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sábado, 19 de novembro de 2016

O comunismo na Alemanha...

O Militante do PCP, edição Novembro/Dezembro do corrente, derrama lágrimas amargas sobre a democracia alemã que de 1956 a 1968 lhe proibiu a expressão pública e o direito de reunião. De facto o partido comunista alemão foi proibido e julgados durante anos os seus militantes, só por causa disso. 10000 julgamentos, 200.000 processos que resultaram em penas de prisão, privação de direitos cívicos, etc etc.

O fascismo, quoi! Curiosamente nunca se ouviu o PCP a clamar contra o fascismo da Alemanha do pós-guerra...e mesmo que a partir de 1968 tenha ressurgido a fénix vermelha os dirigentes alemães conheciam as peças e proibiam-nos de participar na função pública por serem "radicais"...

A história é pouco conhecida mas deve sê-lo melhor:


Se tivessem feito o mesmo por cá, logo a seguir ao 25 de Abril de 1974 teríamos uma sociedade mais sadia, mais próspera e mais igualitária. Assim, temos bancarrotas atrás de bancarrotas...

Aliás, na Europa que conhecemos só a nossa parolice dá alento a este PCP, com estes jovens pensadores que dão esperança aos amanhãs a cantar.




Lá, na Alemanha e em toda a Europa o comunismo é coisa do passado e com razão:

Karl Marx e Friedrich Engels eram alemães, mas nem isso parece chegar para que o Partido Comunista Alemão seja um partido com verdadeira relevância na política do país. A última vez que o partido teve alguém no Bundestag foi em 2008, quando Christel Wegner (militante do PCA, mas incluída no grupo parlamentar do Die Linke) foi expulsa da bancada onde estava inserida após ter apelado ao regresso da polícia política da Alemanha de Leste numa entrevista:
Acho que se fosse criada uma nova sociedade, iríamos precisar de uma organização [como a Stasi] de novo, porque teríamos de nos proteger das forças reaccionárias que tentassem destruir o Estado a partir de dentro”.
É precisamente no Die Linke que se concentra a esquerda alemã (aliás, o nome do partido significa A Esquerda), que foi formada em 2007 numa junção de várias forças à esquerda dos socialistas do SPD — inclusive dissidentes destes últimos, que são o segundo maior partido da Alemanha. Além disso, estão lá antigos militantes do Partido do Socialismo Democrático (o sucessor do Partido Socialista Unido da Alemanha, a força política por detrás da ditadura da Alemanha de Leste).
Nas últimas eleições legislativas alemãs, em 2013, o Die Linke teve 8,2% dos votos. Conta com sete eurodeputados em Bruxelas e foi a fonte de inspiração do Bloco de Esquerda quando, em 2012, decidiu optar pela solução de dois porta-vozes, conhecida como a liderança bicéfala.
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16 comentários:

zazie disse...

Não vejo que o comunismo seja assim tão "coisa do passado", incluindo na Alemanha, pelo facto de se travestir em Frentes de Esquerda mais "modernas".

zazie disse...

A diferença está em quem tem os sindicatos na mão.

Floribundus disse...

se os sociais-fascista têm conquistado o rectângulo durante o 1º prec

não estávamos 'aqui e agora'

agora são tigres de papel ... higiénico

Floribundus disse...

'italiano fedente'

«Em 2009, após frustada tentativa de se filiar ao Partido Democrático de Pier Luigi Bersani, Grillo fundou com seu sócio no blog beppegrillo.it, Gianroberto Casaleggio, o Movimento 5 Estrelas, com plataforma populista de protesto à classe política tradicional, à política econômica dos Governos de Silvio Berlusconi e Mario Monti, e às diretrizes de austeridade da União Europeia.

Beneficiado pelo agravamento da crise na Eurozona, Grillo obteve histórico resultado nas eleições italianas de fevereiro de 2013, garantindo a seu movimento 25,5% dos votos e 108 cadeiras na Câmara dos Deputados e 23,7% dos votos e 54 cadeiras no Senado.[5] Seu êxito afetou o desempenho esperado dos democratas de Bersani, e deixou a Itália, uma vez mais, em impasse político-administrativo.[6]

Por meio de post em seu blog no dia 27 de fevereiro de 2013, Grillo afastou qualquer possibilidade de participar de governo de coalizão com o Partido Democrático, tendo chamado Pier Luigi Bersani de "morto que fala" (morto che parla) - referência irônica ao filme 47 morto che parla (1950), estrelado pelo grande comediante italiano Totò.[7] Grillo, por sua vez, foi chamado de "palhaço" pelo político alemão Peer Steinbrück, líder do Partido Social-Democrata, alinhado com o grupo de centro-esquerda de Bersani.[8] O epíteto "palhaço" foi igualmente utilizado pela revista britânica The Economist em relação a Grillo - e também a Sílvio Berlusconi - na capa de suas edições europeia e americana de 2 de março de 2013 ("Que venham os palhaços: como a desastrosa eleição italiana afeta o futuro do euro").[9]

por cá temos a geringonça de vitória em vitória
até ao descalabro final

com a bênção paternal do seu porta-voz belenense

Floribundus disse...

comunismo no rectângulo

«
Caixa perde quase 90 milhões. PSD quer saber mais sobre acordo com nova administração

Terá sido por e-mail que o Governo assumiu com os novos gestores do banco público o compromisso de os isentar da apresentação da declaração de rendimentos, adianta a imprensa desta manhã.

