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quinta-feira, 20 de julho de 2017

A face oculta do passado político

Observador, crónica de José Manuel Fernandes:

PS. Em política o que parece é, e um dia até Pedro Passos Coelho terá de aceitar essa secular regra. Por isso, se já ninguém limpa a imagem do candidato do PSD a Loures depois das suas declarações sobre ciganos, quando se libertará o partido das consequências do que disse e diz esse desastre ambulante e incontinente?

JMF foi da extrema-esquerda. Nunca se esqueceu disso... e portanto o que escreve sobre o que passa é sempre ensombrado pelo que passou. Não consegue desligar o lado negro esquerdóide de uma iluminação liberal.


Visão desta semana:



MJM foi de extrema-esquerda. Nunca se esqueceu disso...e portanto o que diz sobre o que se passa na justiça é sempre ensombrado pelo que se passou. Não consegue explicar como se investigou e arquivou um processo que mostrava o lado oculto do mais alto poder do MºPº ( a violação de segredo de Justiça no Face Oculta,  no tempo de Pinto Monteiro), mesmo que ande sempre a falar de corrupção.

Pratt é outra louça: tem traço escorreito.

Artigo de Francisco Louçã, no Público de ontem, sobre Corto Maltese e Hugo Pratt.


Este pequeno escrito apedantado do primeiro prócere do BE torna-se pretexto para uma visitação à obra do desenhador Hugo Pratt tal como a conheci quando foi dada a conhecer por cá, no início dos anos setenta do século que passou.
Quem quiser escrever coisas apedantadas sobre Pratt ou Corto Maltese não precisa de ir muito longe e com dois cliques chegará lá depressa, como Louçã chegou. Aliás, não percebo muito bem a razão por que estes eruditos instantâneos, nestas como noutras obras, repetem e copiam informação que recolhem da internet, sem pudor algum e que qualquer pessoa pode consultar do mesmo modo.

Por outro lado, não se dá conta no escrito que a nova aventura de Corto Maltese está a ser publicada na revista francesa de "direita", Le Figaro Magazine, desde o passado dia 8 de Julho, semanalmente. A nova historieta é apresentada por dois "herdeiros" da arte de Hugo Pratt que antes de morrer autorizou a continuação das histórias desenhadas, por outros autores, agora espanhóis, sendo o desenhador Rubén Pellejero que nos anos oitenta colaborou em revistas espanholas de BD, como a Cimoc.



Faz agora, neste mês,  50 anos que Hugo Pratt publicou a sua primeira obra-prima, Una balatta del mare salato, com o herói Corto Maltese, em desenhos publicados em série na então inaugurada revista italiana, de Génova, Sgt Kirk e mais tarde no suplemento de um jornal italiano ( Corriere delle picolle, suplemento do C.d.Sera).
Mas seria Pratt ou Corto Maltese conhecidos em Portugal, nessa altura?  Nem de perto nem de longe. A primeira vez que vi qualquer coisa sobe Pratt e Corto Maltese foi na revista Tintin de 4.11.1972, num artigo assinado por Vasco Granja que reconhecia o desconhecimento injusto, na altura, em Portugal sobre a obra do desenhador italiano.


No artigo mencionava-se o lançamento de uma edição italiana sobre a obra de Pratt, publicada originalmente em 1971 e que actualmente vale centenas de euros no ebay.


Lembro-me de ver este volume à venda numa das livrarias Bertrand, aí pelos anos 1974 ou 75.
Porém, a primeira vez que li uma historieta de Pratt não foi a de Corto Maltese mas sim outra historieta de 45 páginas, publicada na Tintin belga, em 1973 e 1974.
Les Scorpions du désert foi publicada no número de 6 Fevereiro de 1973, logo em 12 páginas iniciais que continuaram depois durante alguns meses, em capítulos que terminaram em 26 de Março de 1974 ( nos números, 6, 9, 21 de 1973 e 11, 12 e 13 de 1974, com 11, 9, 5, 5, 7 e 8 páginas respectivamente). A primeira parte da historieta tinha sido originalmente publicada em 1969 na revista italiana Sgt Kirk, saída em 1967 que durou até 1973 e lugar primeiro da publicação da Una balatta del mare salato. 



O Tintin belga custava nessa altura( 1973)  15$00 ( 30 pesetas em Espanha e 18 francos belgas, na edição original), preço que se manteve até 30.4.1974 em que passou a custar 22$50. Em Outubro de 1974, custava 20 francos belgas, mas por cá tinha aumentado para 25$00 e em Espanha passou a custar 35 pesetas. Coisas do 25 de Abril...


A primeira vez que li uma historieta de Corto Maltese  foi igualmente no Tintin belga, de 9.4.1974 com a historieta antiga, O segredo de Tristan Bantan, em que  aparece logo na primeira imagem a célebre espreguiçadeira sita em lugares exóticos.




