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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Não resisto a esta comparação...

Observador:

O antigo Presidente da República Mário Soares está em observação nos cuidados intensivos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, desde a madrugada desta terça-feira, soube o Observador junto de fontes próximas da família. Está em situação crítica, com prognóstico reservado e inconsciente.


TVI24:

Em S. Tomé, [Mário Soares] escreveu uma carta a Marcelo a denunciar a «ilegalidade» da sua deportação. O professor admitiu que era «uma grande injustiça», mas citou a Constituição, «onde dizia que as pessoas que são perigosas para o Estado podem ser presas sem julgamento». «E eu respondi-lhe: se isto um dia muda, como podemos tratar os senhores, se nós formos governo? Já não me respondeu. Dois ou três dias depois, Salazar caiu da cadeira. E eu fiquei eufórico, porque percebi que ele ia morrer».

13 comentários:

zazie disse...

Fogo! essa foi muito bem recordada.

Que nojeira ter dito isso.

BELIAL disse...

Isto é tudo muito lindo...muito lindo - mas olhem "nem o pai morre..."

Aníbal Duarte Corrécio disse...

Mário Soares é o político português que de forma exemplar e de uma penada conseguiu:

a) manter e ampliar uma riqueza pessoal e familiar apreciável
b)cultivar o narcisismo e a arrogância ao mais elevado expoente
c) Inaugurar o conceito de BANCARROTA e persistir continuadamente no exercício deste conceito na Economia do País
c) silenciar Rui Mateus
d) aplicar de forma única a característica pessoal do egocentrismo na política. Uma espécie de "rei-sol" dos tempos modernos.

O PS em colaboração com os fósseis, o beneplácito dos bloqueiros e a ajuda de muitas aves raras do PSD/CDS prestará na altura certa honras de chefe de Estado ao nível de um Mandela ou de um Fidel Castro.

Anjo disse...

Já vai tarde... é preciso começar a contar o tempo para abrir arquivos à investigação.

Ai o figurão disse isso? Totalmente em linha com o que se espera dele.

joserui disse...

O arquivo do José, sempre actual e a prestar o serviço público que não existe em mais lado nenhum. Se não se põe a pau, qualquer dia o Marcelo dá-lhe uma comenda, afectuosamente. -- JRF

josé disse...

Foge cão, que te fazem barão! Para onde, se me fazem conde?!

Floribundus disse...

'foge Ausenda,
que o sampaio dá-te uma comenda'

recordou-os-pelos piores motivos

Ricciardi disse...

E bem provável que eu, no lugar de Soares, não dissesse o mesmo. Mas não tenho certeza absoluta. Se tivesse sido preso, perseguido e, adicionalmente, tivesse que emigrar forçadamente para fugir ao autoritarismo dalguem, haveria uma probabilidade de ficar feliz por Deus ter resolvido por fim à vida do autocrata.
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Se me filmassem nesse preciso momento, algures exilado, teriam visto provavelmente alguma satisfação. Não muita. Mas alguma. Satisfação completa não tem propriamente a ver com a morte dalguem, mas sim com a morte dum regime adverso simbolizado, lá está, por uma pessoa.
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Para Soares a morte de Salazar significaria o início do fim dum regime e, concomitantemente, o principio do fim do exílio.
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Rb

Ricciardi disse...

Por esta razão, não creio que Soares ficasse muito chateado pelo facto dos simpatizantes do velho Estado Novo, que ele ajudou a derrotar, fiquem contentes com sinais do fim de vida do homem.
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Rb

josé disse...

Pois, a gente não tinha percebido isso...

jkt disse...

Pois...
O karma é lixado.

Maria disse...

"Dois ou três dias depois, Salazar caiu da cadeira. E eu fiquei eufórico, porque percebi que ele ia morrer».(Soares)

Este velhaco sem ponta de vergonha no focinho nem pitada de compaixão pelo próximo, se não o tinha por Salazar, tendo em conta a afirmação desprezível que expeliu relativamente à saúde do Governante, naturalmente que muito menos a teria pelos seus compatriotas. Tal afirmação carregada de maldade, revelou a natureza satânica do seu desnaturado carácter reflectindo-se sem a mais pequena dúvida no criminoso acto de mandar assassinar milhões de inocentes a sangue frio, cometendo Alta Traição à Pátria cuja pena justa a aplicar a tão ignóbil acto, como aliás é regra em todos os países democráticos e não democráticos do mundo, seria a condenação à morte por fuzilamento ou, na falta deste, a prisão perpétua. Este inominável 'democrata' teve a desfaçatez de proferir (e desejar) aquela miserável exclamação. Um desejo carregado de maldade que só podia ter brotado da boca de um ser ignominioso. Muito gostaria de saber se alguém lhe desejasse agora o mesmo fim que desejou então maquiavèlicamente a Salazar - Governante, este, que teve mais consideração por ele do que esta víbora alguma vez vez na vida pudesse ter merecido - agora que o fim dos seus próprios dias estão próximos, o que é que ele próprio diria? Isto, é claro, se ele tivesse um réstea de vergonha por ter vomitado tão infamante quão ansiada profecia.

Agora que está próximo do fim e se entretanto teve a lucidez suficiente para ter recuado àquele tempo e ao seu miserável vaticínio, será que ele já pediu perdão ao deus dele e à memória do Grande Português que foi Salazar? Será que este espécime indigno nunca tenha sentido remorsos pelos múltiplos crimes de lesa-pátria perpetrados a seu mando? É muito duvidoso que tão nobre sentimento pudesse alguma vez ter brotado de um tão baixo carácter, mas, quem sabe?, talvez o tenha feito mais que não fosse para sua própria paz interior, já que é à hora da morte que esta verdadeiramente se revela. Se bem que pela amostra uma pessoa de tão má índole seja incapaz de assumir um sentimento de tão elevado valor moral, isto porque ele nunca a teve. De modo que nada do que tenha dito ou feito, agora ou antes, para se redimir dos gravíssimos pecados cometidos, o possa absolver. Porém, ainda que por absurdo o tenha feito ou porventura deixado plasmado nas suas deploráveis memórias, nenhum pedido de perdão será suficiente para ser perdoado pelo tremendíssimo mal provocado aos portugueses e a Portugal. Jamais.

zazie disse...

É. Nem se tinha percebido que o Salazar por ter caído da cadeira morreu instantâneamente.

Nem se trata de ficar feliz com um final. Trata-se de desejar um desfecho desses em função de um acidente.

É um pouco mais bera mas filisteus farejam-se.