Presidente da Associação Portuguesa de Bancos: “Ruído é muito negativo para a Caixa e para o sector bancário"

A Caixa Geral de Depósitos teve prejuízos de 189,3 milhões de euros nos primeiros noves meses do ano. No mesmo período do ano passado, registou um lucro de 3,4 milhões de euros.

A informação consta do relatório do banco, publicado na noite de sexta-feira no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e segundo o qual na origem dos prejuízos está a redução da actividade doméstica. A melhoria da actividade internacional ajudou a que os números não fossem piores

Floribundus disse...

Insurgente

auf wiedersehen?
ON NOVEMBRO 19, 2016 BY RICARDO ARROJAIN DIVERSOS3 COMENTÁRIOS
“A minha perceção é que a Comissão Europeia basicamente desistiu de aplicar as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento” — a afirmação é de Jens Weidmann, presidente do Bundesbank, o banco central alemão. “ (no ECO – Economia Online)
Ora, do mesmo modo que poucos anteciparam o Brexit ou a vitória de Trump na América, também poucos verdadeiramente acreditam que a Alemanha pode um dia querer sair do euro. Mas numa altura em que é evidente uma (nova) Comissão Europeia, assumidamente política como ainda há dias escrevia o comissário europeu Carlos Moedas, começam também a ser evidentes os sinais de desconforto alemão. Issing, Weidmann, Schauble e Regling não são coincidência. O mercado vai tomando nota.

cada dia mais vermelha

zazie disse...

Pensando neste fenómeno do comunismo fóssil praticamente extinto mas nestas novas "frentes" onde o marxismo cultural faz ninho, acho que o problema é sempre o mesmo- os "compagnons de route".

Os "compagnons de route são uns personagens contraditórios q.b. que acabam por proteger aquilo que maos próximo deles existe e do qual se afirmam pela negação.

Por cá é o PS e são coisas mais vagas que se apresentam como a "sensatez" contra os extremismos mas apenas servem para albergar os malucos.

Literalmente. E penso isto até com o exemplo que dei da deficiente com cromossoma 15 a quem a Santa Casa anda a dar formação para tratar de velhos em apoio domiciliário.

Aquilo que dantes era bom senso e bastava dizer-se "tenha juízo e não diga disparates" tornou-se proibido. E tronou-se proibido não pelo lobby directo dos maluquinhos a quererem ser lei, mas pelos compagnos de route que interesseiramente os albergam para carreira.

E isto há-de ser válido para tudo. Não são os comunas que mandam, nem o comunismo que passou a ser aceite e maioritário- são os imbecis dos compagnons de route que se apresentam como negando aquela loucura mas que os protegem e os branqueiam.

josé disse...

O PS é o grande compagnon de route desde sempre.

A base ideológica do PS é a mesma, essencialmente que a do PCP: o marxismo-leninismo, no caso do PS, podado da tendência totalitária.
Se o PCP tende para o totalitarismo e a exclusão ideológica de qualquer concorrência, o PS tende para a concentração e amálgama dessa mesma ideologia podada do totalitarismo. Por isso se afirma democrático, mas a base ideológica é a mesma e que repousa na luta contra a "burguesia" que vai tomando diversos matizes.

A burguesia, actualmente, são eles próprios, tal como na organização soviética a classe dirigente tomou o lugar da burguesia e dos seus privilégios.

josé disse...

Foi essa semelhança que impediu o PS em 1974-76 aceitar que o sistema económico que tínhamos era o mais adequado á evolução que fatalmente se faria sentir nos anos vindouros.

O PS e Mário Soares em particular, preferiu manters-e fiel às raízes marxistas e impediu de facto a retoma do sistema económico que tínhamos.

Esse foi o grande erro e a grande tragédia nacional em que o PS colaborou e continua a colaborar.

zazie disse...

É verdade, José.

Pensei no assunto ontem por causa da conversa que tive com a minha amiga socialista.

É um fenómeno muito mais complicado porque aparentemente eles apresentam-se como os que travam e combatem todos os extremos.

Mas é mentira- são os que protegem e sempre protegeram a extrema-esquerda e toda a extrema imbecilidade que apareça com carga igualitária.

zazie disse...