  O Tintin belga começou então a publicar as antigas histórias de Pratt, como se fossem novas, a cores suaves e com apresentação gráfica melhorada. Histórias que eu não conhecia e duvido que em Portugal fossem conhecidas nessa altura, a não ser que lessem a revista francesa Pif ( gadjet) destinada a putos e com artefactos associados na capa em saquetas de plástico. Foi no Pif, a partir de 1970 que se publicaram as historietas de Pratt, até 1973. A primeira, no nº 58, em Abril de 1970, 20 páginas de O segredo de Tristan Bantan:



Em 22 de Outubro de 1974, no Tintin belga,  seguiu-se "Por causa de uma gaivota", também já estreada anteriormente, na revista francesa Pif.


A verdadeira e ampla divulgação da obra de Pratt ocorreu no final dos anos setenta e seguintes, com a moda do exotismo romântico que até aí era coisa sem importância mediática.

Em Fevereiro de 1978 apareceu em França a revista (A)Suivre que logo no primeiro número começou a publicar histórias novas de Hugo Pratt e o seu herói de circunstância, Corto Maltese, sempre a preto e branco em tinta da china.
A (A)Suivre pretendia ser uma mistura de banda desenhada com o romanesco, a preto e branco e durante muitos números.

A primeira aventura de  Corto na revista foi uma historieta intitulada "na Sibéria", no Oriente e no tempo dos anos a seguir ao fim da I Guerra.


Porém, tal historieta que se prolongou até Setembro desse ano de 1978, tinha já sido publicada originalmente em Itália, em Junho de 1974 ( até Setembro de 1977)  na revista Linus, outra das paragens gráficas do autor:


 Não obstante, a (A)Suivre foi o paradeiro preferido de Pratt durante anos a fio, até à sua morte em 1995.


 No número 200 de Setembro de 1984 até oferecia um original de Pratt a quem assinasse a revista...que nesse número trazia uma história inédita do "último voo de Saint-Éxupery", em 1944.


Em Janeiro de 1979 publicou a grande história de Pratt e Corto, Fábula de Veneza que tinha sido publicada antes na revista italiana L´Europeo no ano de 1977.


 


E no número final da revista, em Dezembro de 1997, quase vinte anos depois, o obituário de ambos ( Pratt e a revista):


Para a posteridade fica a última imagem dessa revista, na contra-capa do número de Janeiro de 1979:  o mito em preparação, com a publicidade à editora. A BD, Pratt incluído, nunca mais foi a mesma...

 
Em Itália, em Outubro de 1983 surgiu a revista Corto Maltese com um grafismo de qualidade inultrapassável ( os italianos sabem dessa poda) que se dedicou desde esse primeiro número à publicação de autores italianos ( e não só: em Dezembro de 1987 publicou uma história completa de Dieter Lumpen, desenhada por Pellejero, o actual desenhador de Corto) de fumetti, de banda desenhada. Durou quase dez anos, até Julho de 1983 e foi aí que se publicaram as novas aventuras de Corto Maltese e republicaram algumas antigas, geralmente com duas dezenas de páginas, então coloridas em cores suaves, de propósito, como foi o caso, nesse primeiro número, de "O Segredo de Tristan Bantan" ( a primeira e originalmente publicada em 1970 a preto e branco, na revista francesa Pif, onde Pratt publicou até 1973 e como se viu acima republicada no Tintin belga em 1974) ) , a par da publicação, em continuação, da Casa Dourada de Samarcanda. 



E assim se faz um mito  do séc. XX e que veio para ficar. Até o Louçã fala nele...e acho que o bravo Vital também. Heróis de papel...

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O título é a mensagem

O Público de hoje dá um espavento de página ao assunto de A.Ventura com os ciganos. E titula a mensagem devida que mais ninguém, nem o jornal, procura entender: porque é que as pessoas apoiam A. Ventura. Pressentem a razão mas não vão atrás dela, para a mostrar e é nisto que o jornalismo caseiro se distingue da Censura antiga: são os jornalistas e directores de informação que censuram, ainda mais que antigamente. Muito mais porque a Realidade actual não se espelha nos jornais e nesse tempo havia consonância entre o que se lia, sentia, via ou ouvia, apesar da Censura do regime que cortava certas notícias de factos que não truncavam a demais realidade.

A Censura actual é muito mais insidiosa e perversa porque capa do entendimento comum a realidade que todos observam mas não vêem espelhada e debatida nos media. Esperam com isso transformar a própria Realidade naquilo que artificialmente pretendem que ela seja. É esse o papel principal do jornalismo amestrado que temos em Portugal.

