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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Os homens da regisconta que pagam as contas do país...

Este texto que segue foi agora publicado na revista Exame de Julho do ano corrente e está assinado por Henrique Raposo.

É o perfeito antídoto para os que perseguem os homens da regisconta em nome de uma suposta superioridade intelectual da cultura anti capitalista pelo capricho esquerdista de o serem, apenas.

No Norte estão as pequenas grandes indústrias que nos salvam da bancarrota definitiva. É a esses que  se deveria prestar maior atenção em vez de  se andar a catar neo-liberalismos imaginários e homens de regisconta de fantasia para fustigar quem quer produzir riqueza em vez de proclamar apenas as grandiosas pretensões de diminuir a pobreza que redundam sempre em aumentá-la.


9 comentários:

Floribundus disse...

não tarda vem de Bruxelas a factura dos custos de funcionamento da geringoça

vai ser regis conta

p monhé anda amarelo
o pr itinerante parece um electrão satélite com o seu grau de indeterminação

se o Brasil ainda fosse colónia pensava que Belém era no Pará

ainda vai pará à Terra Santa

Zephyrus disse...

Assino a revista.

Reparei logo em Lisboa bem a vermelho. E o Porto a verde.

Todas essas empresas poderia ter sido desenvolvidas há 40 anos.

Odemira está a verde. Os projectos que lá estão de agricultura chegam com 40 anos de atraso.

Medina Carreira diz que no cavaquismo gente do Governo dizia: «agricultura nunca mais».

Todas as regiões ricas do Ocidente têm uma agricultura moderna e intensiva. Ninguém desistiu. Apenas é uma agricultura mecanizada e mais produtiva, que ocupa menos espaço e menos de 5% da população activa.

O PREC, Cavaco, Guterres e Sócrates, PCP, PS e PSD atrasaram-nos 4 décadas em relação aos espanhóis. Isso vê-se na diferença de PIB per capita. E quem não acredita em números pode passar a fronteira. Qualquer terriola tem o seu aviário, a sua fabriqueta de enchidos, presuntos, patés, os montados cheios de gado. Por cá? Nada de nada. Tudo a trabalhar para o Estado nas autarquias e a lamuriar-se da austeridade. A este marasmo escapam grosso modo duas regiões, o Litoral Norte e o litoral algarvio com o turismo. E já que falamos em turismo no litoral algarvio, foi ideia do «fássismo», com a construção do aeroporto e o desenvolvimento urbano de Monte Gordo, Praia da Rocha ou Vilamoura.

O Estado Novo desenvolveu o turismo no Algarve mais de meio século antes dos espanhóis fazerem o mesmo na Costa da Luz. Em 1970 já diziam que o litoral algarvio era muito mais rico e desenvolvido que o litoral de Huelva. E no final dos anos 80 já havia a noção que o turismo português tinha um grande atraso em relação ao espanhol. Cunhal, nos tempos do PREC, vociferava contra os males do turismo capitalista. Hoje voltam a vociferar em Lisboa contra a Ryanair, a AIrbnb, a UBER, os turistas, e tudo o que cheire a iniciativa privada e modernização.

Zephyrus disse...

As primeiras vezes que fui a Inglaterra e ao Norte de Itália fiquei espantando porque vi terras cultivadas. Na minha ingenuidade de adolescente pensava que nos países ricos não havia agricultura nenhuma e que a Andaluzia, Múrcia ou Valência eram excepções por causa do clima.

Andando para trás na História, já Sá de Miranda criticava o abandono das terras no século XVI...

Zephyrus disse...

Mas Lisboa tem um PIB per capita muito, muito superior ao Norte.

O de Lisboa está acima da média da UE.

O do Norte está quase 40% abaixo.

Portanto algo está muito errado no modelo de Estado que temos.

O Prof. Miguel Cadilhe diz que o esforço fiscal que temos está quase 200% acima da média da UE. Face aos nossos rendimentos e PIB, pagamos impostos a mais. Quem os suga? Os Ministérios sediados na capital... e não esqueçamos que as grandes empresas do PSI 20, muitas sem concorrência, estão com as sedes em Lisboa...

Portanto as elites de Estado de Lisboa tornaram-se um eucalipto que seca o país.

Até o dinheiro dos jogos sociais é gasto exclusivamente em Lisboa... e nem todo em caridade... os Ministérios ou as Comissões de Igualdade levam fatia de leão...

Zephyrus disse...

Como se explica que o Norte com tanto vigor tenha um PIB per capita quase 40% abaixo da média da UE?

E Lisboa esteja acima da média da UE?

Como se explica que o Algarve não tenha ainda um PIB acima da média da UE, ao nível de uma Catalunha? Sendo o Algarve aliás a única região «rica» em Portugal Continental além de Lisboa...

josé disse...

Esses problemas o idiota do Pacheco nem os cheira...

hajapachorra disse...

Não consegui passar do primeiro parágrafo. Um tipo que escreve 'em detrimento do consumo passivo de produtos importados' quando quer dizer exactamente o contrário não merece um minuto de atenção. Sorry. A 'direita' assim não sai da cepa torta.

Zephyrus disse...

http://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/images/1/1f/Gross_domestic_product_%28GDP%29_per_inhabitant%2C_in_purchasing_power_standard_%28PPS%29%2C_by_NUTS_level_2_region%2C_2013_%28%C2%B9%29_%28%25_of_the_EU-28_average%2C_EU-28_%3D_100%29_RYB15.png

A Galiza passou-nos a perna.

Por que motivo o Norte não está ao nível de uma Catalunha ou País Basco? Ou o Algarve?

Algo correu mal em 40 anos mas o intelectual Pacheco não explica.

Floribundus disse...

o mal deste rectângulo são os visitantes de esquerda que o dirigem

espécie de
'Sanção e Dalila'

ín partibus infidelium

em Belém aluga-se palácio desocupado

aparecer e dar pareceres