecimento nunca esteve ao nível doutros países. E ainda não está. Apesar de haver progressos. Falta investir mais no software educativo e menos no hardware. Mais no conhecimento e menos no betão.
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Rb

muja disse...

Em Israel não funciona?

Ricciardi disse...

Israel é um país profundamente virado para a educação e conhecimento. uma nação aberta ao mundo que exporta tecnologia de topo. Só se fecha para aqueles que os querem eliminar.
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Rb

João José Horta Nobre disse...

O Cristiano Ronaldo não é exemplo para ninguém e pessoalmente tenho mesmo até desprezo por essa personagem. Fez um filho a uma mulher que ninguém sabe quem é, para de seguida tirar-lhe o filho. "Belo" pai, é o que se chama mesmo um pai de merda!

Não deixa, porém, de ser irónico ver tanto cristão conservador por aí, defensores acérrimos dos "valores da família", mas simultaneamente adoradores de um jogador de futebol que deu o exemplo fazendo um filho sem estar casado e de seguida retirando o filho à própria mãe. Trata-se sem dúvida de um exemplo a seguir!