 Tenho para mim que uma das razões do apoio a movimentos e partidos de Esquerda logo a seguir ao 25 de Abril de 1974, na semana seguinte, nos media em geral, logrando votar ao esquecimento e irrelevância uma direita velha e sem alternativas, se deveu à Censura então existente.
Se as mesmas causas, perante circunstâncias similares tendem a produzir os mesmos efeitos, mesmo socialmente, então devemos esperar que a actual Censura conduza ao mesmo destino: o contrário daquilo que pretende impor...e é isso que se pode ler neste título:



Quem não percebeu isto não entende o "populismo" ou os fenómenos Le Pen ou Trump ou mesmo o que se passa na Hungria ou Polónia.
Tarde ou cedo cá virar parar e então será demasiado tarde para os media se darem conta e esta esquerdalhice que abunda por cá se confrontar com a sua Mentira que toma por Verdade.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Aleluia!

JE:

O Supremo Tribunal de Justiça considerou nulas as condenações de vários jornalistas do grupo Impala que obrigava a indemnização na ordem dos 395 mil euros a Pedro Santana Lopes, noticia o jornal Expresso. 
O ex-primeiro ministro tinha colocado dois processos aos jornalistas da editora DescobrirPress, que pertence ao Grupo Impala, assim como à própria editora, em 2007 e que tinham resultado em condenações a indemnizações no valor de mais de 700 mil euros, valor que foi posteriormente reduzido pela justiça, recorda o jornal.
No entanto, o Supremo Tribunal anulou as condenações considerando que Santana Lopes sempre “tornou públicos aspectos da sua vida privada e familiar” e realçando sobre as críticas em artigos que constituíam “artigos de opinião e crítica política, envolvendo essencialmente juízos e apreciações valorativas (e não propriamente factuais)”
.

O  STJ descobriu que as condenações de Portugal no TEDH custam dinheiro ao país. Decisão sensata, por isso.

Os ciganos não são racistas?

 Observador:

José Maria Fernandes, presidente da União Romani – a Associação que representa a comunidade cigana em Portugal – reagiu aos comentários de André Ventura sobre a etnia cigana. “Parece que estou a responder ao Hitler”, disse para descrever os comentários do candidato do PSD e CDS à Câmara Municipal de Loures, André Ventura. 
 Depois das declarações de André Ventura, onde afirmava que existia “uma excessiva tolerância com alguns grupos e minorias étnicas” e que “os ciganos vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado”, vários foram os que se insurgiram contra o candidato. O Bloco de Esquerda disse tratar-se de um “ataque vil, gratuito e preconceituoso para com as pessoas de etnia cigana que, como tal, é punido pelo Código Penal Português”, e apresentou uma queixa-crime na Procuradoria Geral da República.

Ontem no programa Prós&Contras, um activista dos direitos dos ciganos, um tal Piménio, disse claramente que "nós temos em Portugal um paternalismo branco".
Aliás, todo o programa foi concebido como um ataque ao pretenso racismo contra os pretos e ciganos, para além do mais. As "organizações" convidadas não foram confrontadas com nenhum dos factos que levam normalmente as pessoas a falarem dos pretos da periferia de Lisboa e dos ciganos em geral, do modo como realmente se fala.  Nenhuma pessoa presente se atreveu a mencionar o que muita gente conhece relativamente a ciganos e aos pretos e que nada tem a ver com racismo mas com desrespeito generalizado das regras de convivência social plasmadas nas leis penais. O tráfico de droga não foi mencionado e a contrafacção de mercadoria têxtil nem aflorada foi.

Assim, ao dar-se espavento ao discurso do tal Piménio, de cunho evidentemente racista e até de ódio, está a contribuir-se para a apologia pública de um crime, o que é muito mais grave do que aquilo de que se acusa o advogado Ventura. 

Quanto ao BE, resta apenas dizer que vozes de burros não chegam ao céu.

As câmaras corporativas estão na moda

JEcon

Governos espalhados pelos diferentes pontos do globo estão a recrutar “tropas cibernéticas” para manipular o Facebook, o Twitter e outros meios de comunicação social, denuncia um estudo da Universidade de Oxford, a que a Bloomberg teve acesso. O objectivo desta acção é orientar a opinião pública, espalhar desinformação e controlar as críticas.
O relatório informa que há 29 países onde esta situação acontece. As tácticas são implantadas por regimes autoritários, mas também por governos eleitos democraticamente.

Só agora é que descobriram o que o governo do Inenarrável já praticava com proveito e sem exemplo há dez anos atrás? 
Hoje em dia a tarefa é deixada a papagaios que se topam à légua e recebem a ordem de serviço para postar onde calha e lhes apetece, sempre em prol da voz do dono.

Palermas, há muitos! E bloquistas de direita ainda mais...

Artigo de João Miguel Tavares no Público de hoje:


 A  notoriedade deste komentador residente no Público e na tv ( num programa que alberga Pedro Mexia e Ricardo Araújo Pereira, todos da mesma área político-intelectual, embora com o habitual disfarce daquele que nem precisa do falsete para mostrar identidade)   permite-lhe agora escrever sobre palermices no mesmo tom.