E foi o José quem levantou esssa questão há muito tempo chamando-a assim mesmo- "compagnons de route".

Acompanham sempre a mesma estrada que não leva a lado nenhum. E desse curso histórico não se desviam nem largam mão.

Fazem umas guinadas estratégicas apenas para manterem a tal credibilidade de aparente bondade e bonomia- a tal falsa aparência de centro de equilíbrio.

Desmontar essa patranha deve ser mais importante que mostrar que o comunismo é uma fossilidade histórica.

zazie disse...

A coisa resume-se a isto: encostem bem um socialista à parede que acaba por vir à tona o marxismo ideológico.

E eles começam sempre a anteciparem-se a nós todas as críticas à extrema imbecilidade e ao comunismo (sinónimos, claro). E esse aspecto é que é a máscara. Sabem logo caracterizar toda a trampa comuna e toda a extrema imbecilidade fracturante.

Melhor que nós- porque a vivem. E vai-se fazendo perguntas e mais perguntas acerca do modo como reagem a tudo isso que sabem caracterizar como uma imbecilidade perigosa que rejeitam e a coisa acaba como acabou ontem a minha conversa com a socialista: "pois, mas habitua-te que o mundo mudou e agora é assim".

"Habituem-se" é a expressão chave e preferida dos compagnons de route.

zazie disse...

Melhor que nós porque a albergam. Porque são os responsáveis pela trampa medrar. Dão-lhe acolhimento e manto protector para que não se veja bem que aquilo é merda. Fazem com que o comunismo pareça uma coisa boazinha e sem força porque a força são eles que apenas permitem que o lado "idealista" e bonzinho do "comunismo" se manifeste "democraticamente".

E quem diz comunismo diz toda a porcaria de causas da moda que os outros palhaços da extrema-esquerda usam como bandeira.

A Geringonça é isto. E precisam de diabolizar o que não é isto, para que o manto não caia e não se veja a farsa.

Floribundus disse...

o ps sempre foi marxista, sobretudo depois da entrada dos mes


parafraseando EÇA
«a falência cruel da geringonça sob o manto diáfano da fantasia»


ou escrevo directamente ou sou robot

Maria disse...

"A burguesia, actualmente, são eles próprios, tal como na organização soviética a classe dirigente tomou o lugar da burguesia e dos seus privilégios."

Exactamente José. Todos os socialistas de maior relevo na política portuguesa, com Soares à cabeça - mas não só ele, o Alegre, os falecidos Piteira Santos e Almeida Santos e mais uns tantos camaradas que também já morreram e outros que ainda estão bem vivos, o eram igualmente - que levaram o país ao descalabro em que se encontra, começaram o seu percurso como comunistas e nunca mais deixaram de o ser, ainda que mintam com todos os dentes que têm na boca quando o negam. Mais tarde fingiram mudar de ideologia para prosseguirem no assalto ao poder, o que só conseguiriam travestindo-se de socialistas moderados e de 'anti-comunistas' primários para com essa artimanha soez serem aceites de imediato pelo povo, enganando-o com um maquiavelismo perfeito, como já o haviam feito com sucesso aos povos nos diversos países democráticos europeus.

Como diz a Zazie e bem, os comunistas, socialistas e extremo-esquerdistas protegem-se uns aos outros para se manterem no poder e contudo fingindo que se detestam. E como muito bem frisou o José, os dirigentes da oligarquia que nos governa mal e porcamente há quatro décadas, atingiu o mesmo nível de riqueza, de poder e de estatuto internacional dos dirigentes soviéticos. E aqueles são de tal modo temíveis que ninguém lhes ousa tocar. Ou antes, não lhes ticam porque têm deles um medo atroz. Mais que não fôra só por este simples facto, inadmissível no presente século e depois de todas as catástrofes de dimensões bíblicas que o comunismo-socialismo provocou na Europa no séc. XX, todos eles deveriam provocar asco e desprezo aos respectivos povos e serem impedidos de governar qualquer país europeu, muito menos o nosso cujo poder resultou de um golpe de Estado traidor e vil e por isso mesmo terminantemente vedada a hipótese dele ser referendado e ùnicamente por medo do resultado, já qiue este seria mais do que óbvio e a esquerda comunista-socialista sabia-o de cor e salteado.

Mas não, o "povo", como que usando palas nos olhos, continua a acreditar na maior mentira político-governativa de todos os tempos. Mentira ocultando permanentemente a realidade de termos vindo a ser governados por comunistas-estalinistas em comandita com socialistas-comunistas-marxistas desde o início do regime até hoje. Regime condenável como este povo podia jamais ter concebido vir algum dia implantar-se e a perpetuar-se num País ultra conservador como sempre havia sido desde que existe como Nação independente vai para mil anos.

Maria disse...

Leia-se "... não lhes tocam"

E "Mais que não fôra, só por este..."(falta a vírgula em "fôra", como lhe compete)