Atira-se ao "quase nonagenário" Gentil por causa da afirmação a propósito da "anomalia". Ora o komentador deste Bloco de Direita acha que dizer coisas destas, no seu entender palermices,  não assume importância porque o assunto está arrumado desde 1982, pelo menos. Foi nessa altura que por decreto imaginado pelo komentador a "a prática [da anomalia] deixou de ser criminalmente punida, em Portugal."
Por causa da afirmação arriscada fui ver ao código penal anterior a 1982 que vinha de 1886 e sofrera várias revisões ( mas não tantas como o novo já sofreu) se tal era verdade. Um mero fact-checking jornalístico. Azar! Confirma-se ser uma palermice do komentador, pois o código antigo nem do assunto se ocupava no capítulo IV, sobre os "crimes contra a honestidade".
Nem uma palavra no código antigo sobre a homossexualidade, ao contrário do actual ( de 1982) que lhe dá honras de cidadania para criminalizar a "homossexualidade com menores".
O antigo código não criminalizou a homossexualdiade ao contrário do que se propala nos fora da esquerda em bloco e que este komentador papagueia, apalermando-se como companheiro de caminho.
Mas nem é esse o ponto em mais esta palermice. O que Gentil disse foi o óbvio ululante ( expressão de Nelson Rodrigues, muito citado por este bloquista de direita): é uma anomalia que se pretenda perpetuar a espécie sem a natural contribuição do sexo oposto. E isso até os filhos deste bloquista de direita devem compreender e aceitar como natural, sendo anti-natural o oposto.

O lamento final do komentador acrescenta ainda outra palermice: o que o médico Gentil disse não é falta de respeito para com os homossexuais que agora serão legião, de acordo com os desejos destes novos convictos. É apenas senso comum sem a distorção do politicamente correcto. Respeitar a homossexualidade como opção pessoal é uma coisa que Gentil pratica. Promovê-la como se fosse a moda nec plus ultra da evolução humana é uma palermice final.  E assim ficamos.

A par disto, o editorial do Dinis, Dinis, alguém assim quis, é revelador do ambiente mediático que prolifera em Portugal. Gostaria é de saber o que o patriarca Belmiro pensa disto...e dos milhões que esportula para subsidiar estas ideias peregrinas que assentam como politicamente correctas:


Entretanto o Dinis, Dinis, alguém assim quis, deixou publicar esta ignomínia que o Livro de Estilo do Público recomenda. Porventura até terá o seu aplauso...
Imagine-se o que seria se em vez deste texto imundo fosse publicado outro com tendência homofóbica...verdadeira ou imaginada!
A esta hora o articuleiro putativo já estaria despedido da colaboração regular, pela certa.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Começou (a)Ventura?

Observador:

O Bloco de Esquerda apresentou esta segunda-feira uma queixa-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o candidato do PSD e do CDS a Loures, André Ventura, por “incitar ao ódio” contra os ciganos. Na queixa — também enviada para a Ordem dos Advogados e à qual o Observador teve acesso — o candidato do Bloco a Loures, Fabian Figueiredo, denuncia que o candidato da coligação de direita “incita explicitamente à discriminação contra a comunidade cigana, quando diz que as pessoas desta etnia ‘vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado'”.
Fabian Figueiredo denuncia à PGR que as declarações do candidato do PSD e CDS constitui uma “prática dolosa, friamente calculada, para incitar o ódio contra as pessoas de etnia cigana, algo absolutamente inaceitável num Estado de Direito Democrático e que, como não poderia deixar de ser, constitui crime no ordenamento jurídico português”
.

O advogado e comentador da CMTV, André Ventura,  meteu-se com o politicamente correcto que não designa as etnias pelo modo como são conhecidas, como é o caso dos ciganos. E disse algo que as pessoas comuns também dizem.

Tanto bastou para que os neo-comunistas do Bloco se abespinhassem e queiram sentar o advogado no banco dos réus, perdão, arguidos.

Acho que não vão ter sorte mas por outro lado, se calhar começou a aventura em Portugal de afrontar esta canalha de extrema-esquerda que só representa o que pior temos em nós, como colectividade.

Veremos onde se chega, nesta guerrilha que agora começou. Para já é uma questão de linguagem e o advogado Ventura deve dizer o que pensa, como todos pensam, para que essa canalha seja confrontada com a estupidez do que pretendem impor como politicamente correcto, em manobra de violência verbal que só não chega à violência física porque não lho permitem. Mesmo assim...

E ainda disse outra coisa politicamente incorrecta: para certos crimes e criminosos deveria existir prisão perpétua. E é que devia mesmo...e conheço alguns casos paradigmáticos.

Para lidar com a linguagem de trapo mundialista do Bloco e adjacências devem ser-lhes devolvidas as palavras que usam, como excrescências do Mal geral. Devem ser denunciados tal como denunciam os outros. Devem ser submetidos ao mesmo tratamento de policiamento da linguagem, desmontando-se-lhes a mesma, porque é importada, imprópria e maligna, como um cancro.

Deve dizer-se-lhes que um preto é um preto e um cigano é um cigano e são nossos irmãos porque somos todos irmãos. Basta isto que os confundirá.

ADITAMENTO:

Nem de propósito, o programa da RTP1, Prós&Contras de hoje é dedicado ao "racismo". A sondagem televisiva sobre se Portugal é um país racista, deu "meio por meio".

Ainda não ouvi ninguém naquele programa a dizer que os ciganos são estatisticamente responsáveis pelo pequeno tráfico de droga em certos locais. Bastaria perguntar aos serviços prisionais quantos ciganos se encontram em cumprimento de pena por esse delito, actualmente e ainda outra coisa mais interessante: o que diz a experiência dos guardas prisionais do país, sobre isso.

Ninguém, absolutamente ninguém se atreve a abordar esta questão deste ponto de vista, por uma razão muito prosaica: medo. Medo de serem vilipendiados pela patrulha do politicamente correcto. Esteve no programa um cigano ainda jovem, estudado e que se fartou de discursar em modo racista contra "os brancos" fazendo passar o discurso da vitimização.

Ninguém foi capaz de lhe dizer duas ou três verdades. Ninguém porque a animadora do programa assim quis, ao seleccionar os convidades.

Gostava de saber o que ela na verdade pensa sobre o assunto. Na verdade e na privacidade das conversas caseiras, por exemplo com o irmão, Campos Ferreira.

Esta gente tresanda a hipocrisia. As pessoas em geral interrogam-se acerca dos motivos do aparecimento de movimentos radicais contra as minorias ou a escolha de extremismos como meio de governo.  Uma das razões é este tipo de programas totalmente manipulado em direcção ao politicamente correcto e que censuram a realidade vivida e sentida por todos, em prol das minorias que aparecem então como se fossem as maiorias cheias de razão. E em muitos aspectos não têm essa razão, o que essas pessoas e esses programas mediáticos não querem reconhecer, escondendo a realidade que afinal nunca pode ser escondida.

O que se passou no Prós e Contras de hoje foi uma grande vergonha porque se limitou a dar voz a vítimas que se apresentam como tal, sem se ouvir os que são apresentados como culpados da condição em que os mesmos se apresentam.
Só por má-fé se actua deste modo. Ou estupidez, o que não faz muita diferença. 

E agora, MºPº? É preciso ouvir Cunha Rodrigues, outra vez.

JNeg:

Peter Boone, economista doutorado em Harvard, foi acusado de manipulação de mercado que permitiu ganhos de 819 mil euros com a venda de dívida portuguesa após ter escrito artigos sobre o país nos cruciais meses antes do resgate de 2011. Foi declarado inocente na semana passada e vai processar o Estado. 
 “Este processo nunca deveria ter existido. Foi uma caça às bruxas iniciada por uma declaração pública do antigo ministro das Finanças, Professor Fernando Teixeira dos Santos, que se sentiu ofendido por eu ter questionado algumas das más decisões económicas que ele e os seus pares estavam a prosseguir”, refere Peter Boone, sobre a acusação pelo crime de manipulação de mercado.
Em comunicado, Boone informa que a 12 de julho de 2017, transitou em julgado a Decisão do Tribunal da Relação de Lisboa que confirmou a inocência, revogando definitivamente a acusação de manipulação de mercado que tinha sido proferida pelo Ministério Público, “pondo termo a um pesadelo de sete anos”. 

DN de hoje:

 
Segundo se escreve o MºPº acusou um articulista e analista financeiro depois de receber uma denúncia das entidades oficiais, designadamente a CMVM e o governo de então, do Inenarrável José Sócrates, mais o seu ministro das Finanças, Teixeira dos Santos que fez uma grande figura de urso, ao lado daquele, no dia do pedido de resgate financeiro a Portugal que originou a "austeridade" que ainda pagamos.
Não contentes em terem feito o mal, quiseram também o crédito pela caramunha da denúncia infundada.
A denúncia respeitava a um artigo escrito em 15 de Abril de 2010, em parceria,  por dois americanos que previam um destino funesto para a economia nacional, com uma bancarrota, caso não houvesse inversão da política económica seguida até então por aqueles inenarráveis.

A investigação da CMVM indiciou uma "manipulação de mercado" e o MºPº foi atrás e, pressuroso, em 2015, o que é ainda mais incrível, deduziu uma acusação que nem chegou sequer à fase de julgamento. Não satisfeito com a improcedência da referida acusação e do arquivamento decidido na fase de instrução, o MºPº recorreu, se calhar por entender que "assim é que é" e os inspectores do MºPº gostam. E se calhar será mesmo, o que se afigura trágico e um fenómeno de que ninguém fala...
Agora é a confirmação do desacertoe da confirmação da ausência de indícios suficientes para acusar.

Assim, eventualmente e segundo se anuncia,  o MºPº ver-se-á na pele de defensor do vínculo do Estado para que este não venha a ser condenado em processo de natureza cível, pela prática de erros grosseiros. Seria bom, em caso de condenação do Estado português que houvesse acção de regresso contra esses inenarráveis que nos desgraçaram e ainda se fizeram de vítimas.

Veremos onde isto vai parar, mas é triste. Este Ministério Público, assim, não se honra nem honra o país.
O mínimo que há a fazer será debater o assunto, mas não se vê quem esteja interessado em fazê-lo, dentro do MºPº. O que "vem de trás toca-se para a frente" e continua o desacerto pontual, semelhante noutros casos, como é exemplo flagrante o que se passa com os processos que visam os angolanos do "branqueamento de capitais".

Não haverá no MºPº uma voz que se faça ouvir a discutir estes assuntos? O silêncio é ensurdecedor.

Os jornalistas deveriam ouvir sobre isto e muito mais,  o antigo PGR Cunha Rodrigues, muito afastado da ribalta mediática, por opção própria, mas essencial para se entender todo o percurso do MºPº e no que se tornou hoje em dia.
Consta que o mesmo não se revê neste modelo de Ministério Público e terá uma voz crítica a  propósito do que se passa.

Apesar do seu discurso por vezes algo hermético e encriptado há questões em que é claro e incisivo e esta será uma delas.

Ouçam o homem!

domingo, 16 de julho de 2017

O oito e o oitenta, como sempre, em Portugal. Improviso, sempre.

24Sapo:

A aldeia de Chã, sede de freguesia, está coberta pelo fumo e pelas chamas do fogo que cerca a zona. Foram retiradas da aldeia crianças, alguns acamados e alguns idosos. As crianças foram transportadas para o pavilhão Municipal de Alijó.
Não foi evacuada nenhuma localidade "por inteiro", disse à agência Lusa o comandante dos Bombeiros de Alijó, José Carlos Rebelo. Segundo o comandante, há algumas localidades que "estão na linha de fogo" e que poderão ficar ameaçadas pelas chamas, como é o caso de Carvalho e Casas da Terra. No entanto, José Carlos Rebelo realçou que as chamas "ainda estão longe, a alguns quilómetros" de distância dessas localidades.
Até ao momento, as chamas já destruíram "alguns anexos e armazéns", bem como casas devolutas, não havendo registo de casas de primeira habitação afectadas, afirmou.
De acordo com o comandante dos Bombeiros de Alijó, "está muito difícil combater o fogo", registando-se ventos de "70 a 80 quilómetros por hora".
"Neste momento, todos os meios são necessários", vincou.
O alerta para as chamas foi dado às 01:55 de hoje e o fogo chegou a avançar em três frentes. Ao início da tarde, o fogo tinha sido dado como dominado, mas sofreu, entretanto, uma reativação.
Às 19:25, segundo a página da Autoridade Nacional da Proteção Civil, encontravam-se no combate ao incêndio 300 operacionais, 87 viaturas e oito meios aéreos.
Um bombeiro no local disse à agência Lusa que houve algumas viaturas que já arderam.


Agora, qualquer incêndio um pouco mais bravo vai originar a evacuação de aldeias inteiras, até se perceber que pode ser pior a emenda que o soneto. E voltará tudo ao mesmo.

Gentil Martins não aceita promover homossexuais. E tem esse direito

Em entrevista ao Expresso  o médico Gentil Martins, conservador, católico praticante e com uma carreira que fala por si, disse algo que a brigada ligeira dos costumes travestidos ( BLCT) reprovou logo: "não vou tratar mal uma pessoa que é homossexual mas não aceito promovê-la". Disse o que pensa, emitiu a sua opinião, considerando a homosexualidade uma anomalia mas numa sociedade mediática pejada de homossexuais, tal afirmação fez logo tocar as campaínhas do "toca a reunir" e já se notam as reacções: vergastar  o médico  no pelourinho politicamente correcto, desligando a frase dos seus componentes para isolar o sentido mais perverso que lhe podem atribuir.

E não disse apenas isso. Referiu ainda que "Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele, Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma".

Poderia acrescentar: ninguém pode dar  o que não tem...



sábado, 15 de julho de 2017

Um juiz que "diz não às polícias e ao MºPº"... é um juiz super!

Atente-se nestas duas notícias que têm como protagonista o mesmo juiz de instrução criminal que não é nomeado sequer.
 Sol da semana passada:


Expresso de hoje:


Deve ser este o modelo de juiz ideal para certas figuras pardacentas que andam por aí. Aliás, uma antiga juiz do TCIC, Fátima Mata-Mouros, agora no TConstitucional dizia que o papel do juiz era o de dizer não às polícias e ao MºPº.

Aí tem um...juiz super!

O incêndio de Pedrógão continua a arder nas chamas da perplexidade

O Público de hoje, com três jornalistas ( um para o texto e dois para a "infografia") trata o assunto do incêndio de há um mês, em Pedrógão, recorrendo a "linhas de tempo"  e outros artifícios gráficos que ainda não esclarecem o essencial sobre os 47 mortos na EN-236-1 e adjacentes.
Nem sequer conseguiu saber com precisão a que hora terão ocorrido as primeiras mortes que segundo se julga se concentraram em poucos minutos em algumas centenas de metros naquela estrada.



Mas existe  informação no sentido de o incêndio ter atingido a EN236-1 às 20:10 e ter deixado tal via cerca das 20:20 ( ambas informações são do IPMA) .
Às 18:50, a GNR tinha cortado o IC8 e as alternativas para quem aí seguia eram a "estrada da morte" e o mesmo IC8 em sentido inverso.
Às 20:10 o CADIS Pedro Nunes, em missão de reconhecimento ( tinha aparecido no local, no "teatro das operações", apenas alguns minutos antes, às 19:58 ) , solicitou o corte da EN350, de Pedrógão Grande, ou seja na mesma altura em que o incêndio atingiu a EN236-1.

Pergunta-se quem o informou para proceder a tal corte e porque não se fez o mesmo corte, na EN236-1?
Mais: às 20:00 a análise da pluma do incêndio feita pelo IPMA colocava-o em cima da localidade de Vila Facaia, num dos seus picos de intensidade máxima.  A direcção era, naturalmente no sentido da EN236-1...
Então quem é que não fez o que deveria ter feito, se tivesse condições para o fazer?

Basta ver o Google Maps para se entender a perplexidade...

O fogo prossegue para oeste de Vila Facaia...e a EN350 que fica a sul é cortada. A EN236-1 não é...porquê? Às 20:40 o fogo já estava para lá da EN236-1.

Como é que se compreende esta falta de informação e acção dos responsáveis? Às 15:10 o responsável era o comandante dos bombeiros de Pedrógão, Augusto Arnaut. Até às 19:58 hora da chegada do CADIS Pedro Nunes, se calhar foi o único comandante local...porque o Cerol, o advogado do CODIS de Leiria só partiu para o local às 17:08, vindo não se sabe bem de onde e quanto tempo demorou a chegar.

Então outra pergunta: quem mandava efectivamente, no "teatro de operações",  entre as 15:10 e as 20:40, de Sábado, dia 17 de Junho em que morreram 64 pessoas naquele local ? E, última pergunta, porque não foram socorridas a tempo e horas por quem tinha a estrita obrigação de o fazer?



O Rocha que não amocha não sabe direito penal?

O ex-Secretário de Estado, Rocha de apelido, experimentado em governação já há largos anos, continua a não se dar por achado no caso das viagens à bola, umas borlas pagas pela GALP. Para ele, jurista experimentado em assuntos fiscais, não há ilícito. Ou seja, este jurista formado em Coimbra não tem consciência da ilicitude em que incorreu, ao aceitar, indevidamente, a vantagem de alguns milhares de euros para ir ver a bola, a expensas de uma empresa de vulto e com quem o Estado e o departamento que o Rocha chefiava, tem um contencioso aberto e de largos milhões de euros. Esta inconsciência não deverá ser censurável num jurista de Coimbra? Nem é preciso dizer mais...

O Rocha acha que isto é nada e a vantagem recebida, por ele e por outros apaniguados do sistema político, se traduz num uso que era costumeiro: grandes empresas oferecerem bilhetes e estadia alargada no estrangeiro para irem ver espectáculos desportivos. Uma prenda inócua e que não belisca a honra ética do visado. Portanto, uma consciência de ilicitude nula.

No Público de hoje há dois artigos sobre o assunto. O primeiro é de JMT que mais uma vez se engana na essencialidade do assunto.


A questão penal não depende de pedido activo ou aceitação passiva da vantagem. O crime em causa é novo, um exemplo por isso da neo-criminalização. E a ideia da criminalização destas condutas vem de há meia dúzia de anos. O PS na altura dispensou mesmo o nexo causal entre o recebimento da vantagem e a prática do acto.
Por isso, a diferença não se estabelece juridicamente entre pedir ou não pedir e essa não é a questão. 

Por outro lado, a esquerdista radical São José de Almeida, fundamentalista de uma moral política dúbia e robesperriana, articulista do Público, escreve que desta vez o MºPº andou bem, como se tal fosse uma opção de legalidade oportuna. Também não é. A legalidade estrita já existe desde há meia dúzia de anos. 


Porque não perguntam nada ao professor Germano Marques da Silva ( que deve ter emitido parecer privado aos visados, avisando-os do perigo que o crime indiciado potencia...)? É que o indivíduo, também um dos apaniguados do PS, sabe disto e muito mais. 

Orientou teses de mestrado ou doutoramento sobre o assunto. Ora espreitem lá esta dissertação de mestrado, por exemplo e sobre este assunto concreto e que em certo ponto diz assim:

Foi na esteira das dificuldades probatórias que minavam a aplicação prática das modalidades de corrupção, que em 2010 se promoveu, no âmbito do nosso Código Penal, a criação de um novo crime de corrupção. Devido à elevada danosidade social dos crimes de corrupção foram apresentados na Assembleia da República três projectos de lei com vista à alteração do Código Penal. O Partido Social Democrata (PSD) apresentou o Projecto de Lei 90/XI, o Centro Democrático e Social-Partido Popular (CDS-PP) apresentou o Projecto de lei 108/XI, enquanto que o Partido Socialista (PS) apresentou o Projecto de Lei 220 /XI. Na exposição dos motivos, o PS apela a uma transparência e objectividade que devem ser salvaguardadas na realização das funções públicas, o que implica mudanças a nível legislativo. A bancada socialista referiu que se justifica a punição do crime de recebimento indevido de vantagem por apenas colocar em perigo a autonomia intencional do Estado, deixando de ser necessário o nexo causal entre o recebimento da vantagem e a prática do ato. 
Apesar de não ter sido este o projecto que deu origem ao crime referido, a verdade é que o novo artigo 372º do Código Penal teve como inspiração o mesmo. 
O crime de recebimento indevido de vantagem surge no ordenamento jurídico português, nomeadamente no Código Penal e no Regime dos Crimes da Responsabilidade de Titulares de Cargos Políticos, por meio das Leis n.ºs 32/2010, de 2 de Setembro e 41/2010, de 3 de Setembro.

Na dissertação ainda aparece a partir da pág. 45 a menção aos tais "usos e costumes" a que agora estes desgraçados se agarram como tábua de salvação. Cita-se Almeida Costa e outros que entendem que dentro destes usos e costumes não se devem incluir ofertas de vulto, mas apenas pequenas lembranças. 
€3000,00 euros para ir ver a bola é coisa irrelevante, para estes pascácios ( não me ocorre outro nome, perante a indignação de nos tomarem por parvos...)? 

Será a doutrina e a jurisprudência a dizê-lo, segundo a dissertante, porque a lei ( por obra e graça do PS que assim quis e agora fez outra coisa, estabelecendo o limite de 150 euros para as "pequenas ofertas") não foi ao ponto de objectivar as condutas, deixando esse campo para a doutrina e a jurisprudência. 

Ontem, o presidente da AR, na pele de plebeu, já disse que a interpretação é absurda. Percebe-se porquê, mas há muito tempo que o indivíduo perdeu a noção de decência política, para não dizer mais. O PS de que faz parte já disse, implicitamente, ao estabelecer aquele limite de 150 euros que três mil euros de benesses é coisa inadmissível. Até para eles...

 Está tudo dito ou ainda é preciso dizer mais?

Parece que sim, será preciso dizer mais. Um fundador do PS, Magalhães e Silva, advogado da firma que ainda junta Jorge Sampaio e Vera Jardim, actualmente  membro do Conselho Superior do Ministério Público, decidiu mais uma vez criticar os magistrados do mesmo Ministério Público, por terem o topete e ousadia de processarem o Rocha e outros notáveis do PS que foram ver a bola, a expensas da Galp, numa oferenda de vários milhares de euros. Uma bagatela, para o advogado que é useiro e vezeiro em criticar publicamente o mesmíssimo Ministério Público de que faz parte e cujos elementos pode um dia destes ter o dever de avaliar.
Ninguém no referido CSMP lhe faz notar a relapsa tendência e a exigência, pelo menos, de algum pudor? A ética republicana e socialista agora é isto?

CM de hoje, Domingo 16 de Julho de 2017:



sexta-feira, 14 de julho de 2017

A triste figura da Segunda figura do Estado

Observador:


É uma "posição pessoal", sublinha, mas Ferro Rodrigues considera "absurdo" que uns "convites a umas pessoas" para ir ver o futebol possam ser um crime. "É um mistério da Justiça", acrescenta.


Há cerca de uma dúzia de anos, esta Figura foi publicamente colocada em causa por factos vergonhosos e que deveriam ter impedido a sua manutenção na vida política activa.  

Ainda assim, este antigo MES passado por contrabando ao PS, manteve o perfil para se candidatar e ganhar o posto que agora tem: representante do Poder legislativo na divisão de poderes do país.

Foi este Poder que  aprovou o normativo penal no qual ficaram incursos os ajudantes de ministro que se demitiram recentemente.
A Segunda figura do Estado, afirmando fazê-lo a título pessoal ( a diferença é essencialmente nula, no caso)  considera no entanto que tal é absurdo.

Mesmo que tivesse razão, a segunda figura do Estado, nem a título pessoal deveria fazer estas interpretações peregrinas da lei penal, aprovada pelo Poder a que preside.

Para isso existem os tribunais que são o outro Poder que tem como missão aplicar as leis e o direito.